Badboy of' Mine - Capítulo 38 -Parte 1

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- Você é fodido, você é brilhante

O melhor truque que o diabo já fez foi convencer ao mundo de que ele não existe. - The usual suspects

SeuNome P.O.V's
jh
Os dois dias que se seguiram foram uma completa contradição. A essa altura todos naquela bendita casa já estavam sabendo do inusitado na garagem de Colin Carrington e acabaram aceitando o fato de que eu matei o perseguidor daquela amiguinha de Zayn praticamente gratuitamente. Isso certamente me incomodava mas decidi deixar esse assunto de lado da maneira que pudesse. Depois disso o próprio Zayn não quis mais falar no assunto, quando os garotos ou Piper lhe perguntaram, Segundo Jack bêbado na noite seguinte, o amigo só devia estar se sentindo ameaçado por não ter tido coragem de matar o homem. Disse também que talvez ele jamais aceitasse que não teve a coragem, e me deixou fazer por si. Quando estávamos voltando de Summerlin naquela noite Zayn recebeu o telefonema de Colin dizendo que os restos do corpo não eram mais problema. Assim, eu me sentia mais tranquila. 
                      Subi as escadas sentindo meu sangue correr frenético envolvido na adrenalina causada quando como alguém acaba de sair de uma discussão, levemente agitada enquanto subia as escadas abruptamente em busca do quarto de Danny. Dei um toque forte e abri a porta anunciando que estava ali. 

Eu: Danny, eu preciso falar com...-antes que pudesse entrar percebi que um lençol foi puxado brutalmente para cima e um grunhido de susto soou alto. -Oh! -levei a mão a boca constatando a nudez de ambos que tinham falhado em esconder. Ali estava Danny com a enfermeira que Logan mencionou em alguma tarde dessas, Karine. -Merda! Desculpe, me desculpe...-disparei me virando imediatamente de costas para eles e de frente para a parede azul pastel. -Não sabia que você estava acompanhado. 
Danny: Droga SeuNome, tem que ser agora? 
Eu: Sim, por favor. -ele inspirou e ouvi seu barulho constatando que tinha se levantado e estava se vestindo. -É só um minutinho. Desculpa. -o braço de Danny me guiou para fora do quarto e Karine estava coberta com o lençol. -Olha, foi um prazer! -disse antes de que ele fechasse a porta atrás de nós e pararmos ali no meio do corredor. Eu ainda estava agitada. -É bom ser importante.
Eu: Dan, você falou que estava me devendo uma.
Danny: Quando?
Eu: Naquele dia que foram no hospital e conversei com a Debora, não se faça de sonso. 
Danny: Ahh...-fez uma careta misturada com manha em sua voz. -Vai sobrar pra mim. 
Eu: Eu só preciso saber onde fica uma das boates que o Andrew Payne comanda onde um amigo e fornecedor dele de explosivos em geral está. -ouvi sua risada, mas não havia maldade nela. 
Danny: Ta doida? Pra quê? 
Eu: Preciso chegar nesse lugar antes do Zayn. -falei convicta. 
Danny: Sério, eu quero muito saber o que está acontecendo entre vocês dois, parece até que piraram de vez, ainda nem superamos que você matou um cara por causa de uma promessa para uma conhecida do Zayn, estão virando matadores de aluguel é? -ralhou. -Temos problemas reais aqui.
Eu: Não é nada disso. -ri, cruzando os braços abaixo dos seios, usando minha própria postura de escudo contra suas palavras. -Isso tem haver com ele querer pegar uma carga do Charlie Mitchell, que está na festa de um tal de Keyser Bresley e a esposa dele. Pelo visto quer usar alguma granada em alguma coisa. -falei parecendo tão confusa quanto ele.
Danny: Ele só contou pra você?
Eu: Sim, mas vai contar a todos depois.
Danny: E imagino que o sr. Payne não saiba nada das maluquices que Zayn planeja né? -assenti. É claro que não sabia. 
Eu: Obviamente ele não sabe de metade das coisas que fazemos, e o filho dele, Liam, só continua nos ajudando esconder. -disse impaciente. -Você vai me ajudar ou não a chegar nessa boate?

          Danny acabou cedendo depois de hesitar bastante e me passou o endereço do lugar, até mesmo se ofereceu para me acompanhar até lá mas eu recusei e falei para ele voltar a fazer sala (lê-se quarto) para a nova gatinha dele. Acabei por não conseguir chegar a tempo de impedir Zayn a fazer a besteira de comprar aquela merda de explosivos e nem precisei entrar na boate propriamente dita para constatar isso. Eu o encontrei em alta velocidade pouco antes de chegar lá, e ele já estava saindo. Tentei fazê-lo encostar o carro para conversar comigo ou até mesmo atender a ligação que fiz mas nada. Zayn fingiu que não havia me visto. Eu realmente não fazia ideia do porquê de desde anteontem ele estar encucado com essa história estranha de roubar carga do Michell assim do nada. Claro que nós estávamos em uma constante disputa mas devia ter uma razão para ele querer isso agora. E isso nos fez discutir pela manhã e me levar a Danny para usar o meu favor que nem sequer valeu a pena. Zayn não me daria ouvidos, ele seria indomável até o momento que quisesse. Isso era uma das coisas que mais me deixava puta. 
                                                   Durante o início da tarde rodei por um tempo naquele jardim enorme, tirando fotos das coisas que achei por instinto bonitas, as fileiras de flores que eram bem cuidadas mesmo com o clima extremamente seco da região. Era um bom lugar para passar o tempo, ficar sozinha comigo mesma mesmo que não fosse aconselhável andar sozinho por muito tempo na nossa própria mente. Era ridiculamente perigoso. Tive que aprender isso a força nos últimos meses. A consciência podia matar mais que mil pistolas. Mas enfim, eu podia esquecer um tempo os problemas. Me sentei um tempo na grama rala e bem cuidada fotografando o lugar e pequenas coisas aleatórias. A vista dali era incrível depois do portão, onde agora havia seguranças contratados diretamente pelo Zayn sem que Payne soubesse, eu acho. Segundo ele nós precisávamos cada vez mais de segurança de ultima geração na casa e seguranças ali fora também para a nossa proteção. As casas em volta eram gigantes, mansões ao lado de mansões. Um tanto enjoativo depois de tanto tempo. 
Assim que entrei dentro de casa fui até a mesa onde Piper e Jack estavam em uma conversa alta e animada, bebendo coca-cola e havia um colar maravilhoso no pescoço dela que até então eu nunca havia notado. 
Piper: É, acho que quase ninguém conhece essa lado do Jack que cozinha bem e dá presentes. -ouvi-a rir respondendo minha pergunta instantaneamente. 
Jack: Ô SeuNome, senta aqui com a gente. -disse antes que eu subisse as escadas. Concordei e andei até eles, me jogando rapidamente ao lado de Jack. 
Eu: E aí casal. -havia comida na mesa, e eu estava com fome mesmo já tendo almoçado. O cheiro era bom mesmo, mas o gosto já não sei. O Jack assim como todos na casa sempre se queixava em manter a limpeza do lugar e ele nunca tinha cozinhado já que quase sempre pedíamos comida ou comíamos fora. 
Eu: Hum, estranho. -ele me olhou. 
Jack: Estranho? Como? Tá bom né?
Eu: Ruim Jack, meu Deus. -fiz careta torcendo o nariz. -Pior que o macarrão do Malik. -comecei a rir pela cara que ele fez. -Tá ótimo idiota, mandou bem. 
Jack: Imbecil. -riu. Ficamos comendo e jogando conversa fora até Piper começar a se sentir incomodada e se afastar de Jack em seguida. Dava para ver minutos antes que ele ficava se esfregando nela de baixo da mesa, mas fingi não notar. 
Piper: Você não muda não é, Jack? Não pode dar a mão, que você quer o braço...
Jack: A perna, o corpo inteiro. -disse e tentou alcança-la, mas Piper fez um charme desnecessário. Ué, mas eles não estavam juntos de novo? Qual era a frescura dela que afinal nunca teve isso? Tudo bem que pra mim ficar ali de vela não era a coisa mais agradável do mundo. -A culpa é sua que fica me provocando. -ela riu parecendo se lembrar de algo e lhe deu um selinho. Garota esquisita. 

Logo Danny que parecia ter resolvido passar o dia com Karine no quarto dele, desceu, para pegar algumas coisas na cozinha e foi a primeira vez que reparei no corpo do rapaz que estava só de calça de moletom e várias marcas de batom pelo pescoço. Ele tinha um tanquinho abençoado, qualquer uma gostaria de lavar umas roupas ali, se é que me entendem. Karine tinha sorte, além de tudo Danny era uma pessoa incrível.

Jack: Olha lá quem tá dando um trato na enfermeira. -riu. -Não foi tão ruim assim levar aquela facada, fala sério.
Danny: Dá pra você ter um pouco de respeito com ela? -Jack levantou as mãos em defesa e olhou pra mim. 
Jack: Olha gordinha, eu não vou te carregar depois que nem conseguir mais andar de tanto comer a minha arte.
Danny: A sua arte? Essa comidinha? -riu cheirando o ar. 
Eu: E gordinha é sua mãe, filho da puta. -completei com a boca meio cheia. 
Jack: Não mexe com a velha não, meu. -ri e Danny saiu da cozinha correndo estranho (alerta de pau duro), nos deixando rindo ainda mais da situação.

Ouvimos o interfone tocar e Jack atendeu. Eu e Piper ficamos lhe olhando ansiosas, e assim que desligou disse que Zayn queria falar conosco na garagem. Fiquei hesitante, mas acabei indo seguido eles. Chamei Dan também, o interrompendo com sua garota pela segunda vez. Descemos até a garagem, e a medida que nos aproximávamos, atrás dos carros -um deles aberto e era o dele- estava Zayn. Logan e ele mexiam em coisas ali no porta mala, o que me fazia pensar ser o que ele conseguiu com o amigo de Payne e eu não pude impedir. Não podia ser coincidência. Ele ia falar daquele plano idiota que nos fez discutir de manhã.
Assim que comecei a ouvir as suas palavras, tive certeza. Qual era a dificuldade de Zayn de ficar parado? Ele sempre precisava estar fazendo alguma maldita coisa? 

Zayn: É sim um golpe, mas que vai nos ajudar no que realmente precisamos. -respondeu a pergunta de Logan.
Jack: Cara mas isso é uma completa idiotice, a gente tem munição o suficiente. 
Zayn: Eu sei disso. -andou até painel de chaves na parede verificando ali. -Mas causar essa dor de cabeça no Mitchell não seria nada mal.
Jack: Essa sua ideia de ultima hora não faz sentido! Pra que roubar essa merda?!
Zayn: Não é pra fazer sentido pra você. -respondeu direto. -Considere a ideia de que é pelo Frank.
Jack: Pelo Frank? Ham. -balançou a cabeça. -Não sei não. 
Zayn: E você acha que eu sou um retardado qualquer que vai lá sem um plano elaborado? É claro que eu já pensei em alguma coisa. -ele me olhou com aquela cara de psicopata gostoso e eu só revirei os olhos e fingi nem prestar atenção. Eu já sabia o que diria, aquele discursinho que me fez mais cedo. -Keyser Bresley vai dar uma festa amanhã, ele é patrocinado por Mitchell e há uma carga de armas do desgraçado na casa do Keyser. Essa carga é muito preciosa. Não é muita, claro, eles não chamariam tanta atenção. Vocês devem estar se perguntando, já que é tão pouca coisa e já temos muitas armas, porquê seria tão preciosa assim? A resposta é simples, meus caros, não por causa das armas em si, mas por serem daquele verme. Só por serem dele. Elas tem que sair de lá exatamente amanhã, depois da festa, ou seja, não temos muito tempo para pega-la. Temos que agir antes que os capangas do Mitchell apareçam para buscar, ou melhor dizendo, durante o evento. Eu vou me passar pelo chefe deles, o Aindan Gavin que tem uma cicatriz no peito e é o queridinho do chefe. Subornei e sumi com uma das empregadas do Keyser ontem mesmo para descobrir que somente o cara com essa cicatriz pode pegar a merda toda. Então eu vou recria-la em mim, pegar a carga fingindo ser ele e saímos. Quando os reais capangas dele forem buscar, vão ter a notícia de que "um cara de cicatriz" já passou ali para pegar o carregamento. Essa informação chega na hora ao Charlie Mitchell e ele sendo esperto como é, sacará na hora que fomos nós. 
Eu: Você quer irrita-lo. -completei resumindo aos ouvidos dos outros.
Piper: Você ama brincar com fogo não é, Malik? -parecia inquieta.
Danny: Ahm...-parecia processar toda a informação. -Como você descobriu essas informações?
Zayn: Esqueceu que eu sou o dono do mundo? -riu.
Logan: Se estamos aqui é porque você quer que participemos. 
Danny: Esquece, é muito arriscado. Não faço mais isso. 
Zayn: Você sempre fala isso. "Estou fora", "Nunca mais", "Desisto". E todas as vezes você acaba fazendo, então me poupe de ouvir isso mais uma vez. 
Logan: Terão que matar alguém? 
Zayn: Faremos o possível para não ter. -riu, como se aquilo não dependesse dele. -Eu também não quero ter que matar ninguém, nunca mais, mas o problema agora é que é matar ou morrer. Vocês escolhem.

Não havia menos barbárie nas nossas ações do que nas do inimigo. Talvez não. Eu não saberia dizer. Na minha visão não havia nada de civilizado. Em nada daquilo. Mas se eu abrisse a boca ele cuspia seus comentários irônicos e me chamaria de pacifista. 

Piper: Na casa dele não tem câmeras não?
Jack: É claro que tem. E em todo canto. -disse como se conhecesse o cara da mesma forma que Zayn. -Mas a gente consegue interceptar a sala de segurança dele e não terá nenhum segurança espertinho para impedir vocês e nem ter reprise da festa. -eu ri sarcástica atraindo o olhar de Zayn.
Zayn: SeuNome, eu conto com você?
Eu: Olha nós já falamos sobre isso, eu não acho boa ideia. -seu olhar me encarava como se ele estivesse procurando o que falar, a melhor maneira de me manipular. Oh Zayn.
Logan: Onde as granadas entram nessa história toda? -apontou para o porta malas. 
Zayn: Isso é comigo. -respondeu e meu polegar massageou uma de minhas têmporas. Suspirei considerando as minhas opções. 
Eu: Okay, eu faço. 

[...]

                     Saí do banho na manhã seguinte enrolada na toalha e com muitas coisas em mente, a claridade invadia por inteiro meu quarto o tornando um cômodo alegre, mas não era só isso que o tornou iluminado naquele momento. Ali estava Zayn, jogado de qualquer jeito na minha cama, todo folgado e mexendo no celular. Ele subiu os olhos pra mim quando fiz um barulho de propósito e sua expressão natural mudou para um sorriso. Fui até ele e Zayn me puxou pra ele, sentando na cama e empurrando algo para trás de si, mas encarei como impressão. Agarrou minha cintura agora mais baixo que eu já que eu estava de pé. Abracei seu pescoço e nossos lábios se sugaram com ferocidade. 

Eu: Poxa, eu ia me vestir agora. -disse ao conseguir respirar bem novamente.
Zayn: Nada que eu não tenha visto. -riu safado e me afastei antes que sua mão puxasse minha toalha. 
Eu: Zayn, é sério, dá licença vai.  -ele se levantou com uma caixa nas mãos suspirando fingidamente triste. 
Zayn: Que pena, então você vai ficar sem a sua surpresa. -alcancei sua cintura antes que ele chegasse a porta -Zayn volta aqui! -rindo, tentei o puxar de volta. -Que surpresa? 
Zayn: Não, não, é melhor você se vestir mesmo e ir fazer suas coisas. -fez charme e colocou a caixa para cima de maneira que eu não pudesse alcançar quando tentei pega-la.
Eu: Ahm? Quem disse que eu quero me vestir? -disse fazendo força com os pés para tocar a caixa, mas ele estava é se divertindo com isso, principalmente quando minha toalha caiu com os pulos que eu dava.
Zayn: Olha aí, a toalha caiu. Que corpinho hein. -assobiou. -Mas como eu disse, nada que eu não tenha visto.
Eu: Vai se catar imbecil.
Zayn: Gata, se continuar assim eu vou é TE catar. -disse analisando meu corpo. Me enrolei na toalha e ele ficou tentando inventar mil pessoas para quem devia dar o presente. -SeuNome? Rola um strip?
Eu: Amigo, eu vou colocar a roupa e não tirar.
Zayn: Vamos ver então. -me alcançou colocando-me no colo e gritei instintivamente sendo jogada com delicadeza na cama. Zayn se jogou ao meu lado e colocou a caixa na minha frente. O olhei orgulhosa e comecei a abrir. Gravado na tampa estava o nome de uma loja bem cara, e assim que a tirei, em muitas folhas de seda personalizado estava um vestido vinho, abri a boca enquanto lhe desdobrava e percebia suas características: tinha a frente tomara que caia e uma faixa abaixo dos seios trabalhada com brilho, uma abertura na altura da coxa do lado direito. 
Eu: É lindo...nossa. -falei encantada com a peça. 
Zayn: Gostou mesmo? Achei que você podia não ter algo apropriado para hoje, não sei...
Eu: Eu amei! -disse agitada dando beijos em seu rosto por cima da barba. Seus olhos me fitaram intensamente.
Zayn: Obrigado por ter concordado, eu não queria ter brigado por causa daquilo. -envolveu seu braço envolta do meu pescoço. -Antes eu iria querer te matar se falasse me participar disso, mas, você se tornou tão essencial para o plano...Pra mim. Pra todo mundo. -ele parecia tão surpreso quanto eu dizendo aquilo. Abracei-o com força sentindo sua pulsação. Ficamos em um silencio maravilhoso e agradável fazendo carinho um no outro por alguns minutos. Não queria lhe deixar ir. Não queria ter que levantar e me vestir. Não queria que acabasse.
Zayn: Eu já queria ter te falado uma coisa, mas acho que não encontrei o momento. -colocou uma mecha do meu cabelo para longe do meu rosto. -Existe um código de honra que é, nunca se rouba dos inocentes ou dos pobres -seus olhos encaravam os meus com atenção, como se estivesse ensinando a uma criança uma lição importante. -, nunca coloque preço na sua honra e nunca traia a sua família. 
Eu: Isso é sério ou...?
Zayn: Na verdade é só o que eu falo para poder dormir anoite. -rimos e lhe dei um tapa. -É sério, SeuNome. Olha, vou te dar uns toques que você vai precisar para a sua parte no golpe. -ele me explicou que eu devia tirar uma chave do anfitrião, Keyser e eu fiquei realmente apavorada e comecei a repetir sem parar que não conseguiria. -SeuNome! Me escuta! É tudo sobre foco e distração. -me encarou nos olhos e levantou a mão segurando a pulseira que até então estava no meu braço.
Eu: O-o quê?! Eu nem senti você tirando! Como assim?! -ri ridiculamente surpresa e ele colocou de volta em mim, me dando um beijo. -O cérebro humano é lento, imperfeito de uma maneira absurda. Você tem que entrar na cabeça da vítima, olhar pela perspectiva que ela tem. As pessoas são bem previsíveis, que se você olhar para trás dela, naturalmente puxa o olhar da pessoa para trás também, ficando de costas pra você. Isso te permite facilmente entrar no espaço dela com milhares de maneiras diferentes. Se eu olhar pra você, isso te força a olhar para mim. Eu toco você aqui -segurou meu ombro esquerdo- e te roubo aqui. -tocou minha perna nua, idealizando a pessoa de calça e bolso. -Toco na frente e roubo atrás, na direita e roubo na esquerda, assim por diante. Se conseguir o foco da vítima, pode lhe tirar qualquer coisa que quiser. -seus olhos adquiriram um tom especialmente sombrio.
Eu: Uau. -lhe encarei depois de empurrar a caixa aberta mais para o lado. -Você era o quê quando mais novo? Batedor de carteiras profissional? -ele riu e eu o acompanhei.
Zayn: Não, espertinha. -segurou meu rosto perto do seu mordendo minha maçã do rosto. -Aprendi muita coisa sozinho, com o tempo, na prática também, pensando e planejando muito as coisas, sei lá. Quanto a você. -puxou lentamente a minha toalha, causando-me arrepios a medida que deslizava por mim. -Confie sempre nos seus instintos primeiro e em mim se você quiser, depois.
Eu: Imbecil mais brilhante que eu já conheci. -sorriu com aquela carreira perfeita de dentes brancos e mínimas rugas nos olhos. Droga, como eu o amava. Puxei minha toalha lhe deixando firmemente presa e Zayn reclamou. Ele me puxava para o seu lado e pulava com o corpo na minha cama. Tentei afasta-lo mas ele ainda continuava brincando com meu pescoço e cabelos. -Zayn, para. -comecei a rir quando ele tocou em um ponto onde me causava cócegas. -Chega! -gaguejei em meio a risada. -Não me obrigue a te matar!
Zayn: Ah não. -jogou a cabeça para trás me soltando. -Vai usar isso contra mim quanto tempo?-riu e o olhei maliciosamente. 
Eu: Vamos ver. 

Logan Lerman P.O.V's

Cheguei ao Marquee pouco tempo depois de Débora. Não, eu não estava perseguindo ela e nem nada do tipo, só queria um bom lugar para esfriar a cabeça das maluquices que Zayn Malik inventava naquela casa e colocava todo mundo na roubada com ele. E também para encher a cara mesmo ainda sendo praticamente o horário do almoço, fazer o que, eu tava afim. Por coincidência, -ou não- ela trabalhava lá. 
Adentrei o lugar tentando evitar as pessoas que iam correndo ou muito apressadas em direção a piscina gigante que ficava do outro lado do lugar e ao ar livre. O Maquee fervia, as pessoas passavam de um lado para outro molhadas deixando rastros até a área sul e a música era evidente. Peguei a direção que poucas pessoas iam, para o bar. Eu conhecia muito bem aquele lugar, já tinha vindo tantas vezes que perdi a conta. Não estava tão cheio, afinal não eram todos que tinham estômago e a vida tão ruim para ir beber tão cedo e eu só podia agradecer por isso. Significava menos barulho. 

Sentei em uma das mesas do meio, onde não ficava tão atrás e também tão na vista. Débora estava lá, como em todos os dias que eu lembrava, limpando o balcão com uma flanela branca já meio encardida e atendendo os poucos clientes durante o dia. O trabalho dela só ficava difícil anoite, aí sim, era quase impossível atender todo mundo e por isso haviam outros muitos barmans e bargirls. Estar ali, mesmo a essa hora, era tão nostálgico quanto a época que nos conhecemos...droga, quem eu queria mesmo enganar? Eu estava sim seguindo ela.
Claro que jamais admitiria em voz alta.
Mas estava.

Uma loira linda veio pegar o meu pedido e lhe falei de qualquer jeito, enquanto minha atenção real estava num cliente "especial" entrando trançando as pernas no bar, e com uma garrafa quase vazia nas mãos. Evan era um imbecil. Eu tentava com todas as minhas forças me convencer disso. Ta aí uma cena lamentável, que só colaborava para o meu até então, ódio gratuito por ele. Fiquei os observando de longe, ele proferiu sua saudade com um carinho na mão dela e batendo a garrafa quase vazia de vodka em cima do balcão. Ela não respondeu, em vez disso, falou algo sobre ele estar bebendo antes do almoço. Não pude ouvir ao certo o resto porque tinha um grupo de pessoas que acabavam de chegar conversando do meu lado. Ele começou a falar algo sobre querer uma nova garrafa, e ela negou indo em seguida atender outros clientes. Mesmo estando de costas eu podia sentir que ele tinha ficado puto. A minha bebida chegou e a loira foi embora antes que eu percebesse, indo atender outras mesas. Fiquei bebericando e fazendo o máximo de força para entender o que estavam falando. Qualquer leitura labial servia. Eu não cheguei a dizer ao Evan naquela nossa conversa idiota mas eu ficaria de olho nele.
Ele insistiu, queria outra bebida e batia a garrafa de suas mãos na madeira irritado e a chamando de "amor". Ela ignorou, eu amava como enfrenta os clientes folgados com palavras geniais que sempre estavam na ponta de sua língua, ela sempre fez isso, desde quando estávamos juntos. Lembro de uma vez quando ela estava em horário de serviço e fui vê-la, ficava sentado no bar vendo alguns clientes bêbados ou drogados completamente alterados insistirem em contar suas histórias de tragédia para ela, e a vi responder na cara deles que não era problema seu, bater o pano na cara deles, aqueles que adormeciam ou vomitavam ali.
O amor. Isso é a maior merda que eu já provei. Se fosse bom, eu ainda não estaria apaixonado por uma garota que eu magoei da pior maneira que podia existir e tinha um namorado gente boa e mil vezes melhor que eu. E olha que ele era um alcoólatra dos piores.
         Com esse pensamento, me levantei da mesa rapidamente, ao notar que as coisas quase estavam saindo de controle. Ele tinha pirado. Me aproximei com passos rápidos e Débora sussurrou um "ah não" ao me ver, mas nem liguei e ela continuou a tentar acalmar o cara.

Débora: Evan, eu não posso te dar mais bebida. Ou você vai pra casa ou eu vou ter que chamar o segurança. -falava baixo de maneira que outros ali não pudessem escutar.
Evan: Você não faria isso comigo, você não faria. -dizia embolado. -Escuta aqui, eu vou fazer o que eu bem entender! -quase gritava com a voz arrastada, até deixar cair aquela merda de garrafa das mãos e estilhaça-la no chão. As pessoas já tinham seus olhares nele.
Débora: Você está me envergonhando, se não sair está tudo acabado. -o fitou nivelando o olhar aos dele, falando realmente sério. O cara não a respondeu, apenas notou a minha presença e virou pra mim.
Evan: Você?! -levantou, quase caindo. -O que está fazendo aqui?!
Eu: Só verificando se as coisas estão bem.
Evan: Suma daqui, eu já deixei bem claro que ela é minha e você perdeu, cara. -o ignorei vendo-o dar um passo a frente em direção a ela.
Eu: Não se aproxime e faça logo o que ela pediu.
Evan: EU NÃO SAIO DAQUI ENQUANTO ESSA VADIA NÃO ME ATENDER, ENTENDEU? -não aguentei. A cara de envergonhada da Débora acabou com a última partezinha de paciência que restava dentro de mim. Todos os sentimentos ruins dos últimos anos se juntaram piorando as coisas na minha cabeça e me dando mais força contra ele enquanto eu voava em cima de Evan, e batia nele até nós dois estarmos rolando pelo chão.
Déb não movia um dedo sequer. Ela estava gostando? Evan ficou por cima de mim, e me deu socos repentinos, errando alguns e me dando chances de atacar cada vez mais. Os gritos das pessoas em volta preencheram a minha mente, eu não conseguia pensar ou ver, apenas usar o instinto para me defender e tentar bater naquele filho da puta. Eu podia ver de relance aos vultos dos pés das pessoas se acumulando em volta, gritando e fazendo tumulto. Estava praticamente derrotado, meu corpo doído implorava por descanso, quando ouvi o barulho de algo de vidro no chão, perto do meu ouvido. Era uma garrafa quebrada, do lado dos pés de Deb. A alcancei, com dificuldade e o enfiei na costela do cara, o fazendo parar de me bater na hora e gritar de dor. Os seguranças do lugar invadiram o bar em desespero e correram até nós afastando as pessoas para longe.
- Não toque em mim! -era a voz de Evan em meio aos grunhidos e com as costelas sangrando.
                  Nos tiraram dali a força, e começaram a nos empurrar para fora do bar.
Eu: DÉBORA! -gritei da maneira que a dor dos meus ferimentos permitia.


CONTINUA...
Amores, mil perdões por ter ficado tanto tempo sem postar, a fic já está atrasada e eu estou fazendo de tudo para agilizar essa temporada. Espero muito que estejam gostando, dói muito não poder postar por falta de tempo ou por causa de escola ou clima que impede as vezes o acesso de internet por aqui. Espero que vocês estejam bem e não muito bravas comigo kkkk. 
Bjs!

5 comentários:

  1. Meu Deus!!!! Mesmo com a demora,o capítulo valejado a pena,quase me mata,continuaaa eu amooo essa fic,Mds.

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  2. GZUIS
    TENHO TANTO O QUE DIZER
    ESTÁ DOENDO TANTO
    O DANNY COM A ENFERMEIA >:) WUERO LAVAR ROUPA NO TANQUINHO DO DANNEEE
    QUE NOME GENIAL: KEYSER
    Primeiramente tenho que admitir que chorei com o final da narração do Logan, tipo PUTA MERDA, QUE LINDO CARALHO QUE CASAL MARAVILHOSO D': QUE EMOCIONANTE. Ele tão amorzinho, a Deb tão brave :3 e o Evan tão canalha urgh que maravilhoso, apaixonei. AMO ELES.
    A SN está cada vez mais bad girl. Amo o jeito dela de pensar, ela fala umas coisas q mds q pfto e isjiasahdush. Li e reli algumas falas do Zayn pra ver se eu n estava sonhando ou lendo um best seller. QUE GÊNIA Q VC É, MEUS DEUSES O PLANO DO ZAYN ME DEIXOU NO CHÃO, COMO VC ESCREVE ASSIM? ME DIZ! PARECE UM FILME! EU IMAGINO TUDO DIREITINHO. É TÃO BEM FEITO E BEM PLAEJADO! BOM É MINHA VIDA, EU JURO. SN e Malik:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::casal goals.
    Esse cap me tirou MUITAS risadas, lágrimas e um coração pulsando excessivamente. PPR FAVOR CONTINUA. E UAINDA ESTOU CHORANDO PQSOUTROUXEBJS

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  3. Oh LORDE!!!!ESSA FIC TA VIDA,TÁ MUITO BOM CADA DIA FICA MELHOR MEU DEUS NUCA PASSOU NA MINHA CABEÇA QUE TUDO ISSO IA ACONTECER EU E AS MINHAS AMIGAS SOMOS PERDIDAMENTE APAIXONADAS POR ESSA FIC ,É TANTA EMPOLGAÇÃO QUE Ñ TEM COMO DESCREVER O QUE SINTO VC TEM MUITO TALENTO MENINA QUE ISSO EU AMO MUITO SUA FIC LINDA PARABÉNS 😤 VC NOS SURPREENDEU......CONTINUA POR LORDE!!!
    XX: Ana❤bjs 😚

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  4. Continua amr 💚❤❤

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  5. Posta outra cap plssss😃☺

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