Extra 2 – Débora // BAD BOY OF' MINE

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Na tarde de hoje quando estava atendendo no Marquee, e Logan pulou em cima de Evan, fiquei sem reação alguma. Depois que o circo já estava montado e a situação séria demais, a única coisa que fiz, foi derrubar uma garrafa do bar "acidentalmente" para que Logan pudesse se defender. Não me arrependo. Nunca fui de conseguir ficar vendo alguém se ferrar na minha frente sem ajudar, eu não consigo ficar parada. Ele ainda era ele. Mas eu sei lá o que me deu ao ver que estava perdendo a briga, e mesmo embriagado Evan estava ganhando. 
A multidão gritou ao ver sangue escorrer das costelas do meu namorado. Tudo foi tão rápido. Os seguranças finalmente chegaram para separar a briga e afastar a multidão espectadora, alguns seguraram Evan e ele muito nervoso, foi levado as pressas para o hospital. Em meio a isso, podia jurar ter ouvido Logan gritar meu nome mais de uma vez e ser tirado de lá em meio a pontapés. 
Estava perdida de novo. As pessoas a minha volta comentavam e se recompunham daquela cena. E foi aí que eu pensei em três coisas que eu poderia fazer. 

1- Ir atrás de Evan no hospital. Ver como estava seu estado e sumir de lá. Encontrar Logan e esmurrar o babaca.
2 - Ir atrás de Logan. Esmurrar o babaca. E voltar ao trabalho. 
3 - Ir atrás de Logan. Esmurrar o babaca. Ter a briga do ano com ele. E voltar ao trabalho.

Bom, nenhuma delas me deixaria menos pior, mas com certeza seriam bem satisfatórias para o meu ego. Isso porque todas acabavam com o rosto do Logan sangrando. Eu não era assim, de pensar em mim antes dos outros, não era mesmo. Mas depois de tanta coisa que passei, não vou mentir que era a única coisa que queria fazer. 
Mas, não sei por que eu decidi ser "racional", apenas abaixar a cabeça e voltar para trás do balcão depois de pedir que uma das moças da limpeza que trabalhavam lá atrás viesse dar um jeito naqueles estilhaços de garrafa e sangue. Não queria assustar mais ninguém a ponto de afastar os clientes. Eu não queria ter que brigar com Logan, não queria ter que ouvir o que ele tinha a dizer. Ou eu estava com medo. Cacete, eu estava com um puta medo! E se ele respondesse algo que me convencesse? Acho que se eu tivesse ido atrás dele teria sido muito pior. 

- Senhorita?! -chamaram minha atenção. -Desce um Beijo Francês e uma Margarita aqui. -assenti me preparando para voltar para a vida real. 

[...]

Atendi as pessoas como de costume, ouvi as cantadas, aguentei as gritarias de pedidos um em cima do outro, os desabafos até receber o dinheiro e limpei alguns vômitos até as duas horas da tarde. Eu e outros atendentes tínhamos uma folga de uns vinte minutos para almoçar -sim, nosso almoço era essa hora-, e outros barmans nos substituíam nesse meio tempo. Enquanto saía do bar e planejava descer para o primeiro piso, recebi uma ligação da minha mãe perguntando de costume se eu estava bem e já tinha comido. Logo desliguei o celular ao perceber um ser conhecido sentado num dos bancos do corredor movimentado. Ah não. Eu não acreditava que ele ainda não tinha sumido dali. Que os seguranças não o colocaram na rua. Ou pior, que talvez tenham colocado e ele tenha voltado. Naquele segundo pensei em um milhão de coisas, e a principal delas era: esse cara está me perseguindo. 
Saí andando silenciosamente em direção as escadas e tentei me "esconder" entre as pessoas, mas o Lerman sempre foi muito bom em sentir quando eu estava por perto.

- Débora? -ele se virou assim que passei perto. -Finalmente te liberaram. -me olhou com um sorriso gigante. O que ele tava pensando? -Que cara é essa?
Eu: Você ainda está aqui?! -ele percebeu que eu estava a ponto de um colapso nervoso e se aproximou de mim, eu sabia que ia me tocar mas não deixei. Só por ter tentado passar daí já me virei para ir. Eu não tinha tempo de sobra pra perder com causas perdidas. 
Logan: Espera aí.  -apertou meu braço e me fez virar. Bati um dos pés impaciente, esperando. Mas aquela cara de bobo permanecia, ele tentava falar mas não fazia. Eu já estava de saco cheio e aquelas pessoas agitadas e molhadas voltando da piscina externa não ajudavam nada. Queria tanto acreditar que ele fosse dizer algo que fizesse tudo mudar. -Me desculpa. Eu errei a um tempão, errei quando nos vimos novamente esse ano e continuo errando desde então. Eu podia ter te tratado melhor, mas não era tão inteligente assim. Eu gosto de você tá bom? Eu te amo. Mas assim não dá! Eu...eu to tentando fazer o certo, mas...
Eu: Ah, você tá tentando? Que jeito estranho de tentar! Me perseguindo sendo que naquela maldita mansão nem fala comigo, vindo até aqui e arrumando uma briga ridícula com o Evan no meu local de trabalho. 
Logan: Eu não falo com você por que não sei como dizer, eu tenho medo que continue a me rejeitar assim, eu não aguento mais pagar por aquele erro! -balancei a cabeça fugazmente. -E quanto aquele cara, ele é um vagabundo! Não serve pra você. 
Eu: Quem não serve pra mim aqui é V-O-C-Ê. -alterei o tom. -E se ele é assim, quem sou eu para questionar?
Logan: Não questione! Só saia do caminho e deixe que eu termine de fazer isso! -parei por um segundo, ele falava sério. Do jeito que estava não duvidaria nada que descobriria o hospital e sufocaria Evan na maca com um travesseiro. 
Eu: Evan falou que "já tinha deixado claro que eu era dele" ou eu ouvi errado? Vocês já se viram antes? Ou melhor...-ri desacreditada. -Você já o ameaçou antes?
Logan: Eu só...-levantei a sobrancelha. -Sim. Mas, eu só o ameacei para ser um bom namorado pra você. 
Eu: Caralho, isso não tem nada a ver com você!
Logan: Só queria te ajudar! É exatamente isso que eu fiz, assim como hoje. Você deveria me agradecer por ter colocado aquele cara para fora, por ter defendido a porra da sua honra. 
Eu: Você só causou caos aqui. -ele me fitou aflito por um tempo como se não acreditasse no que eu estava falando.
Logan: Se eu não tivesse intervindo, você não teria conseguido controla-lo. 
Eu: É pra isso que seguranças servem.
Logan: É, eu vi mesmo como eles ajudaram na hora certa. -falou com sarcasmo. -Não acredito que diante daquilo você continua nessa guerra fria contra mim. -foi a minha vez de rir.
Eu: Você achou que tinha de enfrentar o Evan daquele jeito que tudo entre nós dois ia ficar um mar de rosas? Qual é a sua hein? Vê se cresce, a vida não é assim. -ouvi seu riso embargado.
Logan: Pois é, agora que tem mais do que provado na sua cara que ele não presta você pode continuar mantendo esse namoro ridículo onde ele só tira coisas de você sem nenhum retorno. 
Eu: VOCÊ NÃO SABE SE EU TERMINEI OU NÃO!
Logan: Você terminou? -fiquei quieta. Nutrindo a falsa ideia de que não tinha terminado. Eu sabia que estava o torturando. -Ok, já entendi. -ele ia se virar para sair, mas eu tinha que continuar o machucando. Não sabia naquele momento porquê, mas precisava. A única coisa que eu queria que ele sentisse era o mesmo que eu. 
Eu: Eu falei ao Evan que se ele não saísse por conta própria estava tudo acabado entre nós. Então, sim, está tudo acabado. Mas, isso não tem absolutamente nada a ver com você. -o encarei séria. Aguenta Débora, só um pouco. Não estraga tudo. Consegui encara-lo por tempo suficiente para parecer convincente. -Mais uma coisa, vê se tome vergonha e pare de vir até aqui. 

Arrumei forças para levantar a cabeça e sair dali rapidamente. Um pouco de desprezo não vai fazer mal a ele. Era esse o pensamento que eu tentei nutrir, durante o dia todo. Perto das nove e meia uma mensagem da Piper interrompeu meu trabalho dizendo que precisava de ajuda para terminar a marca em Zayn. A principio eu nem me lembrei do que ela estava falando, mas aí recebi outra me pedindo urgência. Merda, aquele plano deles! Tinha esquecido completamente. Foi bem difícil, mas me envolvi numa discussão entre os funcionários e consegui que me substituíssem no restante da noite. Eu odiava fazer isso, ficar devendo para as pessoas. Mas tudo bem, eu poderia deixar passar já que meus amigos precisavam. A avisei que já estava chegando, peguei minhas coisas e praticamente voei para a minha casa. Bom, não era minha e sim da minha mãe, mas dá no mesmo. Eu sempre fui muito ligada nela, mas tinha acostumado de uns anos pra cá, a esconder praticamente tudo de verdadeiro sobre a minha vida dela. Tudo que a minha mãe sabia sobre mim era que eu supostamente fazia estágio e quando não estava em casa, morava com uma amiga. Claro que o dinheiro alto que o tráfico me rendia eu não era nem louca de esbanjar perto dela, mas a ajudava com os gastos. 

Eu: Oi pestinha. -baguncei os cabelos castanhos idênticos aos meus de Peter parado na área de serviço. 
Peter: Mana! -abraçou minhas pernas como fazia de costume. O apertei com uma das mãos e soltei ao lembrar que estava com o tempo contado. Eu não passava muito tempo com a minha família que agora era ele e a minha mãe, eu sentia que eles precisavam de mim depois que o pai do Peter morreu, mas precisava de dinheiro e me dedicar ao bar e o trafico. Minha mãe adentrou veio da sala e ao me ver, sorriu. Ela era uma ótima pessoa, a mulher que me ensinou a ser independente e trabalhadora. Me doía ter que esconder tantas coisas dela, mas era preciso para podermos conviver. Ela nunca tivera muita sorte no amor, assim como eu. Teve um caso com meu pai -que também é pai de Jack-, engravidou de mim e não deu certo. Depois, se casou com meu padrasto e teve o Peter. Mas este batia nela, eu pedia para irmos embora de Las Vegas mas isso nunca aconteceu. Ele morreu no fim do ano passado, não foi fácil para ela e principalmente para Peter.
Mãe: Filha, vai jantar em casa hoje? -sorriu- Eu acho que tenho um frango que posso fazer se quiser e...
Eu: Na verdade eu já estou de saída, me desculpa. -respondi sinceramente. Eu queria que pelo menos ela soubesse do aborto. Mas eu jamais teria a coragem de dizer em voz alta que paguei para matar um ser vivo. Jamais. -Eu já vou. -saí andando pela casa a procura das minhas coisas, e como toda mãe é claro, ela vinha falando atrás. 
Mãe: Tem certeza, querida?!
Eu: Sim, viu minhas malas de maquiagem? -pedi distraída pensando no tempo e onde poderiam estar. 
Mãe: Devem estar onde você deixou, no seu quarto. Eu não mexo lá -corri até ele e comecei a fuçar fugazmente. Peguei alguns fixadores e finalizadores, entre outras coisas que eu achei melhor garantir ter por perto. Apressei o passo, dei um último beijo no Peter que fazia mil e uma perguntas que eu tinha que abafar com comentários tipo "Tenho que ir", "Depois eu te conto", etc. Falei a minha mãe que ia jantar com aquela amiga imaginaria que ela achava que eu dividia um apartamento e estava atrasada para minha hora extra. 

Dirigi para a mansão o mais rápido que pude afinal não sabia que horas eles iam sair. Ao ver meu carro já de longe os seguranças abriram o portão. Entrei em casa com uma das malas que pesavam, mas eu nem estava reclamando. Finalmente estava em casa, e pensando bem isso me polpou uma madrugada de cabeça cheia atrás do balcão. Nunca achei que estaria agradecida aos planos idiotas do Malik, mas estava. Eu podia descansar por hoje depois que terminasse isso. 
Assim que abri a porta meus olhos já encontraram o pessoal todo espalhado pela sala. Dan sorriu e veio me abraçar, o que eu não neguei. Sempre achei que as pessoas deviam se abraçar mais do que elas no real faziam. Ajuda nas dores silenciosas de maneira inexplicável. 

Danny: Oi Debs. Vc tá legal? -me soltou analisando-me. 
Eu: Estou, por quê? -atravessei o cômodo colocando a mala em cima do sofá e descansando meu braço. 
Danny: Não, por nada. -torceu o nariz e deu de ombros ao mesmo tempo. Ouvi barulhos de salto no chão e olhei para o topo da escada. 
Eu: Meu Deus, você tá parecendo uma princesa. -abri a boca em surpresa e SeuNome desceu sorrindo para me abraçar. Nossa, por que tantos abraços? Eu ia ficar mal acostumada. Será que aconteceu algo que eles não estavam me contando? Tentei sorrir para normalizar a situação ao máximo.
SeuNome: Tudo bem? Você voltou cedo hoje. 
Eu: É, tudo bem sim. -olhei para os meninos em busca de algo que me indicasse a explicação deles estarem assim comigo. Expliquei sobre a mensagem de Piper e como voltei mais cedo hoje. Queria perguntar se Logan tinha chegado em casa, eu tinha esquecido de procurar pelo carro dele na garagem na pressa ao entrar, mas, não consegui. Aproveitei minha boca aberta de quem queria falar para chamar Zayn ao invés de dar na vista. 

Só precisei fazer um acabamento no trabalho da Piper, Zayn ficava quieto e eu agradecia por isso. Se fosse algum dos outros idiotas eu já teria desistido por serem tão hiperativos. Me certifiquei ao máximo de que aquilo ia durar usando todos os métodos de fixação que eu conhecia e tinha aprendido nos cursos. É, até que eu entendia de alguma coisa que não fosse ilegal ou alcoólico. 
Ouvi Jack falar para a SeuNome que o Lerman estava no décimo sono, da mesma maneira que eles "o deixaram". Caralho, quer ver que esse cara foi tomar todas depois da nossa briga? Ou pior? Ninguém merece. 
               Zayn fechou a camisa e eu o ajudei a passar o fio da escuta por seu corpo antes dele colocar o paletó. Jack nos apressava o tempo todo, ele parecia o mais nervoso dali. Eu não culpava meu irmão. Esse tipo de coisa não é brincadeira. Nos entretemos conversando e eles repassaram o plano, era inteligente e tinha que funcionar. Eu estava torcendo para eles com todo meu ser. É claro que não podia terminar sem uma troca de implicâncias entre Zayn e Jack. Nem quis ficar para ver, subi para o meu quarto em busca insistente por um chuveiro. Coloquei para tocar West Coast e fui tomar banho. Meu choro se misturou com a água do chuveiro, o que foi bom, já que eu não ia suportar ficar limpando o rosto. Lembro-me nitidamente falando para SeuNome "não vou derramar mais uma lagrima sequer por isso" e me sentindo mais forte. É, não foi dessa vez.
               Fiquei imaginando como Evan devia estar e eu esperava profundamente que bem. Nem sequer tinha ido vê-lo no hospital, mas isso não importava. Estava acabado. Eu não o amava, nem de longe. Só quem já namorou só por namorar sabe o quanto é relevante o sentimento de vazio. 
Coloquei um moletom qualquer e desci até a sala silenciosa com apenas uma das luzes acessa. Já haviam ido. Eu me senti nervosa por eles, nem conseguia imaginar como devia ser estar lá pessoalmente, agindo, no meio de tanta gente perigosa. Afastei esses pensamentos tentando me manter positiva sobre o plano. Peguei uma água gelada e biscoitos e voltei ao segundo piso. Passando pelo corredor e vendo uma porta entre aberta e o quarto lá dentro totalmente escuro, eu não pude resistir a tentação. Não era qualquer porta. Deixei as coisas barulhentas numa mesa de canto do corredor e adentrei o quarto de Logan, vendo o mesmo jogado na cama como se estivesse morto. Não mexia um músculo, não fazia qualquer barulho. A ressaca dessa vez foi forte. Balancei a cabeça negativamente me virando para sair quando vi uma calça jogada totalmente desavessada em cima da escrivaninha cheia de papéis saindo do bolso. Me aproximei forçando a vista e percebendo que eram guardanapos. Olhei para os lados antes de ligar a luminária de mesa, direcionando o foco da luz para os bolsos que deixavam cair os papéis. Ri baixo ao ouvir um ronco de resposta do seu corpo pela mudança no ambiente. 

" Segurei o braço da Deb e a virei pra mim. Fiquei a encarando e eu não sabia o que falar. Alguns anos de memórias nossas lutavam nos meus lábios. Por que eu devia impedi-la de ir? O que eu ia dizer? Minha língua se enrolou, e meu cérebro não conseguiu processar nada. " -Um dos guardanapos dizia em garranchos com cheiro forte de álcool com drogas. 
" Ser solteiro só é bom quando você não gosta de ninguém. Daí vem a minha fama de alcoólatra indiferente. Beber era ruim no começo...queimava tudo. Mas então eu percebi que era essa ardência que me fazia esquecer cada um dos meus problemas. " deixei esse de lado, pegando outro com rapidez. "Sei que só atraio gente atípica, estranha, louca. E a vida é assim mesmo. A gente perde em uma noite o que planejou a vida toda. E nós somos aspas, investidas e de ponta cabeça, estamos agarrados um ao outro no final dessa sentença de vida. Presos por vidas que não escolhemos. " a partir daí, a letra ficava mais garranchada e as palavras não faziam mais sentido. Só falava que queria um monte de coisas.

Ele colocou os pensamentos no papel. Meu Deus, tudo tá uma confusão! Maldita hora que eu fui ver isso. Coloquei de volta, praticamente socando dentro do bolso da calça. Suspirei e saí dali. 
                             [...]   O tempo passava gradativamente enquanto eu tentava sem sucesso, cair no sono. Virei incontáveis vezes na cama naquele silencio maravilhoso, mas não tive nenhum sucesso em dormir. Dava vontade de sair matando um quando me sentia cansada de corpo, mente e alma e simplesmente não conseguia dormir. Não desisti de tentar, e quando estava para conseguir, o barulho vindo lá debaixo veio irritantemente alto. Ótimo, agora que eles chegaram eu podia tirar uma das preocupações da cabeça. Até podia ser, se Jack não tivesse subido as escadas correndo pelo barulho e entrado de supetão no meu quarto. 

Jack: Déb, Déb! -quase gritou. Se eu saltasse daquela cama no meu nível de frustração, eu bateria nele até dizer chega. -Porra garota, levanta daí! -era isso que eu ia fazer, mas para acabar com essa festa de tanto barulho. Mas aí eu prestei atenção em como de fato ele parecia desesperado.
Eu: QUE FOI?! 
Jack: A SeuNome te ligou? O Zayn? Eles mandaram mensagem, sei lá, qualquer coisa? -neguei.
Eu: Se acalma, eles não tão com você? 
Jack: Não porra! Eles...-Danny chegou correndo e bateu seu corpo nas costas de Jack antes que pudesse parar. Eu quase podia ouvir seus corações pulsando frenéticos. 
Danny: Vou tentar de novo, vamos. -eles desceram e eu fui junto, tinha que saber que droga estava acontecendo.
Eu: Que é, vocês enlouqueceram é? O que foi que houve com os dois?! -a essa altura Dan já tinha seu computador nas mãos, mexia nele como se fosse um técnico na coisa, e para piorar a cena, os olhares agitados dos dois. 
Danny: Estou tentando, estou tentando! -falou diante do olhar de pressão do meu irmão. -Malik? Porra Malik, tá me ouvindo? -disse alto num fone tentando se comunicar com a escuta. Passei por ele vendo um mapa verde no canto da tela do computador, os rastreadores não se movimentavam. Danny olhou para Jack enquanto eu esperava mais respostas. -Esquece as escutas cara, elas se danificaram durante a explosão.
Eu: EXPLOSÃO? -arregalei os olhos e ele tirou o fone.
Jack: O golpe terminou, eles conseguiram mas não sabemos o que aconteceu depois. Os dois sumiram. 
Eu: O QUÊ?! Como sumiram? Como assim?! -disparei. 
Jack: O FILHO DE UMA PUTA DO MALIK, FOI ISSO QUE ACONTECEU. É QUE ELE SE ACHA DEMAIS, ELE SE ACHA O MAIS FODA E TEM QUE FAZER UMA SURPRESA! -explodiu e eu segurei seu braço na tentativa de acalma-lo. -Eu falei pro desgraçado NÃO explodir aquela sala, eu avisei, e ele mesmo assim fez. Ele e a SeuNome já tinham conseguido as malas, já tinha saído tudo bem no fim das contas mas ele não se contenta com o "tudo bem". Ele quer foder tudo, quer matar cada um de nós por começar pela namorada!
Eu: Tá, você disse que eles conseguiram as malas?
Danny: Sim, eles atiraram elas pela saída do lixo e as pegamos antes da explosão, estão a salvo na van. -meu coração parecia feito de adrenalina naquela hora, eu senti a necessidade de andar, nem que fosse de um lado para outro ali na sala mesmo. Olhei no relógio. Já havia dado o tempo de uma hora e meia que Jack falou. Já havia passado muito mais que aquilo. Estávamos exatamente entrando na madrugada.
Eu: Os capangas do Mitchell chegaram a aparecer?
Danny: Sim. -desviou um segundo os olhos da tela pra mim.
Jack: É claro que sim, a merda tinha que estar feita né. -uma veia de sua testa pulsava a cada palavra que saía de sua boca. 
Danny: Cara tenta se acalmar nem que se for um pouco, ninguém resolve nada de cabeça quente.
Jack: Não dá cara, não dá!
Eu: Dan, você que estava na escuta com eles né? Até que ponto você ouviu? 
Danny: Eu avisei aos dois que os caras do Michell estavam na casa e iam subir a qualquer momento para buscar as malas, então os dois começaram a perguntar se confiavam um no outro ou sei lá, eu não entendi a principio mas aí Jack me avisou da bomba que Zayn podia ter levado. Ouvi até o momento em que Zayn ficou possuído e resolveu explodir tudo, eu gritei para que a SeuNome impedisse, mas ela não conseguiu, eu sei lá o que houve mas depois da explosão as escutas deles já eram, ficaram mudas. Da rua nós podemos ver o caos que foi. Antes que as pessoas pudessem sair correndo nós já dirigíamos para longe dali com as armas roubadas, eu tentava sem parar falar com eles e tentar saber o que aconteceu, se estavam bem e ilesos, se conseguiram escapar dos capangas, da casa em si e daquele caos. Mas...nada. 
Eu: Tá, mas...mas e os rastreadores?
Jack: Eles desviaram da rota de fuga. Nós perdemos contato com os rastreadores.
Eu: Então não sabem o que aconteceu depois disso?
Danny: Não da pra saber, não sem os dados de rastreamento. Sem uma posição eles são uma agulha num palheiro. a u-Jack andava de um lado e eu de outro. Parecia que ia explodir a qualquer momento. -Eu falei que ele tinha que morrer com o rastreador, mas nunca tirar ele! -esbravejou.
Eu: Será que em meio a tudo aquilo não aconteceu alguma coisa com eles?
Danny: Não, calma. Você conhece o Zayn, ele é aquele porra louca da vida mas sabe o que faz. -respirei fundo, mas aquilo não aliviava nem um pouco. -Cadê a Piper?
Eu: Ela sumiu de novo. -Jack bufou. 
Jack: Mais essa agora...
Eu: Por que eles fariam isso? -disse depois de analisar a situação -De desligar os rastreadores, de nos preocupar desse jeito?
Danny: Eu confio no Zayn, eu sei que ele deu um jeito de sair de lá. Depois dessa adrenalina toda que eles passaram, já devem estar voltando pra descansar. 
Jack: Será mesmo? -questionou desdenhoso.
Danny: Acho que sim, contamos com isso. O jeito agora é ligar sem parar para os celulares deles, continuar de olho para ver se ligam o rastreador e esperar. -ham, ótimo. Era isso que eu queria pra minha madrugada, que maravilha viu. Tinha agora que me preparar para uma noite em que ficaríamos acalmando uns aos outros. -Só esperar. 
Eu: Vou pegar uns calmantes.
Jack: Quero quatro. -levantou o dedo rápido e eu ri. -A Piper deixa uns lá no banheiro.
Eu: Se você me disser que é no seu banheiro porco, eu te mato. Se for no dela, aí eu só te espanco.
Jack: Bom, tá no dela. 
Eu: Ótimo. -levantei uma sobrancelha para ele. -Sorte sua. -parei encostada na estante por alguns segundos esperando juntar forças para ir até lá. Os garotos com seus celulares já em mãos tentavam discar cada um para um deles. -Daria tudo para saber que porra aqueles dois estão fazendo agora.

Eu devia ter dito que o próximo era um extra, né? Desculpe, nem eu mesma sabia. Essa minha mania de me organizar nas ultimas horas. Pelo menos quase sempre dá certo kkk.
Perdão as autoras pela minha falta de tempo para colocar as atualizações delas nas páginas e moderar seus comentários, geralmente eu faço isso diariamente mas semana passada não consegui. Aqui tá fazendo bastante frio e minha internet foi cortada durante o fim de semana, então tive que trabalhar no fanfic sem as minhas ideias que estão hospedadas no blogger, foi meio difícil mas já dei um jeitinho também. 
Obrigada por tudo mesmo, amo ler o que vocês escrevem e logo vou responder os e-mails <3

11 comentários:

  1. ameeei, mais extras <3 e por tudo o que é mais sagrado posta logo o próximo capítulo!

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  2. Posta outro capitulo pls

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  3. Extra otimo 😍 posta o proximo(necessito de capitulos pls)
    Xx

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  4. Quero saber onde zayn e s/n estao logoooo continua

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  5. Oi amory ADOREI O EXTRA muito bom !!! Só posta o próximo capítulo por favor!!!!! Há só uma dúvida onde ta a s/n e o zayn,hum.....kkkk
    XX:Ana❤ bjs

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  6. Oi amory ADOREI O EXTRA muito bom !!! Só posta o próximo capítulo por favor!!!!! Há só uma dúvida onde ta a s/n e o zayn,hum.....kkkk
    XX:Ana❤ bjs

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  7. Aaahhh que pft <3 adoro suas fanfics mais sempre nunca tinha tempo em comentar! Adorei o capítulo, e continua logo ok? Virei sua fã número UNO!!!! E você me dá inspiração para fazer as minhas :) adorei o extra! Espero que faça mais desses... Xoxo: Saarah Asheley.

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