Badboy of' Mine - Capítulo 44

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- You're so famous now

Todo mundo está procurando por algo. Alguns deles querem te usar, alguns deles querem ser usados por você. -Sweet Dreams/ Emily Browning

Zayn Malik P.O.V's
jh
Caminhei rapidamente pelo jardim intercalado pelo piso de mármore branco, com o coração na mão. Assim que pisei em casa finalmente pude me sentir melhor. Não, com certeza não. Danny, Logan e a Débora que na confusão acabou voltando com eles ainda não haviam chegado, e Jack estava terminando de estacionar o carro. É claro que eu quis entrar na frente, pra já ir preparando uma bebida e pensando no que fazer.
                Quando ouvi alguém do publico no racha gritar que a policia estava chegando, comecei a procurar pela SeuNome sem parar. Eu sabia que ela devia estar abalada e alta da cabeça em qualquer lugar. Acabei por colocar meus olhos nela ao ouvir seu grito chamando meu nome em meio a confusão gigantesca que estava, tentei ir em sua direção para sairmos dali imediatamente mas então um carro da policia entrou na frente dela, trancando a sua passagem, o que também me obrigou a recuar. Minha cabeça estava funcionando a mil, o que eu podia fazer? Ir até ela e ser preso também? Jamais. Não havia muito tempo, Jack chamou meu nome em desespero e eu fui com ele sem poder fazer nada para ajuda-la. Ninguém manda essa garota ficar lá no meio sabe lá com quem e fazendo sabe lá o que, que merda. Ainda foi arrumar uma dessas! É muita bomba pra cima de mim num dia só, ninguém aguenta. Primeiro a notícia desse filho sendo confirmada, o que não surpreendeu por eu já esperar o pior depois que ouvi o "boato" da Piper, mas quem gosta de ter a confirmação de que vai ser pai? Talvez algum maluco. Fora que a SeuNome já chegou me atacando fisicamente e dando uma de descontrolada só porque eu não contei imediatamente pra ela da gravidez. Mas que inferno, nem eu sabia se era verdade, e adiantava a preocupar com uma coisa que poderia ser mentira? Não contei mesmo, e não me arrependo. Ela me fez parecer tão fraco na frente deles, de todo mundo. Foi quase automático coloca-la na parede também, e inventar qualquer coisa que eu pudesse usar para contra-atacar. Dizer que eu tinha duvida sobre a paternidade com certeza afetou ela ainda mais, e não vou mentir, me senti por cima novamente. Se estivéssemos sozinhos, eu recuaria e jamais diria uma coisa daquela, eu conheço bem as pessoas, eu sei ler elas com algum sucesso. A SeuNome jamais me trairia. Mas foi a única coisa que pude pensar na hora. Recuaria poque sei quando vale a pena enfrentar, e aquela briga não era algo que valesse a pena pra mim. Mas tive que contra atacar, afinal estava na frente de todo mundo. Eu não ia sair como o fraco da história.
Depois disso tudo aconteceu muito rápido. O racha. A diversão boa demais para ser verdade. A policia.
A essa hora, ela deve estar com mais raiva ainda de mim em alguma delegacia. E ainda por cima grávida. Brincadeira viu. Suspirei colocando uísque puro num copo e automaticamente acendendo um cigarro. Não podia estar grávida, ela era só uma menina. Uma menina incrivelmente irresponsável e cabeça dura. Esse meu vício inerente por garotas loucas tem que parar, só fode com a minha vida.
        Sentei largado no sofá, tentando pensar numa maneira de tirar a SeuNome daquele lugar.

SeuNome P.O.V's
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Eu olhava para os lados sentindo meus pulsos doloridos apertados demais nas algemas. Minha boca estava aberta com a respiração entrecortada, meu rosto praticamente encostado na janela observando poucas coisas na estrada intercalada por chãos de deserto, afinal por ali não haviam aquelas milhares de luzes que eu estava acostumada a ver dar cor á escuridão da noite já instalada. Os dois policiais conversavam baixo nos bancos da frente do carro, que eram separados de mim por um divisor feito de redes de metal. Aw, será mesmo que estavam com medo de serem atacados? Que piada, afinal a minha arma já tinha sido tirada de mim. Como eu queria ter uma faca agora, para enfiar entre aqueles espaços da rede e quem sabe com alguma sorte acertar um daqueles pescoços distraídos.
Deus do céu. Por que é que eu estou pensando essas coisas? Eu estou realmente apavorada.
                         Não tentei falar nada durante o caminho, minha expressão era fechada e eu já respirava um pouco melhor. As luzes de prédios e comércios vieram aparecendo aos poucos, mas simplesmente não estava mais olhando. Ao chegar, fui conduzida para dentro, lá vendo que minha arma estava em um saco transparente e nas mãos de um deles que agora estava num balcão e parecia reunir os tais dados e partes da ocorrência junto com mais pessoas. Numa rápida passada de olhar percebi o lugar. Bem fechado, com mesas na recepção, várias salas e até celas ao fundo da delegacia. Haviam outras pessoas algemadas mas que estavam sendo mantidas sentadas em cadeiras enquanto conversas e informações ali eram discutidas. Um dos caras de uniforme me levou até o fundo do lugar, onde estavam as celas, abriu uma com seu molho de chaves e me empurrou para dentro com muita força, sem o menor cuidado. Antes que a porta de grades se fechasse, eu tentei impedi-lo e sair, mas não tive sucesso.
Eu: EU CONHEÇO A PORRA DOS MEUS DIREITOS DE INTEGRIDADE FÍSICA! -gritei nervosa- VOCÊS PEGARAM A PESSOA ERRADA! -ele deu uma risadinha mas não respondeu. Em vez disso, deu as costas balançando a cabeça debochadamente. Tirazinho filho da puta.

Então ele sumiu. Coloquei meus braços entre os ferros enferrujados e olhei para frente na tentativa de ver onde estavam os outros que foram pegos no racha. Com certeza essas poucas celas foram construídas de forma estratégica para que os presos aqui não pudessem ver quase nada da delegacia no angulo que estão. Ponto para esses desgraçados.
Se eu tivesse alguma coisa para colocar perto das grades e refletir...qualquer coisa. Mas não havia nada, esvaziaram meus bolsos quando me revistaram. Pensei direto na tela escura do celular mas haviam me tirado esse também. Encostei minha cabeça na parede levando as mãos ao rosto e pensei comigo mesma "preciso sair daqui". Suspirei mesmo com a garganta irritada, e fechei os olhos. Eu aprendi com algumas experiencias a ser alguém que não é de sentir medo das coisas, mas naquele momento, fiquei desesperada. O pior era que eu tinha que manter esse desespero internamente, para não parecer da maneira que eles queriam me ver. Larguei as grades e me joguei no chão, engatinhei rapidamente até o canto mais escuro entre aquele quadrado de chão e me agarrei aos meus joelhos respirando fundo.

[4h23...]

               Já devia ser realmente bem tarde da noite, estava cansada mas não queria ter que fechar os olhos. Me levantei do chão empoeirado e fui até as grades pela milésima vez desde que cheguei a horas atrás, as segurando sem forças. A luz da lua refletia pela janela da cela, a lua era cheia e estava tão linda. As luzes da cidade brilhavam junto com ela me desconectando de meus pensamentos por um bom tempo. Aquela cidade era realmente a minha perdição. "Las Vegas vai acabar com você" era a merda que a voz de David dizia naquele pesadelo que eu tive, e era tão irônico eu lembrar disso agora, diante das circunstancias. E mesmo com isso em mente, eu ainda sim conseguia olhar para essa cidade pela janela da cadeia com desejo ardente e um certo amor indescritível. Talvez eu seja meio masoquista, ou talvez só seja burra. Alguém realmente estúpida, louca. Isso. Eu sou completamente louca.
Se eu fosse normal não estaria aqui, estaria livre. Sou orgulhosa, mas estaria mentindo se dissesse que não estava completamente arrependida de ter ido ao racha. Eu podia ter ficado chorando e tomando sorvete no meu quarto. Mas não, eu tinha que me fazer de dama de ferro e fingir que aquilo não me afetava, tinha que enfrentar o Zayn.
Zayn. Ele já devia ter percebido que eu não consegui escapar do tumulto. O que eu estou pensando, é óbvio que ele sabe. Ele recuou e me deixou lá, assim que viu a viatura cruzar a minha frente. Eu sei que ele não poderia ter feito nada naquela hora, mas eu esperava que pelo menos o filho da mãe já estivesse pensando em algo para me tirar daqui logo. Eu não ia aguentar por muito tempo.
             Um vento frio da madrugada entrou pela pequena janela ao meu lado, puxei meu vestido para baixo para tentar aquecer minhas pernas enquanto agora estava apoiada com as costas nas grades e admirando o brilho da cidade e da noite. O que ia me acontecer agora? O medo corria em minhas veias devastadoramente, eu estava vermelha como se tivesse levado tapas no rosto e minhas mãos começaram a suar.
Sentei-me no chão frio novamente, daquele lado que ninguém podia me ver. Se eu não podia vê-los, eles também não me veriam. Além do mais, nunca iria conseguir dormir sendo observada por desconhecidos. Abraçando meu corpo junto a mim e com as costas na parede, abaixei a cabeça e não a levantei por nada, nem pelo som de insetos e muito menos pelos barulhos que haviam ali. Fiquei assim até amanhecer.

                        De manhã, me deram algo para comer e me permitiram usar o banheiro. Depois tive que voltar para a cela sem mais nenhuma informação do que iria acontecer a seguir, ou quanto tempo eu ficaria ali. Aquilo já estava me estressando. Meus olhos estavam inchados pelo choro de ontem e também por não ter pregado os olhos um minuto sequer durante a madrugada. Lutei contra o cansaço para não ficar inconsciente perto daquelas pessoas, mas não aguentei e acabei dormindo por algumas horas.
         Um barulho nas grades me despertou, me mexi de mal jeito já que estava sentada. Sim, eu preferi dormir no chão, já que aquele beliche estava completamente sujo e infestado de cupins. Meus saltos pretos estavam jogados num canto da cela e alguns raios de sol de fim de tarde entravam pela pequena janela. Por do sol. Isso significava que eu tinha ficado ali por um dia já. Olhei para o motivo do meu despertar, um policial, delegado ou sei lá que caralho aquele cara era abria minha cela e entrava, já cheio de palavras na boca.

Ele: O motorista que provocar morte em decorrência de racha poderá ter pena de cinco a dez anos. -já chegou falando. -Só pelo ato de participar de um racha, a pessoa poderá ser detida de seis meses a três anos.
Eu: Olha só, vocês me pegaram num péssimo humor, sério. -pisquei umas duas vezes sem vontade nenhuma de continuar aquela conversa. Ele riu do meu comentário e olhou alguns papéis em sua mão. Eles iam protelar o advogado se eu precisasse de um, eu tinha quase certeza.
Ele: As informações sobre o racha já foram obtidos e registrados, inclusive já está sendo averiguado.
Eu: Que bom pra vocês. -disse exalando sarcasmo. -Se eu estou numa delegacia quer dizer que minha ordem de prisão é temporária.
Ele: Exato, eu devia ter vindo aqui antes mas não tinha certeza...
Eu: Certeza de quê? -o olhar dele foi tão estranho, que eu não consegui distinguir. O nervosismo esquentava meu corpo da pior maneira possível, mas por fora eu parecia estar bem.
Ele: Todos os outros presos em flagrante como você já foram encaminhados a uma autoridade correspondente á esse tipo de infração e ainda vão responder processo judicial ou pagar multa. -assenti, engolindo em seco.
Eu: Tá, mas eu não estava participando, pegaram a pessoa errada.
Ele: Para todos os efeitos você estava no local e junto com competidores. -revirei os olhos.
Eu: Grande merda.
Ele: Olha...SeuNome, você me parece uma pessoa boa, eu gostei de você. Quero te ajudar, mas pra isso, você também precisa me ajudar. -se aproximou com cuidado, deixando-me inquieta. -Sabe por que ainda está aqui, enquanto todos os outros já foram encaminhados?
Eu: PORQUE EU SOU LOUCA! -ri ignorando qualquer resquício de razão.
Ele: Não, você ainda está aqui porque Zayn Malik é um criminoso filho da mãe. -seu tom era de alta repreensão. -Eu sei sobre ele.
Eu: Me desculpe, mas eu não sei de quem você está falando. -dei de ombros. -Realmente.
Ele: Hum, interessante. -olhou em volta. -Eu poderia dizer que a sua mente deve estar bem confusa agora, talvez até a consciência pesada mas...se você for como ele, com certeza não se incomoda de dormir anoite sabendo o que ele faz. Talvez você faça também. -falava boçal. Como ele...não pode, era apenas um policial. Tem algo errado. -Nessa cela devem ter de cinco a sete coisas que já usaram para se matar, mas é claro que você é inteligente demais pra isso, SeuNome.
Eu: Falar o nome da pessoa repetidamente provoca empatia dela por você, pessoas gostam de ouvir seus próprios nomes nas bocas de estranhos. Mas comigo isso não vai funcionar. -forcei um sorriso falso. -Tente outra coisa por favor, policial. -diante do que eu disse, ele veio em minha direção. Aquele uniforme escuro até que caía bem nele, mas quando se aproximou ainda mais de mim, pude ler "Interpol". Merda. Eu estava completamente fodida. Se a Interpol se envolveu é por causa do trafico de drogas e por outros países estarem recebendo a nossa droga.
Ele: Então que tal isso: Zayn Malik mente pra você, o que não seria tão importante se ele não tivesse uma personalidade destrutiva em relação as coisas e pessoas. Ele te tornou um alvo fácil de outros traficantes. -escondi minhas mãos para que ele não visse que eu suava. -Você deve até achar que conhece ele, que ele ama você e coisas assim. Já devem ter passado tempo o suficiente para você ter percebido como gente como ele é diferente dos demais. Eles são realmente perturbados, não? No fundo você tem pena disso. Acha que seu amante vê o mundo como um lugar ruim e sombrio e pra ele existe apenas uma mínima lista de pessoas com quem se importa, estando você no primeiro lugar, não é? Mas sabe, e se talvez você nem sequer estiver na lista? Por que o seu maravilhoso namorado te deixou naquele racha para assumir a responsabilidade? -o silencio tomou conta por alguns segundos, fiquei um pouco intrigada mas não abaixei a cabeça. -Agora pode acrescentar uma ficha criminal na linda lista de coisas que o sr.Malik trouxe para você.
Eu: C-omo...
Ele: Tínhamos uma pista confidencial de uma imagem de segurança com o FBI. -riu. -Olha, tenho que te contar, o pilantra é bom em limpar as provas. Mas felizmente, deixou uma para trás. O resto da investigação não deve interessar muito agora não é? -engoli em seco novamente, balançando levemente a cabeça.
Eu: Não.
Ele: Além de traficante de drogas associado a provavelmente vários nomes que ainda não sabemos, ele ainda arranja tempo para criar disputas com outros mafiosos e ser um trapaceiro de merda que curte atividades extremas. -seu tom continuava o mesmo. -Admirável. -concluiu debochadamente, não desviava seus olhos de mim por um segundo, parecendo me testar com cada palavra. -Você sabe, ele podia estar aqui agora, mas você está. Então pode me ajudar a acha-lo...porque se quer sair dessa, reter maiores informações não é a saída.
Eu: Por que eu deveria confiar em você?
Ele: Talvez eu seja um cara bom.
Eu: Está parecendo bom demais pro meu gosto. -franzi o cenho o olhando.
Ele: Tem que me ajudar SeuNome, porque estou meio confuso, nós aqui estamos. Por que diabos você continua protegendo esse cara sendo que sabemos que você o conhece? -me mantive firme o encarando. -Não vai falar? Você que sabe. Só estou tentando te ajudar.
Eu: Eu não quero a sua ajuda. -respondi e ficamos em silencio nos encarando seriamente até que alguém se aproximou da cela roubando nossa atenção. Era um guarda qualquer, que chamava o cara por um sobrenome e batia as chaves nas grades. Respirei fundo enquanto ele ia ver o que era, segundos depois voltando a minha frente.
Ele: Pelo visto pagaram sua fiança. -dei um suspiro rápido de alivio e me levantei do chão, buscando meus sapatos e os colocando fugazmente sem nem mais olhar na cara daquele merda que devia estar com a pior expressão possível por não poder me manter ali. -Só um conselho meu bem, vê se acorde e enfrente a realidade. Uma vida de fantasia tende a acabar mal. -sorri debochadamente e saí dali sendo acompanhada pelo mesmo policial que veio avisar.

Enquanto andava pela delegacia, tentava imaginar quem seria. É obvio que não era o Zayn, afinal ele estava longe de ser burro. Talvez tivesse mandado alguém para me buscar e eu faria questão de reclamar por terem demorado até agora. Essa sem dúvida foi a pior noite da minha vida e até mesmo agora o receio não me deixava, pelo contrario, parecia até que meu sistema nervoso tinha se acostumado a ficar em alerta a cada nova palavra, ação e por aí vai.
                 Ouvi uma voz familiar ao chegar na "sala" ao lado, e quando me aproximei meus olhos se arregalaram. Ao vê-lo meu coração disparou e eu não sabia como reagir, com certeza eu preferia ter ficado na cela. Se eu pudesse descreve-lo em uma palavra ao colocar os olhos em mim, essa palavra seria tristeza. Minhas roupas, maquiagem e cabelo na maior desordem, e o pior, a cara deslava de alguém que tinha passado uma noite na cadeia merecidamente. O olhar que me dirigiu havia sido o mais triste que eu já vi em toda a minha vida. Eu só queria perguntar "Como" e "Por que". O policial tirou minhas algemas e eu pude abraçar meu pai. O abracei com força e sinceramente, mesmo que ele não estivesse feliz em me ver, eu estava. As circunstancias eram as piores possíveis mas mesmo assim, já faziam tantos meses que eu estava longe de casa que...droga, eu estava incrivelmente emocional. Ele não me abraçou de volta, permanecendo imóvel como uma estátua enquanto eu o apertava. Isso me fez ter a confirmação de que as coisas não estavam nada boas. Quando o soltei mesmo sem a menor coragem de encara-lo, ele me olhou bem e mesmo com o olhar gelado e repreensivo, eu sabia que havia uma ponta de felicidade por eu estar bem. Meu pai me puxou de volta, dessa vez finalmente me abraçando com toda a saudade possível, me deixando quase a ponto de chorar.
                              Me devolveram minhas coisas e assim que coloquei os pés para fora daquele lugar já me senti sortuda e um pouco mais feliz. O dia estava nublado, com nuvens cinzas preenchendo praticamente cada canto para que se olhasse. Meu pai seguiu a pé comigo para uma cafeteria já que eu falei que não entraria em carro nenhum e ele insistiu que devíamos conversar. Me lembrei de quando a Meg esteve lá na mansão me dizendo que havia sido a primeira e até então a única a descobrir sobre o meu paradeiro, e que eu tinha pouco tempo antes que meu pai descobrisse. Então eu já previa esse encontro, só não dessa maneira. Ele me confirmou que pediu á Meg que voltasse para o FBI depois que eu desapareci, só por minha causa. Falou também estar sabendo sobre o Zayn e o tráfico de drogas e tive que ouvir todos aqueles esporros que já tinha imaginado na minha cabeça um milhão de vezes por ter mentido e sido irresponsável de deixar me envolverem nessa vida, o que nos resultou é claro em uma briga feia. Mesmo assim, ele não havia tomado a atitude de ir embora. E eu tive de fazer de tudo que podia para adiar o máximo possível o que sabia que ele me pediria: para voltar pra San Diego.

Eu: Como conseguiu me tirar de lá? -perguntei antes que ele pronunciasse as palavras que eu temia.
Pai: As investigações não dizem que você estava envolvida no tráfico, então eles não tem provas que possam te manter presa, portanto era só mais uma pessoa pega naquele racha. Uma fiança pôde ser paga para pessoas com a ficha limpa sem antecedentes como você que estava numa detenção simples. -assenti em consentimento já quase terminando meu café. Ele abaixou a cabeça parecendo estressado, como se nos últimos meses tentar me achar tivesse sido um estorvo. E com certeza tinham sido.
Eu: Pai, me desculpe.
Pai: Isso não basta. -me encarou seriamente. -Você não faz ideia do problema que arrumou. -advertiu começando um longo discurso sobre o que passou ultimamente, toda a sua preocupação de ter uma filha desaparecida, de ter parado de tentar se comunicar comigo para não me alertar que estava vindo, sobre Zayn, e sobre eu precisar voltar e que ele faria de tudo para me proteger das pessoas que poderiam querer me prejudicar. Eu sabia que ele estava certo, metade de mim queria estar a salvo outra vez mas se eu fosse embora agora me sentiria a maior traidora de todas. Já tinha me envolvido tanto para simplesmente voltar para San Diego como se nada tivesse acontecido que essa ideia nem sequer se mantinha na minha cabeça. Quem eu quero enganar, não ia deixar Zayn com o "navio afundando" só pra salvar a minha pele embora fosse o certo a fazer já que pelo visto uma criança estava crescendo dentro de mim. Droga, essa era mais uma bela razão para eu não voltar. Meu pai descobriria, e as coisas ficariam terríveis se Zayn fosse preso ou até mesmo morto por Charlie Mitchell. Talvez se eu ficasse aqui tempo o suficiente para que a criança nasça, eu saiba o que fazer com ela. Provavelmente depois disso tudo já teria -eu espero- acabado e eu poderia ter a minha vida de volta. Longe de máfia, de drogas e de violência. Com Zayn, ou sem ele. E eu o conhecia bem demais para saber que ele não ficaria longe dessas coisas facilmente, provavelmente eu teria que escolher entre a paz, ou Zayn. Os dois, eu jamais teria.
Só de pensar isso, meu peito latejava por estar me distanciando dele a cada briga, guardando cada vez mais mágoas. Não sabia se algo nos meus planos fazia sentido, talvez eu só estivesse arrumando mais e mais desculpas para não voltar pra casa.
            Enquanto meu pai falava sem parar e eu tentava pensar em alguma coisa para ir contra ele, percebi que praticamente já era noite. Ele falava coisas loucas, mas que ao mesmo tempo faziam sentido. A partir daí eu tive que começar a me armar usando um pouco de charme na voz como sempre fiz para acalma-lo, começando a dizer que eu tinha que resolver assuntos inacabados em Las Vegas e que prometia a ele que iria voltar. Mas não agora. Garanti que não estava em perigo, e mesmo ele não acreditando, acho que estava concordando em me deixar ficar mais tempo. Afinal eu era maior de idade e ele não poderia me obrigar. Talvez pudesse me prender já que sabia no que eu estava envolvida, mas é claro que jamais faria isso com sua própria filha. Me disse que ia destruir qualquer coisa que aparecesse sobre mim no banco de dados ou no FBI mas eu tinha um prazo de um mês para resolver minhas coisas e voltar antes que tudo piorasse ainda mais. E é claro, mesmo ele não dizendo, eu também estava certa de que ficaria na minha cola e precisaria tomar cuidado em dobro.

Zayn Malik P.O.V's

XX: Malik! -a voz do meu amigo rouba minha atenção. -O telefone! -me repreendeu como se eu estivesse fazendo algo irritante.
Eu: Ahm?
Jack: Vai atender ou vai deixar essa porra tocando? -prestei atenção percebendo que o telefone da cozinha tocava sem parar.
Eu: Por que ainda não atendeu? -traguei o cigarro e ele fez uma cara feia pra mim. Me acomodei melhor no sofá da sala tentando ficar em paz no silencio ótimo que era aquela mansão praticamente vazia. Não tinha passado nem cinco minutos quando Jack volta com uma cara nada boa. Pensei em um milhão de coisas ruins que poderiam ser.
Jack: Um David Malik quer falar com você. -disse com a expressão tão surpresamente ruim quanto a que se formava no meu rosto.
Menos isso.

CONTINUA...
Gente eu sei que não ficou tão grande assim, mas é que eu estou de saída e tinha que publicar nesse fim de semana. O próximo vai ser maior, obrigada pelos comentários. Vocês iluminam meu dia <3


Interpol: Trata-se de uma central de informações para que as polícias de todo o mundo possam trabalhar integradas no combate ao crime internacional, o tráfico de drogas e os contrabandos. 

59 comentários:

  1. Muito bom esse capitulo ❤ continua

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  2. Eita caramba, ja não sei mais oque falar dessa fic, é simplesmente perfeita, e a cada capítulo fica melhor, e caramba S/n ta ferrada, e essa agora do David! Mds!

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    1. Pois é, se as coisas já estavam fora de controle...
      Obrigada pelo carinho anjo, espero que goste dos próximos xx

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  3. Caramba, pera david? N to acreditando kkkk

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  4. Me deu muita raiva do zayn por n ter tirado a s/n da cadeia kkk

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    1. Né? KK Eu tbm, ele podia ter mandado alguém mas com a cabeça do jeito que ele está...

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    2. Krida lizzy...se vc não postar o próximo vou me matar. Obg dnd

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    3. Lizzy posta logo amr

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  5. Cara essa fic é demais❤ Essa e a melhor fic que já li vc me surpreende,só que mano q po**a é essa do morto sobreviver eu estou ansiosíssima para saber o q vai acontecer daqui pra frente e tipo com o pai da sn ñ vai se fácil ñ...Flor continua tô amando❤❤❤
    XX:Ana❤ bjs

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    1. Muito obrigada, nem sei o que dizer ♡♡ Psé, já as coisas vão ser explicadas direitinho no próximo. Vdd, ele vai ficar direto na cola dela kk
      Fico feliz, pode deixar amr ♡

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  6. AInda bem q tiraram a s/n de lá

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    1. Sim, ela ia pirar de vez se ficasse mt mais tempo lá kk

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  7. Como assim David malik? Mds cada final decapitulo eu me assusto mais kkkk .isso n é bom pro coraçao viu lizzy?

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  8. Quero ver o q o david vai falar com o zayn

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  9. E se a s/n ver o david vai surtar kkkk

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  10. O david vivo? Heeelp n acredito

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  11. Esse capitulo lacrou lizzy kkkk como sempre
    Continua :*

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    1. Obrigada meu anjo, que bom que gostou ♥
      Pode deixar xx

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  12. Melhor fic ❤ continua lizzy

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  13. David malik? Ta de brincadeira com minha merdaaaaaa de cara

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  14. Minha amiga, vc estaria presa se eu tivesse problema no coracaum
    Ainda respiiro?! Omg

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  15. Meu watts eh 74 8120-9416 me adc no grupo dessa fic?

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    1. Amr, o grupo não está mais ativo por alguns problemas que eu tive, desculpe :/

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  16. Eu...hj saiu a nova música deles infinity e ainda leio esse cap. Omg eu não estou bem. Realmente não estou

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    1. Sim, eu vi! Maravilhosa essa música ♥
      Melhoras amr! xx

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  17. Lizzy, q tal vc postar no wattpad?

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    1. Assim que a fanfic estiver finalizada pelo menos a primeira temporada eu vou ver se crio uma conta lá anjo.

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  18. Deividi naum istar vivu

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  19. K7 ele num ta vivu naum

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  20. S/n desculpa amg mas...vc acha q nada pode piorar? Ta enganadaaaa. Deividi meliqui istar vivu...omg. Não creio ainda

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  21. ta demorando muito : '(

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    1. Eu sei amr, eu comecei a escrever o próximo capítulo já faz semanas mas tive alguns imprevistos que por enquanto estão me impedindo de concluir e postar. Eu odeio fazer vcs esperarem, isso tbm me dá mt nervoso sendo que já tenho boa parte pronta, mas infelizmente td que eu posso fazer é tentar reorganizar alguns compromissos para voltar a atualizar. Eu sei que é chato, mas eu gostaria que vcs tivessem só mais alguma paciência e entendessem que está acontecendo muita coisa na minha vida nesse momento, e eu prometo que vou atualizar o mais rápido que puder, não vou abandonar a fanfic. xx

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    2. tudo bem :) é q por causa da demora eu pensei q ia abandonar a fic: (

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  22. Lizzy continuaa por favor, n aguento mais espera :/

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  23. Você é uma escritora incrível e sua fanfic é maravilhosa, mas já fazem meses desde que não posta, o que está acontecendo? Eu espero que esteja tudo bem, bom, espero que não demore a postar, estou amando...

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