Badboy of' Mine - Capítulo 41 -Parte 2

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- Surpresas (parte 2)
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Eu assisti tudo na minha cabeça Num sentido perfeito, me fez cair de joelhos rezando para qualquer coisa que tenha a ver com Deus, para me mandar um anjo da guarda E não deixar a polícia saber...de nada, de nada
Não conte nada para eles. Nós vamos morrer, morrer, morrer... -Robbery/ The Neighbourhood

Narrador P.O.V's
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As mãos de Zayn tremiam enquanto dirigia, e ele odiava quando algo o deixava assim. Geralmente a descarga de adrenalina causada em seu corpo depois de alguma atividade extrema ou quando passava por algum estresse que não conseguia manter para si mesmo, eram sempre as mãos discretamente tatuadas que deixavam isso transparecer. Mas claro que, se fosse o caso, negaria esse fato sobre si mesmo até o fim. Não se importava com o que dizia o velocímetro, mesmo que soubesse que devia manter-se longe de multas para não chamar atenção para si mesmo ou seu trabalho. Não se importava que o cara que mais odiava no momento era perigoso. E se ligasse para o espelho retrovisor naquela hora perceberia uma pessoa triste, com os olhos repletos de desejo por vingança. Não se parecia nem um pouco com o Zayn bem humorado e resplandecente do mesmo dia, mais cedo.
Não. Não conseguia lutar contra aquilo, e nem queria. O que queria era o sangue daquele desgraçado hoje mesmo para fora do corpo. Aquilo tinha sido a gota d' água, Zayn esperava que Charlie Mitchell jogasse sujo mas essa "surpresa repentina" não tinha nem sequer passado por sua mente nas últimas horas. O cara inteligente que ele sabia que era devia estar adormecido ou acorrentado dentro dele, daquela pessoa irracionalmente estúpida indo procurar por mais problemas do que conseguia aguentar.
Uma rachadura.
A rachadura que faltava para quebrar a blindagem que ele criara em torno de si mesmo. Ninguém é de ferro. Nem mesmo o cara durão que não precisava fazer muita força para ser. Não havia como guardar mais essa para si, engolir uma provocação desse nível e planejar um golpe contra-atacando. Isso era pouco, e Zayn já se sentia fraco só por se sentir tão atingido assim. Toda a dor interior aumentou num grau que algumas pessoas já procurariam ajuda, atuando no seu organismo fodido juntamente com o stress por não conseguir mais controlar o horário de trabalho.
A pergunta que não queria calar era, nesse joguinho quantos iriam morrer e ser devolvidos como lixo em uma caixa para o seu endereço, até que chegasse enfim a sua vez? Exatamente. Não dava para continuar.

Havia chegado deliberadamente a um lugar um tanto afastado e mais restrito do que gostaria. Um suspiro se manteve preso na garganta enquanto estacionava quase encostado a uma das paredes do beco. Ao sair do carro, chegou a pensar novamente por um instante sobre o que iria fazer. Dava para ouvir pequenos ruídos que davam a impressão de que o chão balançava abaixo de seus pés. O suspiro saiu com tensão. Bateu a cabeça no teto do carro várias vezes descansando os braços no mesmo. Trancou o veículo e caminhou para dentro da boate, pisando tão levemente quanto um felino ao perseguir sua presa. Os olhos bem atentos pela movimentação, afinal Zayn sabia que estava completamente no território de Charlie e que os seguranças em cada ponto estavam muito bem armados, qualquer trajeto arriscado levaria ao seu fim ali mesmo. Que seus pés não lhe falhasse, porque essa podia ser a única oportunidade que teria. O cara não estava de brincadeira quando se trata de negócios.
Aquele era um dos lugares comandados por ele e um dos que mais deviam lhe dar dinheiro (depois da exportação de drogas e tráfico de mulheres, claro). Pelo menos, Zayn pensou, a pessoa que procurava não seria difícil de achar. Envolvidas numa batida que fazia Zayn lembrar de rock clássico, as pessoas se divertiam num ambiente que ele já estava mais do que acostumado. A agitação não era tanta como durante anoite, mas o lugar estava entupido de gente, que dançavam e andavam por todo lado dificultando a passagem e diante de seus olhos focados no mais importante pareciam um vislumbre de silhuetas. Zayn não se deixou entreter pelas bebidas que circulavam em bandejas, os open bares e dançarinas exóticas em pequenos palcos individuais. Os olhos atentos aos seguranças e ao movimento logo detectaram ela. Pelo que sabia, Gena era encarregada de manter a situação ali sob controle e supervisionar a entrada e venda de drogas. Ele estava nervoso, mas por fora parecia calmo e pacientemente esperou de longe que ela abaixasse a guarda e se afastasse de alguns homens. Foi então que se aproximou calmamente até onde havia uma separação de madeira com mesas ao final da boate como fumódromo, e parou atrás dela de modo que seus corpos ficassem completamente encostados e obviamente, sua arma pronta para descarregar nas costas da morena.

Zayn: Escuta aqui sua maldita doente, me escuta bem ou eu estouro seus pedaços aqui mesmo...-sussurrou rispidamente em seu ouvido, o perfume enjoado de Gena invadiu suas narinas o fazendo ficar ainda mais irritado por ter que senti-lo outra vez.
Gena: Você não faria isso aqui. -riu. -Tem homens armados para todo lado, qualquer movimentação estranha eles estão autorizados a atirar. Mas isso você já deve... -Zayn levou a mão livre aos cabelos dela e os puxou forte, a fazendo se calar.
Zayn: Eu falo, você obedece.
Gena: Estou vendo que recebeu a encomenda. -ele não podia ver seu rosto, mas podia jurar pelas luzes que ela estava sorrindo. Jurava também que o sangue deixou de circular na mão que mantinha a arma nas costas de Gena, de tanto que a apertava entre os dedos. Quem olhasse para eles ali da maneira como ele se encaixou atrás dela para esconder a arma, acharia que era mais um casal se esfregando em um canto qualquer. -Sabe, eu adoro como a sua mente trabalha por raiva, é tão fácil te controlar. -seu riso foi um pouco mais saliente do que ele gostaria. Lutou para não apertar o gatilho, resolvendo ter força para ignorar aqueles comentários.
Zayn: Onde está seu amiguinho de trabalho?
Gena: Não sei, me larga que eu ajudo a procurar. -sussurrou de volta, com um humor cínico evidente.
Zayn: Não experimente testar a minha paciência. -fez questão de machuca-la com aquilo, raspando fortemente em sua pele e fazendo-a grunhir. -A localização dele e eu não te mato, é pegar ou largar.
Gena: Acha mesmo que pode me chantagear?
Zayn: Eu sei que posso. -esfregou a ponta afiada da massa de mira com tanta força em suas costas que dessa vez chegou a sangrar. Gena apertou os lábios com uma careta e ele bateu discretamente com o cano até que ela concordasse em leva-lo até Mitchell. Sua vontade mesmo era de tortura-la com requintes de crueldade pelo que fez ao Frank. Zayn a seguiu, sempre olhando as possíveis saídas e se preparando caso fosse uma maldita armadilha. Seu corpo parecia querer explodir em ódio, mas por fora, talvez se parecesse um pouco com um psicopata naquelas circunstancias. Ambos subiram alguns degraus de escadas até o segundo piso onde parecia ser bem mais calmo, ele agradecia mentalmente por Gena não ter dito mais nenhuma palavra sequer, ou melhor, até esperava que ela dissesse alguma coisa só para poder machuca-la outra vez.
Gena: Malik...-ela começou a ofegar nervosamente a medida que caminhavam, e isso o deixava nervoso. Piranha!
Zayn: Acalme-se. -mandou e bateu com o cano em suas costas, no corte que havia feito antes. O sangue ali voltou a escorrer, Gena voltou a grunhir contendo a dor e Zayn voltou a se sentir mais feliz. Obrigou-a a continuar andando e a ira agora parecia crescer nela por sua expressão. Gena não era o tipo de pessoa que permitia ser controlada, dominada ou se sentir manipulada de qualquer forma de bom grado.

Andaram pelo local onde a movimentação era mais fácil, e as pessoas pareciam estar bem loucas -pelo menos a maioria-, para notar algo de errado a sua volta. Gena totalmente contra gosto, apontou com a cabeça para cima onde haviam mais algumas escadas e dava para se enxergar a estrutura de um cassino cheio de dançarinas. Naquela hora uma movimentação fez com que ele entrasse em alerta, percebendo que alguns homens fortes desciam muito juntos e olhando para os lados. Seu sangue bombeou mais depressa, Gena correu escada acima com o tom de voz agitado.

Gena: Eu tentei impedir, eu juro, mas...-outra voz mais alta atrás de si a interrompeu.
Zayn: EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ AÍ DESGRAÇADO, DESCE AQUI E RESOLVE ESSA MERDA DE UMA VEZ POR TODAS, VOCÊ E EU AQUI AGORA! -encarava a dezena de homens no topo da escadaria com sangue nos olhos esperando ver Charlie entre eles. Um dos seguranças veio na frente dos outros apressando o passo ao perceber que Zayn queria subir as escadas, e no calor do momento, sua mão acertou o rosto do homem com toda a sua força para que ele saísse de sua frente. A medida que alguns deles desceram para segurar Zayn, ele pode ver o rosto de Charlie Michell tão nitidamente como se lembrava de anos atrás por trás do chapéu escuro. Ele trajava roupas de marca e seus trejeitos eram intimidadores. Zayn tentou lutar contra os braços dos capangas que o seguravam enquanto Mitchell andava atrás dos seguranças que não saíram da sua volta. -VAI SEU FILHO DA PUTA, PODE SE ARMAR QUE UM DE NÓS VAI MORRER HOJE!- com tamanha raiva com que agia, conseguiu soltar um braço e apontar o revolver para o gangster, os olhos tentavam se manter fixos na mira. -Não se preocupe que não vou ser covarde como você é, estou te dando a chance de se defender, EU SÓ ESTAVA ESPERANDO UM BOM MOTIVO PRA FAZER ISSO E AGORA VOCÊ ME DEU! SAI DE TRÁS DESSES CAPANGAS E VEM ME ENFRENTAR!-as mãos suadas e os joelhos fracos quase não o deixavam lutar contra os homens que o seguravam decentemente, mas mesmo assim, ele tentava usar todos os golpes que conhecia. Algumas pessoas (as mais sãs) ali, pararam o que faziam para olhar sem coragem de falar uma letra sequer, enquanto assistiam aquele louco completamente descontrolado tentando alcançar o dono da boate. Mitchell ao passar fez um sinal com a cabeça ao longe para os homens que ficaram. Zayn sentiu o chute. E então a bomba explodiu no meio de suas pernas. A última coisa que pode pensar era que havia sido extremamente rela. Ele quase pegara Charlie Mitchell. A partir daí, começaram a lhe bater.

                                                                               Débora gostava de pensar no tráfico de drogas como um escape de certo modo. Usava-o para fugir da vida de bargirl quando lhe cansava, e vice-versa. As vendas tinham aumentado consideravelmente nas ultimas semanas, mas a falta de tempo e conciliação com as trapaças tornava a rotina uma completa bagunça. Quando não vendiam por um dia, perdiam praticamente seis mil dólares. Automaticamente, Payne perdia. E com isso as coisas não podiam continuar bem para o acordo deles. Não dava para negar, os clientes estavam satisfeitos, a qualidade do produto era boa e eles não podiam bobear nas vendas por causa de um gangster filho da puta. Com isso em mente, Jack pediu que sua irmã o acompanhasse no turno da noite, mesmo que estivesse com os nervos agitados por causa da encomenda que receberam mais cedo.


Jack: Primeiro: Eu não sou surdo. Segundo: Não sou obrigado a nada. E terceiro: Eu não sou surdo. 
Débora: Você é meu irmão, Jack! Devia me apoiar!
Jack: Exatamente cara, sou seu irmão. Você acha mesmo que eu vou achar lindo ver esses animais te desejando? -a garota riu e pediu mais uma rodada para eles.
Débora: Não. -deu de ombros. -Mas mesmo assim podia me apresentar uns caras, sei lá, você vem vender aqui mais do que eu.
Jack: Déb, eu já disse que não! -bufou apoiando os braços sobre o bar lotado.
Débora: Você tá mal mesmo, hein. -fez bico zombando de mim. 
Débora: Vai lá, me fala o que aconteceu. -colocou o braço no ombro de Jack na tentativa de incentiva-lo, mas os olhos do garoto continuavam fitando o chão. A morena adivinhou sua frustração e batalha interna. -Não vai me falar. -constatou. -Mas deveria, antes que esses segredos te destruam. -lhe encarava seriamente. -Sério Jack, pode contar comigo. 
Jack: Eu sei que posso. Só...que é melhor você não saber. -suspirou tentando preencher sua cabeça com a música eletrônica do ambiente. Agradeceu mentalmente mais uma vez por ter dado tempo de esconder o corpo de Frank com a ajuda de SeuNome antes que os outros chegassem em casa e passassem pelo que eles passaram ao ver aquilo. Provavelmente o estrago seria pior. -Mas então, e o seu namorado, o tal do Evan, por que não liga e manda ele colar aqui?
Débora: Não, essa ideia já era.
Jack: Não está mais namorando? -ela negou exageradamente. 
Débora: Aconteceu uma pequena briga no Marquee e ele acabou indo para o hospital. -Jack bagunçou os cabelos e riu, quase esquecendo a frustração por um segundo.
Jack: "Pequena"?
Débora: Pois é, eu não ia lá visitar afinal deixei bem claro que estava tudo acabado entre nós. Mas depois acabei sentindo culpa, fui até a recepção do hospital e soube que ele já está melhor. -foi sua vez de suspirar. -Sou tão idiota.
Jack: Nem me fala. -concordou sem maldade alguma nas palavras e ela sorriu percebendo. Cada um pegou uma dose de tequila, virando ao mesmo tempo. Depois, repetindo diversas vezes sem que se cansassem. Alguns interessados nas drogas os abordavam de vez em quando, interrompendo suas conversas e bebedeiras. Alguns dos clientes até se juntaram em volta, acompanhando com goles e utilizando a mercadoria ali mesmo sem receio algum. "Vira, vira" eram as palavras repetidas sem parar cada vez que uma rodada nova chegava, era tão incrivelmente feliz um momento como aquele que Jack teve que se policiar para estar pelo menos um pouco sóbrio e ter clareza nos negócios que estava programado para fazer ainda. Ele e Déb utilizavam a coqueteria e magnetismo pessoal para manejar os interessados e rapidamente embolsar o mais importante: a grana. 
- Essa cocaína que você me deu é muito boa. Tem mais dela? -a moça de voz fina a abordou novamente.
Débora: Comigo não. -se aproximou dela apontando para perto da saída. -Mas está vendo aquele cara loiro? -Danny negociava animadamente com um grupo de jovens. -Acredito que ele ainda tenha. -a garota sorriu e foi até lá sem dizer mais nada. Era incrível como essa gente pagava caríssimo para se matar. Déb voltou a beber quando avistou Piper acabando de entrar no lugar, sua expressão parecia o mais feliz possível, e a morena pensou que pelo menos pra alguém as coisas deviam estar dando certo. Ela se aproximou do bar com um casaco e bolsa nas mãos, que logo colocou sobre a cadeira livre ao lado de Jack.
Piper: Mas o que é isso, um duelo? -riu ao ver todos os copos vazios na frente dos irmãos. O namorado riu e lhe deu um beijo no rosto. -Já vi que perdi a diversão. 
Jack: O importante é que você está aqui agora. 
Débora: Não vai perguntar onde a sua "namorada" estava? -o tom de desdém se sobressaiu em sua voz e Piper olhou feio a cunhada. 
Piper: Pra sua informação eu estava fazendo negócios, enquanto vocês dois ficam aí bebendo no horário de trabalho. 
Débora: Tanto faz. Pelo menos a gente não fica sumindo do nada o tempo inteiro. -provocou sem nem olhar para a garota. -Acho que preciso ficar mais bêbada pra conversa contigo. 
Jack: Tá foda hoje, hein. -disse encarando Débora, que deu de ombros. Normalmente, quem começava a provocar era Piper, mas Jack achava que agora Débora estava jogando sujo, descontando na garota suas próprias lamúrias. 
Piper: Ta bom, já vi que essa vadia está nervosinha e equivocada. -Jack a advertiu de imediato- Não estou afim de arrumar confusão. 
Débora: Pra alguém que não está afim de confusão, você age de forma bem agressiva. -disse e a loura riu. 
Piper: Vou ao banheiro Jack, dê um jeito na sua irmã. -saiu com um sorriso zombeteiro nada afetado pelos comentários e seguiu para a fila imensa que era o banheiro feminino. Foi quando Jack se viu sozinho com Débora novamente, e, viu o momento certo de se intrometer.
Jack: Qual o seu problema com a Piper? -pediu na lata.
Débora: Além dos de sempre? -riu. -Nenhum. 
Jack: Você tá mais chata com ela do que ela com você. Isso não é normal! -rebateu. 
Débora: Só a Piper pode ser insuportável? As vezes ela merece algumas patadas pra começar...
Jack: É, mas não tudo de uma vez e uma trás da outra! Você jogou sujo, Débora. 
Débora: Não me chama de Débora porque aí vou pensar que você está realmente defendendo ela e ficando bravo comigo. 
Jack: Eu estou bravo com você. -constatou. -E também estou defendendo a Piper...em partes.
Débora: É claro. -riu irônica. -Acho que você está é bem iludido por essa garota. É isso que eu acho.
Jack: Eu não pedi a sua opinião. -ela revirou os olhos e Danny se aproximou sorrindo e parecendo um tanto cansado.
Danny: Eu sou muito foda mesmo.
Jack: Como é que tá indo?
Danny: Já acabaram com o estoque de hoje. -disse orgulhoso e fez um cumprimento com o amigo. Em seguida começou a conversar com Débora enquanto Jack bebia alguns drinks fortes, olhava as pessoas e escutava a música. Nem o álcool lhe deixava mais sociável a essa altura. O que o resgatou de seus próprios pensamentos foi o barulho persistente que já devia estar tocando a um tempo vindo da bolsa de Piper na cadeira ao lado. Jack balançou a pena rapidamente ansioso, foi então que pensou que não deveria ter problema algum desligar aquilo pra ela, sua própria namorada. É claro que, a curiosidade também atuou presente em seu ato de resgatar o aparelho de dentro da bolsa da garota. Haviam algumas mensagens de voz não abertas, que Jack não hesitou em ouvir pelo número estranho. 

"Hoje, 09h   Eles pegaram o carregamento todo, como ele tem a audácia de roubar o meu chefe? -a voz esbravejava com destreza- Nos fazendo perder homens e dinheiro, eu quero ele morto, meu chefe o quer morto e faremos isso no tempo certo. Quer a família dele morta, destruir cada casa para qual ele possa fugir! Já sou encarregado de problemas suficientes do Mitchell, para ter que lidar com esses golpes ridículos de Malik. Charlie teve que eliminar o Aidan! O próprio "braço direito" por causa da confusão na casa do Bresley.  Essa merda terá um troco, ele está furioso."      
Hoje, 09h18    O negócio é o seguinte: Gena deu a Charlie uma ideia genial, envolvendo os restos daquele moleque pego no tiroteio. Não quero dar maiores explicações por aqui. Atenda o telefone, Piper! Preciso daquelas informações que ficou de conseguir."   
 " Hoje, 15h33   Sei que tem que vender o esperado de você para não levantar suspeitas mas precisa ficar sem atender essa merda? Espero que não desista do nosso acordo logo agora, qualquer gracinha lembre-se que sei tudo sobre você. Preciso de notícias e rápido. Informação é poder, garota. E acho que ele já tem até demais. Descubra isso e me confirme aquele nosso assunto que ficou de me dar a resposta. Rápido. "  

Antes que suas mãos frias soltassem o celular e tentasse esconde-lo, tateou até a caixa de mensagens a procura de algo que comprovasse de fato o que havia ouvido. Apenas um resquício foi encontrado por seus olhos alargados e curiosos, ansiando por algo que provasse o contrário. Droga, ele confiava em Piper. Era sua garota, o que ele podia fazer? Ele não devia...não podia...ah sim, a única mensagem de algumas horas atrás tomou sua atenção eliminando qualquer pensamento.  

" Problemas com um garoto? Você acha que eu devia segura-lo tentando impedir seus planos? Espero mesmo que não. Hum, me encontre as 2h no lugar de sempre que lhe confirmarei sobre a SeuNome. Estou fazendo o que posso, não me pressione. E veja bem Dylan, a parte boa de tudo isso é que eu lhe deixo a par de tudo. x"

A única mensagem não apagada por Piper fez os olhos de Jack brilharem em confusão. 
É claro que ela não era boba de mandar sua própria voz como resposta para o cara. Diferente dele, se as coisas dessem errado, ela não teria cassino para destruir as provas sendo elas feitas de carne e osso ou não. Ela não poderia sumir com alguém como Dylan poderia, e por isso ele lhe mandava algo assim livremente mesmo não confiando nela. 
                 Jack notou a cabeça do amigo virar para ele e pedir vagamente por cima da música se estava tudo bem. O garoto não podia parecer estático, mas tudo que podia pensar era que hoje ele estava com azar. Primeiro Frank em pedaços, agora isso. 

Danny: Cara, tá tudo bem? -repetiu a pergunta. 
Jack: Claro, eu só...
Débora: Deixa pra lá Dan, ele tá estranho desde cedo e não quer contar o que aconteceu. -Danny a ignorou se aproximando de Jack e tentando pegar o celular das mãos dele vendo o modo como o garoto olhava algo ali. 
Danny: O que foi, notícia ruim? Dá aqui, me deixa ver. 
Jack: Não, porra! -levantou a voz quando o amigo insistia em querer tomar o aparelho. -Dá pra respeitar a minha privacidade?
Danny: Sua privacidade? -Déb concordou.
Débora: Pois é, esse celular é da Piper. 
Jack: Nossa privacidade. -consertou. 
Danny: Tá, mas você viu. 
Jack: Eu posso, sou o namorado dela. -Danny ignorou novamente tentando trilhar seu objetivo de matar a própria curiosidade.
Danny: Você viu alguma coisa aí que fez essa cara e ficou estranho, me deixa ver. 
Jack: Não. -respondeu seco e Déb fez uma careta. Ia dar merda.
Danny: Não?
Jack: Vai repetir tudo o que eu digo? Sai cara! Não chega mais perto! -advertiu.
Danny: Eu hein. -riu. -Que bicho te mordeu, bro. -deu um passo em direção a Jack. Ele não recuou e continuou firme e sério, apertando o celular nas mãos o protegendo de olhares alheios. Débora assistia toda a cena quieta e cautelosa, sem mais paciência para aquilo. Sua cabeça rodava e ela não conseguia entender o motivo de Jack estar agindo tão na defensiva em relação ao celular idiota.
Débora: Se não tem nada demais como você diz, deixa o Dan ver. -disse ao irmão esperando que aquela conversa acabasse logo. -Porque eu pessoalmente não confio nela, sabe lá Deus o que você deve ter visto. 
Jack: Vão cuidar da vida de vocês. -rosnou pausadamente para Danny. 
Danny: Piper já foi embora? -virou perguntando á amiga. Débora abriu a boca mas não respondeu a tempo de ser interrompida por alguém que já ouvia a conversa ao se aproximar. 
Piper: Não fui, não. Eu estou bem aqui! -sorriu. -Jack, me dá as minhas coisas aqui, que bom que você tomou conta pra mim. -Jack não conseguiu olha-la quando ela deu um beijo em sua bochecha. 
Danny: E então Jack? -insistiu com o olhar. Jack não entregou o celular, nem para o amigo e nem para a namorada. 
Piper: Me dá aqui, amor.
Danny: Cara, me deixa ver.
Piper: O que quer ver aqui seu pervertido? -riu nervosamente. -Não tenho nada para você, peça a sua querida enfermeira. -virou para Jack. -Amor, devolve meu telefone. 
Danny: Jack! -alterou o tom de voz e Débora foi para o lado dele segurando seu braço. 
Débora: Vamos lá pra fora, deixa eles. 
Danny: Não quero ir lá pra fora. -Débora virou sua bebida no chão. -Você ficou maluca?
Débora: Não. Agora vamos lá fora! -disse tentando evitar uma briga. -Eu não tô pedindo Dan, eu estou mandando! -ele negou novamente. Deb reparou em Piper. Ela parecia realmente calma, mas seus pés e mãos a traíam. Ela estava tremendo discretamente. Débora fingiu que ia se virar e ir sozinha e avançou na direção do irmão arrancando o aparelho da mão dele. É claro que, não durou em suas mãos o suficiente para que pudesse achar as evidencias esquecidas de serem deletadas. Jack novamente com o celular na mão chacoalhou fortemente Débora extremamente bravo com ela. Ele sussurrou algo em seu ouvido e seus olhos castanhos começaram a lacrimejar.
Danny: CACETE, solta ela! -adverti-o. -SOLTA! -ele foi até os dois e tirou a mão de Jack do braço da amiga. A mão do rapaz havia ficado marcada em vermelho ali. -Você é louco de fazer isso com ela?
Jack: Quer que eu te mostre? -Danny riu debochadamente e teve um soco no rosto como resposta. Débora gritou ao mesmo tempo, caminhou até Dan e o colocou de pé. Ele cuspiu um pouco de sangue e se soltou dos braços da morena. 
Danny: Eu vou acabar com a sua raça. -quando Déb entrou na frente tentando proteger o irmão, Danny quase a acertou. -Enlouqueceu? Sai da frente! -Jack a empurrou fazendo com que batesse a cintura no bar, foi para cima do louro depositando soco atrás de soco sem deixar que ele se defendesse. Parecia que estava tomado por uma onda de raiva que nem a suplica incessante de Piper para ele parar adiantou. Quando ele parou dolorido, Dan aproveitou a distração para dar uma cotovelada nas costelas de Jack, que caiu de lado com as mãos no peito. Ele estava com um grito de dor entalado na garganta, mas seu orgulho era maior, e nenhum som saiu de sua boca. Piper que estava estática depois de um tempo foi procurar por ajuda, enquanto os dois se acertavam sem dó.
- JÁ CHEGA! -uma nova voz masculina entrou no meio dos dois segurando Danny por trás e dando a oportunidade sem querer para que Jack se recompusesse e lhe desse um chute.
Piper: PARA JACK! ACABOU! -ele a olhou sentindo a fraqueza dos golpes em seu corpo e cambaleou até a loira que tanto amava e não conseguiria entregar a nenhum custo, se apoiando em seu ombro. -Valeu pela ajuda cara. -disse ao dono da nova voz ali.
Ele: Foi nada. -disse e largou Danny, que logo se amparou em Débora. -Até mais garotas, e cuidem melhor dos seus homens! -completou e foi embora sumindo na multidão. Algumas pessoas olhavam aflitas, mas não se aproximavam. Piper começou a levar Jack para longe do "inimigo" enquanto Déb amparava Dan em seus braços. Durante o caminho para casa, as duplas foram em carros diferentes, e não trocaram palavras até que já estivessem na mansão. 
Débora: Vocês dois são muito patéticos por fazerem isso, sabia?
Danny: Fica quieta aí porque eu acabei de levar uma surra por sua causa.
Débora: Hey, a culpa não é minha dele ter agido como um doente por causa de um telefone idiota.
Danny: Tinha alguma coisa lá, tenho certeza absoluta. Conheço o Jack e o jeito que ele fica quando alguma coisa o incomoda de verdade. 
- Seu amigo está mentindo pra você.  -A voz de Jack apareceu do nada na sala, pelo visto, ele acabava de sair da cozinha com um saco de gelo pressionado nas costelas. -Eu estou muito bem.
Débora: Ou talvez esteja protegendo ela cegamente iludido.
Jack: Deixa a Piper em paz! -se irritou, entrando novamente na defensiva.
Danny: Quero ver quando Zayn chegar, você acha que ele não vai saber? -Jack abaixou a bola ao ouvir aquilo. Sabia que era o único jeito de calar a boca de Danny sobre o ocorrido.
Jack: Olha, Dan...Sobre a briga...sobre o celular dela, não tem razão para contar...
- Me contar o quê? 

CONTINUA...
Tirei a madrugada para terminar esse capítulo, editar umas fotos e responder vocês, e sem exagero, FICO BOBA que nem uma criancinha lendo os comentários. Obrigada, amo mt vcs!

18 comentários:

  1. Amei o capitulo
    Continua

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  2. Tomare q nao aconteça nada com ele ne 😂
    Continuua

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  3. Tomare q eles descubram logo q o zayn precisa de ajuda !!
    COntinua

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  4. Cade a s/n ? S/n sumiu kkkk

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  5. EU Ñ CREIO!!!!! A PUTA DA PIPER VAI SER DESMASCARADA VEY QUE LOUCO ESSE CAPITULO TÁ PERFEITO O ZEYN AI MEU DEUS O QUE VAI ACONTECER COM ELE?!JÁ IMAGINOU RECEBER PELO CORREIO SE AMIGO EM PEDAÇOS MANO EU TÔ LOUCA PRA SABER O QUE VAI ACONTECER TIPO A PIPER TEM QUE APANHAR MMMUUUIITTOOO AQUELA VACA 🐮 !!!!!!!
    AI MEU CORAÇÃO VOU TER UM ATAQUE DE TANTA ANSIEDADE OH LORDE!!!!!
    XX:Ana❤ ❤❤
    ps:Continua gata !!!bjs

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  6. AI MEU DEUS, CONTINUA LOGO! OMJ! QUE PERFEITO, ADRENALINA A MIL AQUI! SOCORRO! PIPER SUA P# ESPERO QUE JACK NÃO SEJA BURRO DE PROTEGER ELA.

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  7. Melhor fic seeeeeempre ❤

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  8. Continua lizzy plmdds kkkk

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  9. Vc lê os comentarios? Ai ki otimo ❤ saiba q sua fic é a melhor pra mim ,ah e continua pls
    Sz

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  10. Tomara q descubram realmente quem é a piper a menina parece q tem fogo viu kkkkk

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  11. Ele tem que contar logo

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  12. Continua xx sz ta pft

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  13. Mande feliz aniversário pro seu irmão Lizzy

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  14. Mds nunca vi ninguém escrever como vc garota, tô apaixonada pelas suas histórias. Tá de parabéns

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