Badboy of' Mine - Capítulo 39

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- Quebrar a queda


"Coragem, moça. O mundo é tão grande e você tão jovem"

Zayn Malik P.O.V's
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Joguei o toco de cigarro pela janela do carro ao soltar a última baforada para o lado e voltei a controlar o volante preguiçosamente com as duas mãos. Dirigia em uma velocidade média -já que percebi que chegaríamos na hora certa - pela estrada a céu aberto, abaixo daquele lençol perfeito de estrelas, aquele vento maravilhoso só servia para me preparar ainda mais psicologicamente para essa noite, SeuNome ao meu lado estava em silencio, embora eu soubesse que sua mente trabalhava sem controle só por sua linguagem corporal. O mesmo vento que me preparava também vinha da sua direção até mim, e fazia com que eu sentisse o cheiro tentador dos cabelos dela sem nem toca-la. Eu tinha que me controlar, não podia deixar pensamento impuros dominarem a minha cabeça, digo, as duas, eu tinha que manter o controle da situação como sempre. Eu e essa minha mania de pensar putaria nas piores horas.
Eu não podia doma-la e isso lá no fundo, se é pra ser sincero mesmo, acabava com uma parte de mim. Mas a essa altura do campeonato, já tinha mais do que aceitado o inevitável. 
Ela era esperta a ponto de se sentir curiosa sobre tudo a sua volta, isso não era muito bom, na verdade em muitos aspectos desse mundo a ignorância é uma virtude. Eu via em seus olhos que a SeuNome queria saber de tudo enquanto eu queria polpa-la de informações desnecessárias. Não sentia que tinha a obrigação de lhe contar cada detalhe dos meus planos e motivos que eu mal compreendia. 
Mas o Jack, droga, aquele filho da mãe fazia questão de discutir nas piores hores e na frente de todos. Tá, ele estava certo. É claro que havia algo amais lá que me incomodava. Jack sabia pensar como eu, sabia que tinha sempre o "algo mais" nos meus planos, o desgraçado parecia conseguir ler na minha cara. Nós íamos quase na mesma linha na verdade. Ele absorveu isso, com todos os anos que nos conhecemos. Nós dois sabemos que sempre fomos os dois que mais entendíamos um ao outro do grupo. E eu por minha vez, sabia que havia algo que Jack abominava em mim, literalmente.

Dude? Você já chegou? -a voz de Dan chiou. Ele estava me rastreando desde que saímos de casa então falou exatamente na hora que manobrei o carro. 
SeuNome: Acabamos de chegar. -respondeu antes de mim, afinal nos comunicávamos todos pela escuta ligados um a um. 
Danny: Novamente, muito cuidado vocês. Sempre em alerta. -lembrou.
Eu: Bom, o mr.Keyser Bresley não gosta de atrasos e não seria inteligente testá-lo. -disse ironicamente e ouvi uma risada levemente maldosa do outro lado. 

Olhei maliciosamente para SeuNome e balancei a cabeça em sinal que podíamos descer. Coloquei um pé de cada vez para fora do carro, sentindo o estalo do meu sapato italiano no asfalto. Lutei contra a vontade de coçar a substancia no meu peito usado para criar a cicatriz. Me contive apenas pensando em meus objetivos.

Aidan Gavin. Ele fuçou a minha vida e ainda me torturou com isso. Isso era o mínimo que eu podia fazer, fuçar a vidinha patética dele de volta, e ainda roubar uma característica sua para me dar bem. Se o desgraçado achou que aquela tortura não teria uma vingança elaborada, estava bem enganado. 
                     E bom, felizmente eu mataria dois coelhos com um só golpe. Mitchell não tinha sumido de meus plano, muito pelo contrário. A minha mente já trabalhava dia e noite em cima dele, em diversas formas que eu poderia executa-lo. 


FlashBack -1 dia e 12h antes~

Emma estava pirando. Mas por outro lado também não parava de me agradecer por telefone, o que me fazia a crer que ela estava mais calma em relação a...bom, tudo. Eu recusei lhe dar maiores detalhes, apenas de que o irmão dela tinha nos ajudado com o corpo e tudo mais. Eu não tinha paciência e nem tempo para consola-la da maneira que ela estava dando a entender que queria, então me forcei a dizer para que ela simplesmente agisse como se nada daquilo jamais tivesse acontecido. Era o que todos fariam. 
Não vou mentir, a anos atrás ela e os meus amigos eram quem me tiravam a neura da minha vida em família, responsabilidades e tudo mais da qual eu fugia. E pô, foi com ela que eu fumei meu primeiro baseado. Apesar da queda que tinha por mim, eu saber e não ligar, sempre nos demos bem. A não ser quando ela dava essas piradas básicas, e pelo visto as coisas não mudaram. Mesmo que agora tivesse realmente um motivo. A Emma é um ser esquisito, até seu irmão sabe disso.

Eu: Então, é aquela lá de azul? -traguei meu cigarro descontraidamente apontando com discrição com a cabeça para a garota. Era bom ficar fora da agitação de casa, acho que todos tentávamos fugir daquilo de formas diferentes e eu aceitei sair para uma das boates que Payne comanda na parte leste com o Colin. Ainda não sabia se a ideia tinha sido boa ou eu já podia me arrepender. Acho que a coisa toda da irmã dele me chamar para apagar aquele cara ia me aproximar deles novamente, talvez, ou não, não saberia dizer. Por mim cada um devia ir para o seu lado e seguir em frente, ainda mais num momento como esse.
Colin: Sim, gostosa hein?
Eu: Tem cara de fresca. 
Colin: E é, mas fode bem. -riu. 
Eu: Aqueles peitões devem mesmo fazer um belo estrago. -soltei a fumaça lentamente tentando não agir indiferente. Parecia até que as vibrações de anos atrás estavam voltando, as conversas babacas, sem compromisso, ficar por aí. Eu sentia falta.
Colin: É, ela fica louca quase todo dia, sai como louca pela cidade mas acho que não me trairia. Acho que tem medo de mim. -contraiu o rosto, falando rapidamente e claramente inseguro. -Você sabe, as pessoas são loucas aqui, agem assim. 
Eu: Hey, hey! -o interrompi. -Relaxa cara. -nos entreolhamos e eu transpassei o cigarro entre os dedos me distraindo. -Quem diria. Você namorando...-ri.
Colin: CLARO QUE NÃO! -se defendeu. -Nós não namoramos, você sabe como eu sou. Só temos uns lances, obrigo ela algumas vezes a ficar comigo quando estamos loucos. -eu não era a melhor pessoa para sair julgando alguém. Mas Colin era um filho da puta, mesmo sendo um bom amigo. Ele pelo menos, sempre me trouxe confiança pelo que me lembro. 

Ficamos de bobeira por algum tempo, bebendo, rindo, jogando conversa fora quando ele decidiu que queria arrumar alguém pra mim. Ali e agora. 

Colin: Zayn, pare de ser covarde. Sinceramente, só por que essa vadiazinha aí ta de rolo com você, não quer dizer que você só tem que foder com ela. Aqui é Las Vegas. Aqui é o lugar da liberdade, da diversão, é o melhor parque de diversões da Terra. Pense no tanto de garotas que podemos transar, embebedar, estuprar. -bufei inquieto. Que porra ele estava pensando? -E me desculpe falar nisso, mas você se lembra do que a Aubrey fez com você.

Meus punhos se cerraram antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. Tantas coisas naquela frase me fizeram querer espanca-lo, uma de cada vez cutucando meu estado mental, e fazendo-me sentir o máximo de arrependimento possível por ter vindo. Ele estava atrás da vida antiga. 
O timbre feminino cortou minha atenção, ao surgir atrás de nós. A garota morena com os cabelos presos para atrás vinha caminhando silenciosamente, seja lá quem fosse, acho que havia ouvido toda a nossa conversa. Algumas mechas de seu cabelo caíam rebeldes pelos lados contornando seu rosto e ela usava uma roupa preta e discretamente justa que fechavam em um zíper em seus seios decotados que ela exibia sem preocupação, um casaco com estampa de leopardo vinha por cima. Como se ela quisesse aparecer mas não tanto. Eu desejava talvez abrir o zíper e descobrir o que havia ali embora soubesse e sentisse que era errado.
Eu: Vocês sempre me seguindo. -falei e ela sorriu. -Cuidado que eu já estou até começando a gostar. 
- Que bom. -rebateu me fazendo rir. -Eu não estou acreditando que é você mesmo, Malik. Falam muito de você, mas com certeza disso já deve saber. E também o quanto está causando problema.
Eu: Eu posso dizer o mesmo. -seu perfume enjoado se espalhava gradativamente pelo ar se misturando com todos aqueles odores da boate. Falaram de uma garota morena, a que tentou botar medo na SeuNome depois de a drogar com aquele marmanjo que eu arrebentei. -Ahm, Gena se não me engano. 
- Talvez. -respondeu acidamente.
Eu: Acho que o prazer é todo seu. Como você mesma disse, eu sou meio importante. -fiz uma careta destacando melhor meu desdém. -Se for quem estou pensando, foi a mulher que ameaçou uma das minhas com aquele outro capanga que eu torturei. -afirmei orgulhoso. -Hm, ele já parou de sangrar? -ri -Se eu fosse você... 
- Por favor, sem as suas ameaças ridículas, Malik. -interviu sarcástica. -Eu não vim para perder o meu tempo em coisas insignificantes, mas sim para te dar um recado. 
Eu: Ótimo, que recado seria? -ela se inclinou em minha direção, invadindo meu espaço. Seus lábios grossos e rosados tocaram meu alargador. Sua respiração ficou tão próxima do meu ouvido que um segundo assim se tornou incômodo. 
Gena: Não ouse ser covarde mais uma vez para chamar seu canil inteiro quando estiver em perigo para matarem alguns dos meus amigos. Se não lembra, acho que esqueceram uma coisinha perto do nosso esconderijo nada secreto, que a propósito, já queimamos depois da sua fuga. Então não perca seu precioso tempo nos procurando por lá. -assoprou com uma risada. -Esqueceram seu amiguinho Frank. Não me obrigue corta-lo em pedaços e mandar pra você no correio com pimenta e molho barbecue. -sussurrou. -Você vai pagar por tudo que fez. -se distanciou o suficiente para me olhar. -Ah! E sobre a sua namorada, tome conta dela. -desceu suas mãos até meu pau e apertou com toda a força que aquele milésimo de segundo permitiu. 
Eu: ARGH. -grunhi. A dissimulada beijou minha bochecha por cima da barba, em seguida se afastando e encarando Colin de cima a baixo. Eu senti minha nuca suar, meu sangue bombear mais lentamente. Essa garota se fazendo de mulher não me dava medo algum mas a questão é que falar do Frank quando eu ainda não tinha deixado isso ir, não tinha superado e estava tão vivo na minha mente quanto essa cena, matou algo ali naquele momento dentro de mim. 
Colin: Porra Zayn, você só fode mulher gostosa hein. -disse ele olhando ela ir embora. Mal prestei atenção no que disse intrigado e me martirizando com as coisas que essa vagabunda me disse. Frank, Frank...ele se foi.
 Eu: Não, Colin... -percebi que ele não fazia mesmo ideia das coisas que me meti nos últimos tempos e devia estar achando que essa vadia foi algum caso meu me passando qualquer provocaçãozinha agora. 
Colin: O que? Ahm...Que? 
Eu: Caralho, dá pra parar de ficar olhando a bunda dessa puta! -dei um soco forte em suas costas. 
Colin: Que houve? 
Eu: Cara, eu tenho que voltar pra casa, a gente se fala depois. 
Colin: Por quê? -comecei a correr para fora da boate sem dar mais ouvidos a ele, totalmente disperso, e já com ideias surgindo em mente. Talvez eu soubesse como dar mais um grande troco. Talvez eu pudesse bolar algo. Falar sobre o Frank daquela maneira na minha cara não iria ficar assim.

FlashBack off~

- Tudo bem aí? -era SeuNome, puxando meu braço impaciente como se já tivesse me chamado por mais de uma vez.
Eu: Tô só pensando. 
SeuNome: Se você ficar viajando a gente vai se atrasar, vamos entrar ou não? -olhei para uma multidão considerável na frente da mansão. Me recompus rapidamente e lhe olhei. 
Eu: Você está maravilhosa. -sussurrei e ri quando ela endireitou a postura e fez um carão. Caminhamos em direção a porta da mansão. Pelo que eu tinha de conhecimento sobre essa gente, e Dan acabava de me confirmar, haviam seguranças com fuzis e carros roubados misturados aos outros de vigia na rua. Eu estava o tempo inteiro em alerta, quanto a entrada, quanto as pessoas, quanto cada mínima coisa. -Cuidado, não olhe agora para a janela. Tem um cara nos observando de lá em cima. -a alertei e seu braço se arrepiou. 
Eu: Onde? -ela murmurou tão baixo que eu mal pude ouvir, sem mexer um músculo sequer. Não a respondi e soltei sua mão nos separamos até que eu percebesse que não havia mais ninguém aparentemente. As pessoas entravam e rapidamente chegou nossa vez. Droga, ela teria de entrar comigo. Infelizmente era a maneira mais discreta. 
               Antes que dissesse algo, o homem enorme desviou seus olhos da lista que tinha nas mãos para as mãos de SeuNome que apenas se moveram bruscamente do vestido para frente. O segurança veio em direção a ela após tocar sua cintura onde havia uma arma de choque vendo aquilo como uma ameaça, não pensei duas vezes e o impedi segurando seu braço com toda minha força.

Eu: Não encoste um dedo nela. -disse firme e puxei minha camisa rispidamente deixando parte da cicatriz a mostra sob sua visão. -Não toque nela.
Ele: Perdão senhor, não imaginei. -saiu do caminho parecendo nervoso. Eu não me passava por alguém tão importante assim mas importante o bastante para ser um ente de confiança de Mitchell, um chefe de segurança bem acima da posição dele. -Desculpe. 
Eu: Sem problemas. -me forcei a dizer. Por mais que eu quisesse, seria suicídio discutir e chamar mais atenção. Ele balançou a cabeça em uma concordância analítica.

No momento em que pisamos na festa SeuNome já desapareceu do meu lado, exatamente como combinado, utilizando a multidão nas escadas para não chamar atenção. Aquilo sim era uma puta festa. O lugar era gigante, a música surreal e toda a loucura de Las Vegas combinada perfeitamente a elegância e sofisticação que eles adoravam esbanjar ter. A decoração parecia ter saído de um filme, haviam mil e uma distrações que podiam manter os convidados acordados por dias apenas bebendo e jamais provando do tédio. Era extenso o bastante para que o segundo andar estivesse vazio e fechado, as pessoas nem sequer olhavam pra lá quando se tinha tudo ali.
Me certifiquei de estar ciente de todas as saídas possíveis, Danny me deu mais algumas informações sobre a área e eu tinha certeza de que, em qualquer emergência, eu não demoraria mais de um minuto dentro do salão. Cumprimentei alguns desconhecidos que vinham até mim, calculando a todo momento com quem teria que falar e os passos que faria a partir daí. 
Esse negócio está cheio de irrealistas filhos da puta. Um grande centro reunido de endinheirados, milionários, editores, socialites, playboys jogando até perderem toda a grana de seus pais, herdeiros comparando heranças, colunistas, gangsteres e governadores conversando paralelamente e descaradamente por todos os cantos. As cores e barulhos de taças e risadas se misturava a música animada. Chegavam a esse tipo de festas para enfrentar longas e longas horas de inusitadas experiencias envolvendo jogos, apostas, conversas, drogas, negócios, mulheres, aventuras perigosas e, em uma noite especial quem sabe, até viagens improvisadas de um país para outro. Não precisava ser fácil de impressionar para cair facilmente nos encantos que esse mundo de portas abertas e brilhantes tinha a oferecer. 
E, bom, se eu sabia algo sobre as capacidades criativas das línguas dos anfitriões, havia uma grande chance de que qualquer história que ali ocorresse, já tinha sido rapidamente modificada e exagerada no período de poucas horas. Sabia o preço do orgulho, como o poder corrompe o homem, até onde o vicio leva uma pessoa, e como a pilantragem e algumas futilidades podem tornar a vida divertida. Também, consequentemente, como você pode se foder subestimando alguém, cuidar muito com quem se está falando afinal essa gente sabe exatamente o que estão fazendo. Essa cidade não é bem aquele porto seguro sobre que o que você faz aqui, permanece aqui. Poderia dizer que é bem ao contrário a triste realidade. É assim que o mundo funciona, fazendo todos acreditarem naquilo que precisam.

Ficar ali, convencendo pessoas com as minhas mentiras e ainda poder sorrir mandando mentalmente cada filho da puta tomar naquele lugar eram as minhas férias. Quando consegui privacidade por um segundo, mandei Danny parar de chiar no meu ouvido por um momento e apenas ouvir e me avisar se algo saísse do planejado da parte da SeuNome, já que ali estava tudo sob controle. Ele parou de falar por um bom tempo e imaginei que estivesse ajudando ela pelo ponto que eu não podia ouvir. 

XX: Caulfield -uma garota sorridente chamou o nome falso que eu tinha usado para me apresentar. -O senhor Vance gostaria que se juntasse a ele para uma bebida. -fez um sinal com a cabeça para que eu a seguisse, passei a mão apalpando meu terno e fui. Em uma das mesas com base de ferro dourado e o centro espelhado eu me juntei ao homem que aparentava ter uns 68 anos e um estilo elegante. Pedimos bebidas e começamos a conversar coisas aleatórias sobre a festa e o anfitrião, não havia nada que eu pudesse ganhar com ele mas precisava me misturar aos demais e fingir me divertir. O velho me dizia que conhecia pouca coisa sobre Keyser mas que sabia que ele não tinha a mão envolvida em coisas chocantes. Ele chamou uma das mulheres para seu colo e aceitei algum charuto importado que ele tirou do bolso do peito por causa de muita insistência da sua parte. Nunca se deve aceitar nada de estranhos. Fingi o tragar em meio a conversa, ele disse que estava ali para resolver negócios não terminados com alguns nomes famosos da região. Perguntou o que eu fazia. Se distraiu com a puta em seu colo. Eu joguei o charuto fora e voltei a sorrir educado e a lhe responder com a boca cheia de mentiras. As melhores, modéstia a parte.
                             
                            11 horas. Havia se passado quarenta minutos desde que chegamos, por que ela ainda não tinha tentado me entregar a chave? Aquilo já estava ficando preocupante, não que eu estivesse demonstrando isso. A única coisa que me aliviava era que o Danny a alguns minutos me disse que ela conseguiu passar pelo segurança e estava com o Keyser. Isso me irritava completamente, eu confiava nela mas não poder assistir por uma câmera como na primeira trapaça, me irritava profundamente. Não. Dependendo seria até bom eu não ver. O foda de tudo era que a minha escuta não estava ligada a dela, então eu simplesmente não podia ouvir os dois. Só o Danny. Provavelmente isso é coisa do Jack para que eu não ouvisse coisas e desse mancada no meio do plano. Muito esperto.

Vance: Drogas, filho?
Eu: Não, obrigado. -ele riu e voltou a ficar sério numa fração de segundos. 
Vance: Eu perguntei se você usou.
Eu: Na verdade não, senhor. -bati meus dedos na mesa impaciente. -Ainda. 
Danny: Dá pra você continuar a agir normalmente? -era a escuta. -Ela tá indo até você, se prepara. 
Eu: Ok. 
Vance: O que disse? -me olhou.
Eu: Ok gostosa, com certeza vou querer mais tarde. -falei á garota parada quase ao meu lado que se debruçava para falar com a outra e me levantei rapidamente. -Com licença, aproveite a noite. 
Vance: Com certeza, igualmente filho. -ouvi sua voz pela última vez enquanto me distanciava dali, passei por um monte de gente dançando e conversando até meus olhos finalmente encontrarem SeuNome com um olhar misterioso e a expressão delicada descendo com aquele corpo apertado no vestido que lhe dei os dois degraus da parte V.I.P no leste do salão, onde apenas as pessoas autorizadas entravam. Peguei uma taça de champanhe da bandeja que passava enquanto esperava ela se aproximar. SeuNome caminhava olhando para os lados a todo momento, o que era um certo problema que esqueci de alerta-la mesmo que fosse muitas vezes fundamental.
Fui até ela disfarçadamente e a puxei pelo quadril que tanto balançava no meio da multidão. 
Eu: Fez o que combinamos? -murmurei em seu pescoço. 
SeuNome: Fiz. -respondeu maliciosamente e colocou a chave gelada em minha mão, tomei cuidado para evitar trocar olhares cúmplices com ela, saindo andando imediatamente em seguida. 
Danny: Ui que clima. -riu. 
Eu: Cala a boca. -ri baixo. 
Danny: Isso! Sabia que ela ia conseguir. -comemorou, mesmo sendo cedo pra isso. -Hora de encontrar a senhora Besley, meu amigo. -eu não podia vê-lo, mas sabia que tinha sorrido convencido. - Agora você vai passar pelo meio dessa gente, se escondendo das câmeras a sua esquerda, direita e oeste e seguir pela escadaria. Preste atenção para que ninguém te veja.

Consegui passar pela multidão animada e subir o mais rápido possível e sem ser notado até o andar de cima. Comecei a perambular pelo segundo andar com passos leves e ágeis, comuniquei o Dan onde estava que ia me dizendo que as portas pelas quais eu passava eram as erradas, e, aquele corredor tão extenso e deserto tinham dezenas delas. Tentava sempre manter a calma, quando percebia que minha pulsação saía do comum só respirava fundo e continuava meu caminho, não precisava que me pedisse para segurar a onda, na verdade antes eu havia pedido que ele se concentrasse mais em ajudar a SeuNome quanto a se acalmar se ela precisasse.

Danny: A sua esquerda. -olhei para onde ele sinalizou e havia uma porta. Me aproximei dela apertando a chave molhada de suor em uma das minhas mãos. Foi quando senti e ouvi claramente uns quatro canos sendo engatilhados na minha direção e coloquei as mãos pra cima em defesa, me virei devagar com um sorriso de canto no rosto, enquanto meu coração parecia querer explodir meu peito. 
Eu: Rapazes. 
XX: O segundo andar é proibido aos convidados. -o muralha de voz áspera proferiu sem um pingo de humor. Antes que eu pudesse ser morto a queima-roupa sem nem manda-los para aquele lugar antes, um segurança vinha até nós junto com uma mulher. 
Ela: Abaixem as armas. - gritou atrás de mim para os capangas.
Eu: Agora a festa está ficando boa. -ri e abaixei os braços, arrumando as mangas e fazendo a linha de cavalheiro. A mulher me analisou com a sobrancelha arqueada e o lábio vermelho em uma linha séria. 
Ela: Acho melhor se explicar se não quiser ser executado aqui e agora. -me encarava com uma postura forte e bem empinada. Se me olha é porque quer me dar...
Eu: Bom...-estalei a língua e abri a mão lhe mostrando a chave. 
Ela: Aidan Gavin? -pediu desconfiada e assenti lhe olhando nos olhos. 
Eu: Falei com o seu marido a pouco, ele falou que eu e meus caras até demoramos a chegar e que a nossa carga está esperando muito bem guardada, para o SEU bem, eu espero mesmo que seja verdade. -ela baixou a bola mas não saiu da pose. 
Ela: Eu, ahm...-falou com um pingo de insegurança. -Keyser me disse que o enviado do Mitchell teria uma cicatriz do peito, eu quero vê-la, sim?
Eu: Vocês Bresleys não tem mesmo um pingo de profissionalismo quando se trata de negócios, hein. -fiz pouco caso, tirando o terno e abrindo os primeiros botões da camisa branca. -E a senhorita nem sequer me serviu um drink antes. -resmunguei e ela analisou rapidamente a marca.
Ela: Estão liberados. -ordenou aos seguranças, que sem demora esconderam as armas e se retiraram. -Sinto pela confusão, sr.Gavin.
Eu: Ainda bem que eu sou paciente, não? -levantei a sobrancelha e ela se agachou um pouco para pegar meu terno no chão e me entregando. -Não vou contar ao meu chefe dessa vez.
Ela: Eu agradeço. -mordeu os lábios me olhou com cara de prostituta. Me perguntei se isso era bom considerando quem era seu marido. É ótimo! Eu possivelmente já estava ganhando a confiança dela.
Eu: Por que você não volta a aproveitar seus convidados e deixe eu fazer meu trabalho, antes que eu mude de ideia, hum? -murmurei e tive seu consentimento. Caminhei novamente até minha linha de chegada e destranquei, podendo ouvir a dobradiça gemer e dessa vez sem interrupções indesejadas, consegui abri-la.
Danny: Foi por pouco. 
Eu: Fica quieto aí. -sussurrei e adentrei a sala. 

SeuNome P.O.V's

Assim que a porta se fechou atrás de nós e adentramos o salão com mais algumas pessoas dei um jeito de ir sumir do lado de Zayn, explorando e cruzando a festa bem deslumbrada com a grandiosidade da mesma. Eram tantos eventos, mas, eu nunca cansava de me impressionar com o quão singular e perfeitas cada uma era. As luzes claras brilhavam iluminando o lugar, um lustre gigantesco de cristais reluzia acima da decoração e convidados que se divertiam sem parar. As paredes forradas por um papel de parede neutro seguia a intenção do dourado, branco e brilhante. Cores de roupas, vestidos, smokings, bebidas, jogos e dinheiro contrastavam e se intercalavam, fundiam e explodiam. Eu me sentia na terra da doçura e do perigo. Era incrivelmente nojento como pessoas corruptas tinham esses "palácios" na maior cara dura, ainda por cima dando essas festas. Em meu ouvido, a voz de Danny me mandava ter cuidado a todo tempo e evitar alguns lugares da área. Por mais que minhas mãos começassem a dar sinal de nervosismo suando dentro das luvas, eu sabia que ia conseguir. E esse pensamento das vitórias anteriores me dava uma confiança absurda.

Danny: SeuNome, segue para a parte Vip daí, você logo vai ver se andar reto até o fundo do salão. -respirei fundo e segui a instrução, logo percebendo uma parte mais alta do andar que era separado do restante por algumas faixas de marcação e dois degraus. Era óbvio que haviam seguranças e um deles me barrou na mesma hora que tentei passar dali. 
Eu: Calma, calma. Só estou procurando uma pessoa!
Segurança: Pessoas não autorizadas não podem passar daqui. 
Eu: Só estou procurando pelo anfitrião, pode me dar a informação ou vou ter que pedir a outro?
Segurança: Não sei dizer, mas não se encontra nessa área. 
Danny: Relaxa SeuApelido, não pira. -chiou -Ele está cumprimentando alguns conhecidos, vai chegar até você em segundos, mais ou menos uns cinco passos de distancia agora. -dizia disparadamente como se estivesse vendo por algum lugar, e sem dúvida estava. -Dê um jeito de esbarrar nele e roubar a chave. 
Eu: Pode deixar. -disse baixinho ao tomar distancia do degraus e da parte Vip. Logo avistei o cara que Danny me descreveu, tive certeza de que era ele porque andava cercado de gente e simplesmente porque se encaixava no perfil. Calculei os passos rapidamente e dei um jeito de trombar com ele no momento em que tentava entrar no espaço reservado. Fiz a expressão de mais surpresa e aborrecimento que pude improvisar, só não caí porque Keyser me segurou pela cintura e aproveitou o meu "deslize" para puxar-me para perto. E eu consequentemente consegui sua atenção pelo tempo perfeito em que minha mão conseguiu descobrir em qual de seus bolsos estava o meu pequeno e especial objetivo. Mas eu não consegui tira-la a tempo. Merda! -Por que não olha por onde anda?
-Perdão mocinha, você apareceu de repente, nem te vi passar. -disse sinceramente me analisando com atenção. -Infelizmente. -mordeu os lábios. 
Eu: Tá, tá, tanto faz. -respondi teatralmente mal humorada. 
Keyser: Ei, calma aí! -ele soltou um riso fraco e segurou meu braço quando eu fiz menção de continuar andando. -Tá tudo bem?
Eu: É da sua conta? Eu nem te conheço. 
Keyser: Está sozinha?
Eu: Com uma amigas, mas elas já arrumaram homens pra elas. -ele riu diante da minha cara de descaso e carência. Droga, será que eu era boa nisso? 
Keyser: Ora, então está sozinha. -um sorriso brotou em seus lábios. -Se quiser, pode vir beber comigo. Onde eu vou a qualidade é muito melhor. -me fiz de difícil hesitando, mas segui meu planejamento de última hora e o acompanhei até a parte mais reservada. Ali haviam menos pessoas, obviamente e era bem mais calmo. Nos sentamos em um dos sofás de canto perto da fonte de vodka. Sim, tinha uma fonte de vodka e segundo ele eu poderia encher meu copo quantas vezes quisesse. -Então, como se chama uma belezinha dessas?
Eu: SeuNome. 
Keyser: Bonito nome. Bem diferente. -sorriu. -Sou Keyser Bresley, dono da casa. Espero que esteja gostando do lugar.
Eu: Sem dúvida. -retribuí contra gosto. -Então estou diante do anfitrião. -fingi estar impressionada e ele assentiu envaidecidamente. Bebi apenas um copo de vodka, me policiando de que precisava estar clara da situação, não que ele não estivesse tentando me empurrar álcool a todo momento. Enquanto conversávamos, eu me fazia de difícil na maioria das vezes e tive sorte que isso só o atiçava mais em suas investidas, portanto ao notar sucesso, resolvi continuar. Eu percebia que Bresley era de certo modo introspectivo e calmo, mas ameaçador ao mesmo tempo. Dan estava calado e eu sabia que estava escutando cada palavra. É loucura. Mas quanto mais dizemos não para algo, mais todos querem. São tão estúpidos.
Keyser: Que tal...-mexia os lábios de um lado para outro, impaciente. -Eu te deixo em paz por uma semana se você conseguir ficar longe de mim por essa noite.
Eu: Não entendi onde eu saio perdendo. -respondi em um tom sexy, mordendo a ponta do meu canudo em seguida. Eu sabia que sua mão estava coçando para cutucar o meio das pernas. -Além do mais, você só me verá por essa noite mesmo.
Danny: Garota, acho que estou apaixonado por você. -riu alto em tom de deboche me causando uma leve dor e eu bati a mão na orelha por instinto, mas logo disfarcei o ato mexendo no cabelo. Não dava para o Dan ficar caladinho por enquanto? Não dá pra me concentrar na conversa do Bresley com homem falando na minha cabeça.
Keyser: Acho que se engana pois tenho programada mais três festas como essa em três lugares tão bons de Las Vegas que até Deus duvida. Tenho certeza que gostará dessa a ponto de vir ás outras. -mas não mesmo. 
Eu: Quem sabe...-sorri enquanto várias pessoas transitavam por ali, umas garotas quase esbarraram no sofá bem agitadas e ele tirou seu foco de mim por um instante. Cadelas. Sinalizei meu copo vazio e ele voltou a me olhar, dizendo que tinha algo especial e se levantou. 
Danny: Olha a hora, o Zayn já tá a trinta e quatro minutos de bobeira. Tenta agilizar. 
Eu: Tô tentando Dan. -respondi e agradeci mentalmente pelo barulho ali abafar o som da minha voz, por pouco Keyser não me escuta falando "sozinha" já que voltava para o sofá com a minha taça nas mãos. Estava preenchida por um líquido de cor ousada, um rosa tão fluorecente que não cabia ás cores liquidas mas por alguma razão estava ali. Seus amigos se juntaram a nós, mas não tão perto. Eles estavam espalhados por ali jogando, apostando e aproveitando das mulheres drogadas. Isso fazia o frio subir pelo meu corpo num sentimento desagradável. 
Keyser: Saiba, que você é que tem que se manter longe de mim e não o contrário. -deu um sorriso rude, voltando ao assunto.
Eu: Esperto. -fingi bebericar o conteúdo do copo. -Mas, o que é te evitar por uma noite se a recompensa será ficar sem você esbarrando rudemente em mim em suas outras festas? -falei, insinuando em minha voz segundas intenções. Minha cabeça só tentava achar a hora perfeita para meter a mão em seu bolso premiado. 
Keyser: Boa sorte, boneca. -passou os dedos grossos e cheios de anéis de ouro e prata pelos cabelos compridos. -Mas eu posso dizer o que eu gosto de fazer, sem problemas...O que eu gosto de fazer com as mulheres principalmente. -se aproximou com discrição. -Aliás, posso até te dar umas dicas de como uma mulher como você, pode esbarrar em um cara como eu da próxima vez. -aquilo era mesmo sério? Eu queria vomitar. Alguns de seus amigos deram risada, puxa sacos de merda. Ele me olhou da mesma forma que um predador olha para sua presa. Meu estômago se revirou e um dos caras a nossa volta sorriu um tanto bêbado.
XX: A tensão sexual entre vocês é tão, mas tão óbvia...
XXX: Acho justo a gente fazer um bolão pra saber quando os dois vão se agarrar. -outro falou, na maior cara de pau e eu ouvi Danny rir entre falhas no meio ouvido. Brincadeira viu. Sua respiração estava tão perto de mim que podia sentir seu cheiro de vodka e algum perfume masculino caro. Keyser colou facilmente seu corpo no meu e deixei rolar, seus amigos fingiam não ver nada, e talvez se vissem poderiam estar encrencados com ele. Mexi em seu cabelo comprido e castanho enquanto sua mão alisava minhas costas causando-me arrepios ao sentir as pontas grossas de seus dedos praticamente em minha pele. Meus dedos desceram propositalmente pelo bolso de sua calça e peguei a chave no mesmo momento em que dava um beijo em seu pescoço lhe focando a atenção ali, exatamente com Zayn me ensinou. Torci para que ele não notasse minha pulsação acelerada e me segurei para não respirar de modo anormal. Eu sabia que se Danny falasse qualquer coisa naquela hora, com aquela proximidade que eu estava de Keyser, que ele ouviria e me desmascararia. Tentei manter a calma e não pensar no quanto eu estava atrasada e nervosa. Nos separamos e eu me senti suja como da primeira vez, como se uma parte minha morresse ali. Me levantei arrancando meu corpo de seu toque, dando a desculpa de que precisava usar o banheiro e saí da área reservada, passando pelos seguranças imóveis. 

Olhei para os lados todo o tempo, inquieta, lembrando do cara que estava de olho em mim e Zayn quando estávamos entrando. Eu odiava essa paranoia ou sensação constante de estar sendo observada. Minhas pernas levemente fraquejaram diante da insegurança que me causou alguns minutos atrás o pensamento de que eu colocaria tudo a perder. Desci os degraus sentindo aquela pequena chave de bronze fria em meus dedos fechados de maneira que ninguém a visse. Avistei Zayn do outro lado do lugar, ele bebia champanhe enquanto me olhava vir em sua direção. Ele ficou parado, bebericando e me olhando, parecia até a droga de um cavalheiro. Senti calafrios, eu estava instável. Era como se pudesse sentir o seu toque, mesmo ele estando longe. Alguns corpos o cobriam de minha visão as vezes e antes que eu pudesse terminar o percurso até o outro lado, senti-me sendo tomada por braços urgentes e levemente aprisionada. 
Zayn: Fez o que combinamos? -as palavras foram brutalmente sussurradas em meu ouvido, e isso fez com que ambos nos arrepiássemos com o toque um do outro. Parece que é sempre assim quando estamos por perto. Fogo. Explosão. Tínhamos que dar um jeito nisso, mas não ali. 
Eu: Fiz. -sorri e tirei sua mão da minha cintura, entregando o objeto na mesma. Ele nem sequer me olhou mais uma vez, saiu andando e desaparecendo em meio a tantas cabeças.

E lá estava eu. Sozinha, olhando para as centenas de pessoas chatas pra caralho. Olhei para cima uma única vez para não dar na vista e o vi no fim das escadas. Respirei fundo. Eu sei que Zayn sabe se cuidar, que não precisa de ninguém e já fez esse tipo de insanidade várias vezes. Ele manipula todos de uma maneira brilhante, e sinceramente, em alguns momentos eu me sentia uma de suas vítimas e isso só me deixava confusa, eu preferia não pensar. 
A voz de Danny me tirou do transe, e me fez voltar a circular.

Danny: Malik? Está me ouvindo? -disse com certa interferência. 
Eu: Sou eu, idiota. 
Danny: Desculpa SeuNome, confundi os pontos. Ótimo, você foi ótima! -parecia animado. -Agora, por que não sai daí antes que o Bresley vá te procurar?
Eu: Tem razão. -procurei uma saída devagar, sem chamar atenção e achei uma porta que dava para a cozinha, da fresta da porta eu pude ver alguns chefes preparando aperitivos e pequenas comidas em bandeja, as mesmas que estavam circulando por aí. Achei banheiros e entrei em um menos cheio, para ouvir Danny me dizer as saídas possíveis dali. Quando saí, vi de longe Bresley e os amigos idiotas andando, apressei o passo tentando me esconder atrás das decorações e passar despercebida por ele. Que merda, fodeu. 
Danny: Você tem pouco tempo, por que a demora?
Eu: O Keyser me viu, ele vai vir até aqui, e eu não vou voltar para aquele lugar para ele passar a mão em mim. 
Danny: E as saídas que eu te falei? -sua voz se alterou.
Eu: Ele está no caminho, no centro do salão bloqueando todas! Dan! -murmurei desesperada, com resquícios de adrenalina dando sinal no meu corpo. -Rápido!
Danny: Argh! Sobe as escadas, mas evita andar por lá ou se aproximar do Zayn. -obedeci o mais rápido que pude, subi sem nem me preocupar com as câmeras ou qualquer outra coisa que não fosse me livrar das mãos ásperas de dedos macios de Keyser Bresley e suas cantadas bregas. -Respira baixo.
Eu: Estou fazendo o possível.
Danny: É bom começar a fazer o impossível. Vou tentar achar uma saída no segundo piso. -assenti com a cabeça, como se ele pudesse me ver. Me encostei na parede arriscando a mim mesma ser um ambiente mais seguro para acalmar o coração e ouvi um barulho vindo de uma parte do corredor. Queria muito ir até lá, mas poderiam ser os seguranças. Ouvi a voz de Zayn e em seguida a de uma mulher. Em seguida o barulho de salto alto batendo no piso e aumentando cada vez mais me fez varrer com os olhos o corredor em busca de um improvisado esconderijo. Não haviam. Me encolhi atrás de um enorme vaso com folhas grandes e cobri a boca com as mãos, apenas ouvindo o som passar por mim e desaparecer. Me levantei quando percebi que a barra estava limpa e segui a lembrança de onde a voz de Zayn antes vinha, segurando a ponta do longo vestido para me locomover melhor até a porta entre aberta. A abri e Zayn se virou colocando a mão sobre o peito numa respiração rápida. 
Zayn: Porra, que droga você tá fazendo aqui? 
Eu: Não consegui sair, estou fugindo do Keyser. -fechei a porta atrás de mim e ele suspirou. 
Zayn: Você sempre tem que dar dessas né caralho? 
Eu: Dá pra você se acalmar? -a sua volta haviam umas dez malas na qual ele estava desempilhando quando cheguei. Ele parou o que ia dizer parecendo ouvir algo em seu ponto com o Danny. -O que? -pedi apreensiva. 
Zayn: Temos quinze minutos ou nem isso pra sair daqui. Me ajuda a carregar essas malas. -assenti me aproximando. -Temos que joga-las pela saída de lixo e depois...-grunhiu ao soltar duas delas perto da porta. -Vazar desse lugar. 
Eu: E se algo der errado?
Zayn: Não vai dar. Só por favor, não paga pra ver. -ri. Ele falava como se fosse EU que fizesse coisas absurdas e imprevisíveis. Quando me certifiquei por pelo menos duas vezes de que o corredor continuava deserto, abri a porta e comecei a colocar aquelas coisas pesadas pra fora. -Hey, não precisa disso. -riu fraco. -Eu tenho permissão para tirar o carregamento daqui. 
Eu: Ah. -fiz bico. -Que sem graça. 
Zayn: Idiota. 

Tirei aquelas luvas quentes e senti minhas mãos finalmente livres, queria mesmo era rasgar aquele vestido para não precisar ficar levantando ele quando ia carregar as malas. Zayn me encarava de cima a baixo e isso era engraçado. 

Eu: Se concentra! -chamei sua atenção. 
Zayn: É difícil com você aqui. -falou nervoso. -Era pra já ter saído a um tempão!
Eu: Quer que eu pare de levantar o vestido? -tive seu olhar queimando sob mim novamente. 
Zayn: Não. -seu rosto se contorceu numa careta. -Pode continuar assim. -revirei os olhos tentando evitar o sorriso ao mesmo tempo. -Vai logo. 

Arremessamos as malas de couro marrom como o esquema dizia levando um certo tempo e faltava menos de três minutos para a meia noite e meia. Zayn pegou a chave da porta e falei a ele que usaria as luvas para fecha-la. Foi quando Danny começou a pirar do outro lado da escuta. 

Zayn: O que foi?! -respondeu juntando as sobrancelhas em confusão, eu me aproximei dele para ouvir. -O Jack já recolheu as malas no lixo?
Danny: Sai já daí! -gritava. -Você tem que sair daí imediatamente cara!
Zayn: Ainda temos tempo. 
Danny: Não! Você não entende porra! -sua voz estava alterada. -Acha a SeuNome e vaza daí.
Zayn: Ela já está comigo, do que você tá falando?! -haviam alguns chiados irritantes. 
Danny: O quê?! SeuNome, você fez o contrario do que eu pedi pra você fazer! -gritava nervoso -Tá louca porra?!
Eu: Calma Dan, tá tudo bem. -falei pelo meu ponto. -Nós já terminamos, vamos tentar sair por aqui. 
Zayn: QUE TAL VOCÊ ME RESPONDER?!
Danny: Zayn, o Aidan Gavin e os capangas do Mitchell chegaram! Acho melhor vocês sumirem. Eles vão subir em alguns segundos. -aquele calor horrível voltou em forma de terror corroendo meu corpo, meu coração acelerava sem parar e eu senti um medo inexplicável naquela hora. Os olhos de Zayn se mexiam freneticamente e eu sabia que ele estava tentando pensar na velocidade da luz em algo que pudesse nos tirar dessa. Ele assim como eu estava aterrorizado.
Sua mão procurou a minha e eu percebi ele estava gelado como um morto. Exatamente como um homem morto. Em seguida suas mãos seguraram firme as laterais do meu rosto e ele encarou meus olhos bem de perto, sua voz era de alguém que tinha visto um assassinato a sua frente.
Zayn: Confia em mim...? Você confia em mim? -pediu com desespero cru. Havia um grito preso na minha garganta, mas fiz que sim com a cabeça e ele tirou da parte interna do terno uma granada de mão, se posicionando ao lado da porta aberta. Sua testa brilhava de suor, ele começou a contar para si e eu me vi presa no tempo, numa câmera lenta febril e doentia, Danny gritava para que eu o impedisse de qualquer merda que ele fosse fazer e eu estava estática. Segurava o pino e puxando com um movimento de torção remove-o. O prendedor de segurança caiu, e ele ficou mantendo a pressão enquanto eu podia ouvir minha respiração tão alta quando meus batimentos em meus ouvidos. Ele ia nos matar. -5, 4, 3...
Eu: Zayn! -gritei nervosa e desesperada, sentindo tudo aquilo ir na minha voz. 
Zayn: CORRA SEUNOME! 
Eu: Mas e você? -ouvi barulhos na escadaria e isso só piorou tudo. 
Zayn: Só corre! -me encarou e respirei fundo. -2, 1. -ele jogou a granada para dentro da sala dando um passo rápido para frente, flexionando levemente os joelhos e voltando para trás. Não perdi tempo para me proteger, corri e Zayn fez o mesmo logo atrás de mim e saímos voando dali durante os quatro segundos que aquela sala levou para explodir. Senti seu corpo se jogar em cima de mim com tudo ao ouvir o barulho estrondoso no corredor, ficamos abaixados por algumas frações de segundos para evitar alguns estilhaços, ele não me deixou levantar a cabeça para ver e quando ouvimos os passos nas escadas que antes recuaram com a explosão agora vir atrás dela, nos levantamos desajeitadamente, Zayn me puxando tão forte pelo braço que eu sentia que podia quebra-lo enquanto corríamos, sem pudor algum, pelo lado contrário do corredor que devíamos. Ele estava nos levando em direção aos capangas do Mitchell ou eu estava ficando louca? Porra, esse cara é louco, completamente louco! Zayn me puxou com violência pela escadaria abaixo batendo no caos da aglomeração de pessoas, passamos tão rápido pelos capangas do Mitchell que eles mal nos viram em meio a tanta gente. Eu sabia, Zayn sabia, todos ali sabiam que o alarme ia tocar a qualquer momento desde que a explosão aconteceu mas o pânico das pessoas pelas quais passávamos estava incontrolável. Passamos pela porta da frente juntamente com muita gente que corria da casa e já longe dela, ouvimos o alarme balançar as paredes. 
Ou era só a minha visão chacoalhada enquanto colocava os pulmões para fora sendo puxada por aquele psicopata doente. 

No asfalto da rua nós não diminuímos o passo e eu ouvia o som horrível dos meus saltos quebrando e a dor de correr tão rápido e desequilibrada era imensa. Alcançamos o carro e entramos nele, Zayn o ligou e pisou tão fundo que poderia fazer um buraco no chão do carro. Eu simplesmente não podia respirar e minha boca necessitava estar aberta, abri o vidro enquanto me perguntava como ele conseguia dirigir daquele jeito. Suas mãos tremiam no volante e sua respiração ofegava sem pausa. Tantas perguntas sem resposta na minha cabeça me faziam desconfiar dele, querer esmurra-lo por me fazer achar que íamos morrer e...eu não sei. Não conseguia pensar direito. Depois de um bom tempo, que sua voz já tinha se acalmado e os dedos funcionavam normalmente, Zayn deu um suspiro e um grito selvagem de vitória enquanto entrávamos na auto estrada. 
Zayn: QUERO VER QUEM VAI ME PEGAR PORRA! -ria de um jeito libertador. 
Eu: Por favor. -quase gaguejei virando a cabeça em seu ombro. -Me leva pra beber. 
Zayn: Vou fazer mais do que isso. -moveu os lábios, mas não pronunciou a frase em voz alta.

CONTINUA...

16 comentários:

  1. mais um capítulo maravilhoso como sempre, mano QUE FODAAAA, quanta adrenalina asdfghjklç melhor fanfic de todaaaaaas, continua Lizzy <3

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  2. Continua 😍 q capitulo mais pft

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  3. EITAAAAAA AI JESUS QUE CAPÍTULO FODA! CONTINUA LOGO! MEU DEUS! QUANTA ADRENALINA,MEU DEUS! MEU CORAÇÃO! CONTINUA LOGO! AMOOOO ESSA FIC!! SOCORRO

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  4. Posta o capitulo 40 pls lizzy

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  5. Essa é a melhor fic ever ❤

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  6. Não tenho nem palavras pra dizer o quanto essa fic é incrível kkk 😍 espero q contiu

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  7. Caraaaamba ! Q capitulo foi esse? Lizzy vc arraza nessa fic eihm? Kkkk ❤

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  8. Meu Deus! Eu não tenho palavras para essa história! O personagem principal é incrível, e o ponto de vista da SeuNome sobre ele também. Essas mudanças de humor pela qual Zayn sofre, as coisas imprevisíveis que ele faz e é uma característica notável de um bad boy, faz os leitores ficarem divididos entre a admiração pela mente brilhante dele e ao mesmo tempo pelo desprezo das coisas idiotas que ele faz. Absolutamente maravilhoso.

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  9. Oi linda!vida sem internet é o cúmulo -_- Enfim eu consegui e vc está de parabéns 😤 eu amo a fic mas quando tem esses tipos de capítulos que envolvem ação tudo fica melhor 👌 amei ❤❤❤❤
    XX:Ana❤ bjs

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  10. Oi continua linda tá MUUUIIITTTOO BOOOMMM

    -eu queria saber se vcs tipo podiam dar dicas de como fazer capa de fic ,pq as capas aqui do blog são maravilhosas!! BJS

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  11. Lizzy a sua fic tem grupo no whats??

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