Survive - Capítulo 02

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"Bem- vindos"

Você P.O.V
Estava preste a apertar a campainha quando um senhor de meia idade , um homem de sorriso gentil, girou a maçaneta. Era um homem abaixo de seu peso. Um senhor de estatura média vestindo-se elegantemente de terno e gravata. Um senhor de idade com a sua barba tão branca como as nuvens. Analisou-me. Seus olhos azuis me penetravam lá no intimido, recuei-me, entretanto  permaneci à sua frente. Ele abriu  seu lábio em sorriso, seu dente branco era perfeito, tão alinhado e impecável, que era difícil não olhar. Aproximou-se com a ajuda de  sua muleta.  Vinha com um pouco de dificuldade. Uma perna mancando, maior que a outra, certamente. 

-Olá - cumprimentou-nos gentilmente - No que posso ajuda-lo?

Silencio. Era uma figura extremamente estranha, não era possível ser real, quem estaria vestindo-se elegantemente no meio de tanta destruição? só podia ser um insulto! Sua expressão de calma me deixava ainda mais confusa. 

-Estamos cansados - admiti.
Depois de um momento de silencio continuei:
-Ela precisa de ajuda - olhei mamãe, que parecia dormir agora - Não temos recursos , estamos desprotegidos. 
-Oh, certo - ele riu descontraído - E você acha que este seja um lugar seguro? 
- E não é? você tem muros altos, cercas, e um teto, além do mais veste terno e gravata, olhe em volta, você vê algo melhor que isso? -dei de ombros. 
O homem sorriu pra amenizar a situação.  
-Eu gostei de você - mediu-me - Tem o que procuro. Vocês - olhou pro Luke - Podem ser úteis. 
Não entendi o que ele quis dizer, mas não tinha tempo pra conversa fora.
-Que seja, só te peço que ajude-a viver.
-Temos recursos  - ele admitiu - Mas nunca sabemos até quando pode durar. Talvez, não seja o suficiente para mante-la viva -seus olhos grandes analisavam agora minha mãe - Ela pode morrer a qualquer momento, e francamente, não queremos desperdiçar remédios. 
Percebi um pouco de tristeza em sua voz. Engoli em seco. 
-Eu faço o que quiser, desde que me garanta que vai fazer de tudo para ajuda-la. 

O senhor de meia idade sorriu abertamente com a ideia. Comecei a sentir a pele do meu rosto queimar, logo em seguida Luke beliscou meu braço como me advertendo. Eu o olhei de solai-o com quem diz " Relaxe, eu sei o que to fazendo" Isso não pareceu tranquiliza-lo. O homem segurou fortemente sua muleta, e logo depois exclamou: 

-Feito! Entrem - ele deu caminho - Sejam bem- vindos ao castelo sobreviventes. 

Após o primeiro passo, pude sentir uma camada de ar quente me envolver, era o calor de uma linda lareira , estava embutida perfeitamente no canto posterior do cômodo, a sua frente uma enorme mesa de madeira acompanhada de 7 cadeiras de modelo antigo o ajudava a  enfeitar. Sob a mesa havia vários tipos de velas, porcelanas e talheres. Um grande tapete era estendido, combinando propositalmente com o piso de madeira. Quadros e mais quadros antigos nos cercava, entre eles pude notar algumas obras de artes também, como quadros de Leonardo da Vinci; Michelangelo Buonarroti; Pablo Picasso; Sandro Botticelli; Vincent Van Gogh e muitos outros. Livros eram espalhados por uma superfície de granito posto calculadamente perto de uma enorme lança de escada cujo o modelo zigue-zague fez-me sentir-me tonta. Fiquei atentada a ir até lá, era tudo tão maravilhoso que um sorriso bobo se formou em meus lábios. Surreal ,  não  tinha palavra melhor. Meus olhos não podiam acreditar no que viam, era completamente impressionante

O velho soltou um riso divertido ao assistir nossas expressões, logo depois tratou de vir em nossa direção fechando cuidadosamente a porta atrás de si. Ele caminhava com dificuldade, mas tinha uma boa habilidade, ele parou entre mim e Luke - Luke permanecerá em silencio, isso não era um bom sinal - De qualquer modo, não tínhamos opção. O velho de terno olhou Liz, depois esticou sua mão para toca-la. 

-Posso? - ele pediu.
-Não - Luke se apressou em por.
-Lembre-se do trato meu garoto - ele sorriu seu sorriso simpático.
-Se machuca-la - Luke rosnou em ameça.
-Eu sei, você corta a minha cabeça.
-Isso.
-Eu preciso leva-la para o andar de cima - ele, cuidadosamente, começou a puxar mamãe dos braços de Luke.
-Você não quer saber nossos nomes? - ainda encantada com o que via, perguntei. Ele deu um meio sorriso e respondeu:
-Não se preocupe com isso, eu sei o bastante sobre vocês. Mas, de qualquer modo, em trinta minutos, após fazerem uma bela refeição, eu estarei em meu escritório..
-Você tem um escritório? - Luke, incredulamente, o interrompeu.
-Sim, tem algum problema bom jovem? - o homem estreou os olhos azuis para Luke, de maneira divertida. Depois de obter um resmungo de Luke continuou: - Lembre-se:O trato!

Então com as pontas dos dedos o homem tocou gentilmente a pele sensível da testa de minha mãe. Magicamente, uma corrente de energia foi estabelecida a sua volta. Uma luz ofuscante machucou meus olhos e eu cai no chão assim como Luke. Quando me recompus não o avistei em parte alguma. Luke imediatamente levantou, sacou a sua faca e ficou em posição de ataque. Deu um giro em torno de si,  voltou -se pra mim com o seu rosto avermelhado.

-Eu sinto o cheiro, não estão longe - informei Luke.
-Se acontecer qualquer coisa com ela.. - ele rangeu os dentes.
-Você nunca vai me perdoar - eu finalizei sua frase, logo depois fiquei de pé na sua frente- Se eu não soubesse o que estou fazendo eu não colocaria você e mamãe aqui.
-E o que você tá fazendo? - perguntou nervosamente.
-Tentando mante-los vivos - sussurrei, depois abaixei meu rosto.
-Não percebe que...
- Que esse lugar não é real?
-É.
-Sim, eu percebo.- levantei meu rosto para fita-lo.
-Então porque confia..?
Queria saber como responde-lo. Uma energia forte nos mantinha a salvo aqui, uma corrente poderosa o bastante para nos manter  vivos. Não sabia como explicar. 

-Porque isso é o mais perto que podemos alcançar de um lar agora -gif.
-SeuNome - Luke deu um passo na minha direção - Você confiou a vida da mãe nisso - lembrou-me - Não sabemos seu nome. 
- Bürckle, Eamon Bürckle é o seu nome, ele não é muito sofisticado?  - um riso rouco preencheu o comodo, rapidamente vire-me para olhar, acompanhada de Luke, que já mantinha sua faca mirada. 
-Quem é você? - arregalei meus olhos assustada.
-Harry Styles - o garoto sorriu largo, formando duas covinhas em sua bochecha. 

Suas pernas cumpridas estavam cruzadas de maneira relaxada. Um livro descansava em seu colo,  um óculos feio de leitura caia da ponta de seu nariz. O garoto o tirou do rosto. Estava instalado em um poltrona de leitura, ao lado da escada, me perguntei brevemente se ele estaria ali o tempo todo, ou, se tivesse simplesmente brotado do chão. Ele riu. Seu riso era estranho.
Logo depois passou a mão em seu cabelo, que era de um castanho escuro brilhoso, onde destacava-se seus caxos, de maneira quase angelical. Seus olhos eram cor esmeralda, acompanhados de cílios curtos. Seu nariz um pouco largo desenhava seu rosto de maneira proporcional, seus lábios avermelhados chamavam atenção, assim como o formato de seu rosto quadriculado.  Ele notou meus olhos em cima de si e logo sorriu de maneira maliciosa. 
-Err - senti meu rosto queimar - Como veio parar aqui? 
-Como todos - ele respondeu como se fosse óbivio. 
- Todos? Tem mais pessoas aqui? - Luke perguntou agora. 
-Tem - gif. 
-Mas... eu pensei que.. - minha frase morreu no ar, palavras fugiram de mim.
-Que todos os seres vivos estariam mortos?- Eu assenti. Harry continuou: - Você tem razão, grande parte foram mortos, entretanto , uma minoria continua viva. 
-Como? - Luke franziu a testa. 
-Magia - Harry respondeu. 
-Magia? - ajuntei meu cenho em confusão. 
-Não finja não saber - Harry sorriu malandro - Você sabe muito bem que não é como as garotas de sua idade, a prova disso é você estar viva agora. Não teria sobrevivido se fosse uma mera adolescente normal.
-Eu sei, mas.. - mordi meu lábio. 
-Vocês - Harry intercalou seu olhar entre mim e Luke- Estão seguros agora. Estamos juntos. 
-Patético - meu irmão revirou os olhos - Nunca estaremos seguros, patético - repetiu. 
-De fato! no entanto, não são os únicos com habilidades especiais. 
-Do que está falando? 
-Magia. 
O fogo da lareira apagou, uma corrente de ar frio nos envolveu, meu corpo tremeu de frio. Ainda com um sorriso estranho, Harry nos conduziu até uma especie de cozinha, por sorte estava vazia, ele nos serviu sopa, pães e legumes, eu e Luke comemos abundantemente, meu estomago pareceu gritar de alegria. Depois de ter terminado meu segundo prato, Harry nos conduziu até um corredor. O corredor era gigante, o teto era alto demais e muito mal iluminado, tinha salas para todos os cantos era muito silencioso. Conforme nós três andávamos luzes eram acessas, com certeza não parecia com o castelo que vimos do outro lado dos muros, aqui, era completamente diferente. Cocei meus olhos três vezes, e nada mudará.
Harry nos conduziu  até a última sala daquele lugar, confesso que já me encontrava sem fôlego tirando a dor nas pernas. Ele bateu na porta com cuidado , depois ouvimos uma voz  rouca do outro lado nos chamando. Harry fez um sinal para  irmos em frente.  Ao dar um passo adiante a porta automaticamente se abriu. Destacando-se atrás de uma mesa Eamon Bürckle que sorriu amarelo, depois, fez um sinal para que eu e Luke nos sentávamos à sua frente e assim que puxei a cadeira senti um tremor em meu peito.
Pude reparar que atrás de Eamon uma enorme estante se expandia, exibindo milhares de livros grossos, me perguntei se ele já tinha lido todos, ou, se era apenas uma coleção. Não tinha certeza. O ambiente era muito sofisticado, era muito difícil acreditar. Em toda minha vida nunca me deparei com nada tão belo

-Onde você a levou? -luke rosnou, me tirando de meus desvaneio. Eamon sorriu, contudo, sabendo exatamente de quem meu irmão se referia: Mamãe.
-Ela está segura, já foi medicada -ele cruzo sua mão sob a mesa -Está dormindo.

Um forte alivio se apoderou de mim, o ar pareceu mais leve.

 -Não foi pra isso nos deixou entrar entrar aqui, não é? - Luke observou.
-Não.. - Eamon admitiu - Eu preciso de vocês.
-Não entendo. Você tem tudo aqui, porque precisaria de nós - coloquei.
-Estamos sob ataque - ele apertou os dedos - Meu castelo está sendo ameaçado.
-Por eles? - Luke sussurrou.
-Sim - Eamon tinha um tom de tristeza -Eles voltaram atacar, e dessa vez, preciso de cobertura.
-Como podemos ajudar?
-Eu quero estudar suas habilidades -alisou a sua barba.
-Que?
-Você tem um acordo comigo -ele me lembrou - E se não cumprir, sua mãe morre.
-Eu sei - revirei os olhos.
-O que você pretende fazer? - Luke perguntou.
-Boa pergunta garoto - ele piscou pra Luke.
-E?
-Vou aprimorar suas habilidades!
-Como?
-Tecnologia - ele piscou gentil.
-Tecnologia? - Luke riu sarcástico -Você já deu uma olhadinha lá fora Bürckle? Você só pode tá brincando, que palhaçada é essa afinal?
-Veiam- levantou-se de sua cadeira, estendeu a mão e sua muleta parou perfeitamente ao seu lado. Ele sorriu grato e começou caminhar até a porta- Tenho um mundo bom para apresentar a vocês. Ou talvez... Nem tanto.
CONTINUA...
Olá pequenas! Atrasei um pouquinho, mas trouxe o cap 02 :)No proximo tem surpresinha, NÃO PERCAM!! bjoooooss na testa. 
 
Liam sendo Liam jshdhsdhdkhdkhjh Um ooi pro Nialler la atrás \O/

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