Badboy of' Mine - Capítulo 37

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- I'm sorry that i'm misbehaving

Toda garota precisa de um bad boy que seja bom somente com ela e todo cara precisa de uma boa garota que seja má só com ele.

SeuNome P.O.V's
jh
Ignorei a cara de idiota misturado com surpresa que Zayn me olhava, me enrolei em seu lençol e fui para o meu quarto pegar roupas novas, incluindo uma calcinha -já que a minha estava em pedaços- e voltei ao seu em minutos, terminando de me vestir e o encontrando praticamente com o mesmo semblante, mas agora a característica "pensativo" poderia ser incluído a sua expressão. 

Eu: Então, o que vamos fazer agora? -pedi esperando que me explicasse o plano. Seus olhos encontraram os meus e sorri tentando lhe passar confiança mas ele ainda hesitava em me responder. -Alegra essa cara Malik. A gente acabou de transar, por favor, né. 
Zayn: Tá, tá. -arrumou a gola da camisa. -Eu vou atrás do cara, e você espera no carro me dando cobertura. Qualquer coisa já sabe, buzina e essas coisas. -forcei uma risada. 
Eu: Você não precisa se fingir de desentendido, sabe muito bem o que eu quis dizer com "quem apagar primeiro ganha". Eu vou participar disso.
Zayn: De novo com esse papo, pelo amor...
Eu: Calma, só quero estar nessa com você.
Zayn: Hum, sei. 
Eu: Por favor, Zayn. -ele me ignorou. -Olha pra mim! Olha pra mim, Zayn. -o puxei pelo queixo e virei seu rosto para o meu, fazendo-o me olhar. Havia algo se passando naquela cabeça, eu sabia que sim. 
Zayn: Tá! A Emma me ligou dizendo que esse cara já ficou atrás dela o dia todo e ela ainda está meio em choque, você a encontra e fica com ela até eu avisar que tudo terminou. 
Eu: Minha parte é bancar a babá? De jeito nenhum! -ele saiu do quarto sem argumentar mais uma palavra sequer. Fui o seguindo até o andar debaixo. 
Zayn: Ou é isso ou nada. 

Revirei os olhos quando Danny vestido com uma calça de pijamas apareceu reclamando do barulho. Zayn entrou na cozinha e empurrou Logan para o lado, começando a fuçar em gavetas embaixo da pia, eu me debrucei na bancada sentindo a frieza do granito nas laterais dos meus braços. Pensei um pouco melhor no que o moreno falou e resolvi aceitar.

Eu: Como eu vou encontrar ela?
Zayn: A Emma disse que está em casa. Não é a antiga que morava com irmão a três anos atrás, eu mal sabia que ela tinha se mudado e não me deu o novo endereço. Mas conseguimos com o irmão dela em poucos minutos. -jogou um monte de armas em cima da mesa. É claro que ele queria ter o prazer de escolher a perfeita para a ocasião. 
Danny: Que merda é essa na cozinha a essa hora da noite? Vocês já fizeram...ahm...-riu- bastante barulho, não podem ficar em silencio até amanhã de manhã? -Logan o acompanhou na risada, eles simplesmente não podiam fingir que não ouviram os gemidos? 
Eu: Pode ser divertido. -ri olhando algumas das minhas armas preferidas. -Mas, por que você que tem que apagar o cara pra ela? 
Zayn: Ter eu não tenho, mas se a conheço bem, a desgraçada não vai me deixar em paz se eu não fizer, e além do mais não pretendo ir embora da cidade tão cedo. Também tem uma recompensa em dinheiro, claro. Eu estou devendo uma para o irmão dela...
Eu: Você não precisa de mais dinheiro, sabe disso. 
Zayn: Eu sei. -abriu a geladeira, tirando uma lata de energético e a bebendo. -Isso também vai tirar a minha cabeça dessa merda que estamos vivendo. Pelo menos um pouco. 
Eu: Estou achando é que você está dando qualquer desculpa para ajudar essa garota. 
Zayn: Olha só SeuNome, não sei se notou, mas eu não gosto de ficar devendo para as pessoas. -fomos interrompidos pela risada abafada de Logan. 
Logan: Estão brincando né? Vocês estão combinando de matar alguém, tipo assim, agora? -ao ver que ninguém mais riu, ele parou intrigado. -Nossa. 
Danny: Eu não creio que estou trabalhando com esse monte de malucos. -se jogou na cadeira ao meu lado. -Se eu disser que vou denunciar vocês dois, vocês desistem dessa idiotice?
Eu: Faz isso e essas balas já já vão estourar suas tripas nessa parede. 
Danny: Está me ameaçando, SeuNome? 
Eu: Ah não, claro que não. Não é preciso. -nos entreolhamos por meio segundo e caímos no riso. Seria engraçado, afinal, foi o Danny que me deu aulas de tiro e aperfeiçoou minha mira. 
Danny: "Estourar suas tripas nessa parede". -me olhou parecendo perturbado. -Agora sim eu entendi que você aprendeu com Zayn a falar essas frases cafonas.

Zayn segurou um riso, mas eu sabia que ele não estava no clima de nos acompanhar ou de muita conversa naquele momento. Eu o conhecia um pouco. O vi beber o máximo de energético que conseguia, aquilo não podia ser um bom sinal. 

Logan: Olha cara, não quero me meter e nem nada, mas você devia ir dormir. -Danny chegou a concordar com o olhar e eu optei por ficar quieta para não sobrar pra mim. Zayn sabia muito bem que precisava dormir. Eu não fazia ideia dos problemas que ele poderia ter ficando sem descansar por tantas horas e se mantendo acordado com cafeina. 
Zayn: Nada disso, eu dou conta. -respondeu convicto.
Danny: Ahm. E...você lembra que trabalhos desse tipo não devem ser trazidos para dentro de casa, certo?
Zayn: É obvio que eu sei. Mas também não não posso matar o cara assim, em qualquer lugar e deixar por isso.
Eu: E pra onde você vai leva-lo? -foi a minha vez de perguntar. Ele hesitou em responder, filho da mãe, como eu odiava quando fazia isso!
Zayn: Tem um lugar. Uma garagem particular do irmão dela, não fica muito longe daqui, próximo de Summerlin, entre a terceira e a quarta se não me engano. Tem uma rua de terra que entra no meio da mata. Qualquer emergência que precisar me encontrar, só você seguir reto, e vai encontra-la. -assenti após ter certeza que memorizei tudo.
Eu: Tem certeza?
Zayn: Se eu to falando é porque eu tenho. -sorriu e pegou seu celular. Fez uma ligação rápida para um cara que ele chamou de "Colin" e conseguiu o endereço da garota, assim como também o avisou que teria que usar a sua garagem para fins de interesse dela. Danny resolveu subir nesse meio tempo e Zayn voltou ás outras armas, escolhendo a sua e me dando uma. 
Eu: Por que fiquei com a arma menor? -nos encaramos e ele fez uma careta.
Zayn: Tá brincando né? 
Eu: Não. -devolvi a minha e peguei outra. Logan riu e até nos desejou um "boa sorte" duvidoso. Virei-me e fui até a porta da cozinha, olhei para Zayn, e o esperei vir também. De alguns em alguns momentos ele parecia irritado, com ódio de mim por ter que me levar e aquelas imbecilidades que ele sempre faz. Não dei a mínima. 
Eu: Tem mesmo certeza que não quer mesmo me deixar ir com você? 
Zayn: Você não entende, não vai dar certo se nós dois formos atrás dele. 
Eu: Okay, não está mais aqui quem falou! -puxei a capa do meu carro. -Ah! O que vou dizer quando encontrar ela? 
Zayn: Ué, se vira. Só não vai matar ou ameaçar a garota por causa de ciumes, o psicológico dela já está fodido. 
Eu: Até parece que eu tenho ciumes de você! -adentrei meu carro e vi pelo vidro que ele tinha um sorrisinho imbecil no rosto, antes de fazer o mesmo e acelerar.
Zayn: Você tem sim, e não é pouco. -ativei minha ironia a meu favor e falei mais alto que seu motor soava.
Eu: De você? 
Zayn: De mim!
Eu: Muito convencido. 
Zayn: Realista, na verdade. 
Eu: Vai matar o cara ou não?
Zayn: Pretendo. 
Eu: Damas primeiro. -quase gritei por cima do barulho dos carros, ele ia sair da garagem daquele jeito estressadinho mas entrei com o carro na sua frente, trancando a sua passagem e saindo primeiro. 

Zayn iria para um lado, e eu para outro. Eu sabia que algo ruim estava prestes a acontecer, um pressentimento, não sei bem. Mesmo com toda a ansiedade e adrenalina que eu já sentia misturado as minhas veias. Joguei o endereço que ele me deu no GPS e me deixei ser guiada por ele naquela noite singelamente agradável. O caminho não seria tão longo, o aparelho avisava que acabaria mais ao norte da cidade.
Por que afinal essa Emma precisava tanto de proteção, o cara que a perseguiu lhe deixou tão em choque assim? E eu sei lá, eu sei que Zayn já me disse que sempre devemos preferir um favor á dinheiro, e não ficar devendo á conhecidos, mas isso me fazia pensar se eles dois já tiveram um caso ou não. É impossível não pensar. Bom, eu não sei, acho que ele me contaria. Se me contou sobre a Aubrey eu poderia esperar que sim. Ninguém gosta de ouvir sobre ex, mas aquela tragédia o tornou a pessoa que é hoje e eu me sinto bem de saber que confiou em mim para dizer. A verdade é que eu tenho medo de não saber tudo sobre ele e provavelmente não sei mesmo. Seria mais fácil se Zayn não passasse tanto tempo correndo e mentindo, talvez assim eu pudesse entender de uma vez por todas a pessoa irritantemente complicada com quem estou envolvida.

[...]

Já era 2h33. Eu estava parada em frente a casa azul -eu não tinha muita certeza pela escuridão da rua, além do fato que o poste afrente do jardim não funcionava-, tentando arrumar algo decente que pudesse dizer ao entrar lá, mas nada realmente bom vinha a minha cabeça. Suspirei, olhei o retrovisor e certifiquei que a rua estava tranquila e segura mesmo naquela alta hora da madrugada. Só ia bater naquela porta e falar a verdade, se ela não gostasse, problema dela. Não seria tão difícil só ficar de babá por um tempo, a diversão e perigo de verdade ficou todo para o Zayn. Só espero que nada ruim aconteça a ele. Mas pensando bem, eu acredito que isso seja fichinha pra ele, que já fez coisas bem piores na minha perspectiva. 
                 Andei até a frente da casa, que agora mais de perto era possível perceber o quão grande e bonita era. Ela devia ganhar bem. As cortinas estavam bem fechadas, como se a pessoa lá dentro estivesse realmente se escondendo, isso me lembrou Zayn na mesma hora, o que ele fazia em seu apartamento. Sorri involuntariamente, eu gostaria tanto de saber como ele está indo...
Por uma mínima brecha na parte inferior dava para ver que as luzes lá dentro estavam acesas. Eu só espero que essa cretina esteja aí dentro. Pulei a pequena cerca pisando diretamente no gramado, tentei ser o mais discreta possível, a porta dos fundos estava trancada e a da frente também. Obviamente eu forcei as duas, e quando estava na da frente, a mesma se abriu e foi quando tomei um grande susto. Rapidamente alguém se jogou em minha direção me girando no ar com um grunhido apavorado e algo afiado na mão, eu tentei dominar a pessoa mas parei quando ela me soltou do nada. Percebi que uma faca praticamente pegou a lateral do meu rosto de raspão, que aliás, agora estava presa na porta. 

Eu: Vo-você...-respirei ofegante enquanto ela parecia um pouco mais aliviada me encarando. Mas eu não estava, nem um pouco. Essa maluca quase me esfaqueou! 
Emma: Te conheço? 
Eu: Emma né? -meu coração palpitou como uma descarga elétrica. -Você sai atacando todo mundo com uma faca na mão ou fui só eu que dei sorte?!
Emma: Você forçou a minha porta! Eu achei que fosse...que fosse... 
Eu: Eu sei. -parei para reparar em volta. A sala em que estávamos estava a maior bagunça. Duas ou três carreiras de cocaína estavam em cima da mesa central, e uma nota de 50 dólares enrolada ao lado delas. -Você está mesmo péssima. 
Emma: Legal. Garota esquisita que no meio da noite força a minha porta, invade a minha casa, sabe o meu nome e diz que eu estou péssima. Eu nem sei com quem estou falando, que merda é você?
Eu: Sabe quem me pediu pra vir aqui? -ela me encarou e respondeu com um olhar. -Surpresa. -sorri.
Emma: Ele já...?
Eu: Ele vai avisar quando tiver terminado. Até lá é melhor você se acalmar e tentar entender que eu estou aqui para ajudar. 

Ela me trancou dentro da sua casa, a faca continuava enfiada na porta, o que até podia me fazer rir se eu não estivesse tão tensa, e agora estávamos sentadas uma de frente para outra sem que nenhuma de nós duas falasse uma palavra sequer, eu não a conhecia e nem queria para ser sincera, estava na cara que não nos entendemos, e não que a situação fosse favorável para que isso acontecesse. Emma tinha a cintura mais fina que eu já tinha visto, usava roupas caras e modernas, e acabava de notar que um dos seus saltos estava quebrado provavelmente pela recepção que ela me causou. Mesmo assim, era impossível não notar que ela estava realmente nervosa. 

Emma: Então...ele achou mesmo que eu precisava de uma segurança? -riu. 
Eu: Foi o que eu pensei. -suspirei- Você é grandinha para se cuidar sem babá. 
Emma: Ou talvez ele só quisesse que você não o atrapalhasse. É o jeito dele. -ela simplesmente não podia calar a boca?
Eu: Zayn já está com o cara, então qual o perigo que você corre?
Emma: Na verdade, eu não sabia que ele já estava com o cara. Pra mim aquele perseguidor podia estar em qualquer lugar. Achei que ele viria aqui de novo.
Eu: De novo? Então esse cara sabe onde você mora. 
Emma: Sim. -me fitava. -Complicado.
Eu: Realmente. 
Emma: Você não me parece o tipo dele. -soltou, sem mais nem menos. 
Eu: Como é? 
Emma: Vocês estão juntos, não estão?
Eu: Olha, acho que não é assunto para o momento. 
Emma: Não tem problema em falar. Se quer saber, nós nunca tivemos nada mesmo além de amizade. Eu tinha uma queda por ele a alguns anos, mas nunca aconteceu. -a linha grossa de seus lábios pareciam mais confiantes agora. -Sabe como é, as coisas mudam muito rápido. Os amigos se afastam cada vez mais, você tem que se tornar uma pessoa séria e trabalhar, acha que talvez nunca mais vai ver as melhores pessoas da sua adolescência e as vezes, com um pouco de sorte, você descobre que um deles está de volta a cidade. 

Até quando eu teria que ouvir essa mulher falar? Nem respondi para que ela notasse que eu não tinha tempo para picuinhas e nem iria entrar no jogo de discussão que ela estava querendo, minha preocupação real tinha voltado. Aquele sentimento ruim, aquele pressentimento agoniante, sem explicação. A tensão parecia cada vez maior, o tempo não passava e aquela droga de celular não tocava. 
Eu não queria ficar nem mais um segundo ali. E sinceramente, quem disse que eu devia?


Zayn Malik P.O.V's

30 minutos antes...

Tentei continuar minha atenção focada na estrada, era quase impossível. SeuNome era inteligente, e hoje em especial ela tirou o dia que mal começou para foder comigo. A cara que ela fez me destruiu. Sempre que nós transávamos algo mudava em mim. Ela me olhou de um jeito tão...Ah! que ódio dessa garota! Não tinha nem como eu dizer não, que ela devia ficar em casa. Deixei bem claro que não estava afim e nem com paciência para mais uma daquelas discussões que no final ela acaba sempre fazendo mesmo o que quer. Pelo menos pude evitar que a SeuNome viesse comigo, e acabasse estragando tudo de vez. O único lugar que consegui pensar de última hora para manda-la foi a casa da Emma, assim perderia mais um tempo tentando achar o endereço. Só podia torcer para que essas duas não acabassem matando uma a outra, afinal já imaginava que ambas não iriam se dar bem. 
E não dava para fingir que eu não estava um pouco tenso. Eu nunca tinha de fato matado alguém, podia dizer que relativamente já tinha feito de tudo que causasse dor ou prejuízo as pessoas, mas nunca cheguei a matar. Ou seja, eu podia ser tudo, mas até hoje eu não era um assassino. Não chegava a achar que não conseguiria ou me sentir ameaçado, mas era algo incomodo de se pensar.

Quando finalmente cheguei ao destino que Emma teria que se encontrar com o perseguidor, agradeci mentalmente e até consegui relaxar mais, afinal era longe pra caralho. A rua naquela região era praticamente deserta, contando apenas com um ou dois carros que passavam de vez em quando, bem afastada da movimentação do grande centro e com o clima abafado do deserto presente. Ao lado de um poste de luz havia uma figura encostada, vestido com uma roupa preta e sobretudo claro, fumando como uma chaminé. Desci do carro após algum tempo o observando de longe, era ele mesmo, a mesma estrutura e características físicas que Emma tinha descrito no telefone. Me aproximei cautelosamente, como quem não quer nada, e acendi um cigarro também ficando ao lado dele, mas sem que perdesse tempo demais.  

Eu: Você é o James Andrews? -questionei perto dele, mas ao mesmo tempo não tão perto assim. 
Ele: Quem é você?
Eu: Chris Jawaad! -estendi a mão para cumprimenta-lo, mas o cara se recusou, me analisando atentamente e depois voltando sua atenção a rua e ao cigarro. -Vim em missão de paz.
Ele: O que você quer?
Eu: Vou direto ao assunto: Eu sei como conseguir a sua grana de volta para você, eu sei onde está. -ele riu como se debochasse do que eu tinha dito.Ignorei e continuei mesmo assim. -Fiquei sabendo que você assassinou uma amiga da Emma Carrington e que está atrás dela, então grampeei o telefone dela para saber onde iria se encontrar com você. É obvio que ela não viria, mas eu estou aqui. 
Ele: Eu sei que a minha grana está com Diego, o filho da puta com quem eu apostei. Só estou colocando medo nela para que contate o amante. -foi a minha vez de rir, após dar uma tragada. 
Eu: Diego? -ri. -Isso foi o que a namorada dele, Emma, quis que você pensasse. Ele nem pisa mais aqui, nem tem contato com ela, o cara foi deportado e deixou todo o dinheiro com ela. 
Ele: Como você sabe disso?
Eu: Eu trabalhava com ela até uns meses atrás, sei de muitas coisas. 
Ele: Um pouco estranho, não acha? -jogou o toco do cigarro fora e pisou nele. 
Eu: Bom, nós tivemos uma seria briga envolvendo negócios e ela quer a minha cabeça. Se você me der segurança, eu posso te dar o seu dinheiro. 
Ele: Olha rapaz, eu não boto fé no que você está dizendo. Se quer proteção vá pedir ajuda ao estado, á policia, eu não sei, não a mim. 
Eu: Ora, James, James, não pode zombar de mim dessa forma, aliás, eu tenho algo que é seu e eu posso te devolver se você cooperar comigo, claro. -sorri sarcasticamente colocando o braço em seu ombro. Era o suficiente para que eu tivesse invadido seu espaço e percebido uma arma. Que espertinho. -Você está disposto a matar por isso, nós dois sabemos. 
Ele: Qual a sua garantia? -retirei minha arma da cintura e a afundei na barriga do cara. 
Eu: Essa arma que esta na sua barriga agora, está carregada com cinco balas. -cochichei- Ou você vem comigo a um showzinho do jeito fácil ou vai ter menos uma aqui. 
Ele: Está blefando, garoto. -colocou as mãos na altura da calça para sacar o revolver e eu com a mão livre mostrei a belezinha que tirei dele sem que nem visse, enquanto o distraia com a conversa. 
Eu: Procurando isso? Essa coisinha fica comigo. -ele estava sem reação aparente, mas me acompanhou vendo que eu não estava de brincadeira. O homem suspirou nervoso e eu ainda com a minha arma engatilhada em sua barriga, começamos a caminhar até o carro.


SeuNome P.O.V's

           Consegui sair da casa daquela maluca e dirigi até praticamente chegar em Summerlin, com aquela frase decorada na cabeça, de vez em quando repetindo para mim mesma para não esquecer nenhuma instrução sequer. Tudo bem que Zayn não tinha me dito exatamente ao pé da letra como chegar á aquela garagem mas eu acho que conseguiria. Passei pela rua de terra e avistei a mata como ele mencionou, segui reto e encontrei a rua afastada onde havia uma construção que realmente parecia ser a tal garagem. O carro de Zayn estava ali, estacionado de qualquer jeito e com a porta aberta. Um cara amarrado se debatia e um cano estava apontado para sua cabeça, quanto mais aproximava, mais nítido podia vê-los. Pisei no acelerador em direção a eles como se fosse atropelar mas antes de os atingir, há apenas alguns centímetros dei uma freada brusca e pude ver que Zayn e o homem pareciam paralisados, quase em choque. Liguei o farol na cara deles e desci do carro rindo da maneira como estavam seus semblantes. 

Zayn: SeuNome?! O que você tá fazendo aqui?
Eu: Ué, você me deu o endereço.
Zayn: Para caso fosse uma emergência e você precisasse me encontrar. -puxou o cara que tinha caído com o susto da minha freada com rispidez o fazendo ficar de pé. -E a Emm...
Eu: Ela vai sobreviver. -ele me jogou a chave e abri, empurrando o portão de ferro. -Não tinha a menor necessidade de eu ter ido até lá. Ela me recebeu com praticamente uma facada!
Zayn: Você está bem? -riu.
Eu: Não tem graça, merda! -observei aquele lugar enorme, realmente esses irmãos tinham grana. Era um carro mais lindo que o outro naquela garagem no andar em que estávamos. Havia mais um piso lá em cima com algumas grades e por causa da falta de luz naquela área era difícil ver mais que caixas e pneus. O cara começou a se debater e tentar falar, mas a fita que envolvia sua boca impedia. Zayn o pegou pelos cabelos, o arrastando com certa dificuldade até uma cadeira aonde eu o ajudei a amarra-lo o mais forte possível.
Zayn: Você me deu muito trabalho até aqui sabia disso? -seu sarcasmo e frieza se misturavam- Eu podia te matar por muito menos, mas cara, você fez uma garota inocente sofrer, você a matou POR CAUSA DA PORRA DE UM JOGO DE CASSINO. Perseguiu outra mesmo sabendo que ela não tinha nada a ver com a divida do namorado...Agora a porra da minha mão está doendo, seu filho de uma puta. Você me mordeu! -ele se debatia na cadeira, seu rosto estava todo vermelho e as veias de sua testa e pescoço apareciam claramente sobre sua pele. Eu podia jurar que ele estava implorando. -Então, vamos ao show? Eu não quero perder nem mais um segundo com você, seu verme. -o barulho reprimido da boca dele aumentou, a cadeira se mexia freneticamente e praticamente pulava. 
Zayn: SeuNome? -me olhou.
Eu: Sim?
Zayn: Quem atirar primeiro ganha. -me lembrou o que eu tinha proposto antes. Destravamos as armas juntos e eu não sabia se conseguiria fazer aquilo, as gotas de suor escorria do rosto do homem, ele mexia os olhos como se estivesse em um filme de terror e algo monstruoso estivesse atrás de si. Eu esperei, e Zayn não atirou. Ele não atirou. Estava estático, no lugar, olhando o homem se contorcer no mesmo lugar já machucado afinal parecia ter levado várias coronhadas na cabeça e puxões de cabelo provavelmente durante o percurso até aqui. Esperei mais, e Zayn não atirou. O barulho estrondoso, saiu da minha arma, e ecoou por toda a garagem. 


Muito sangre espirrou em nossos rostos, roupas e chão. Aos poucos o vermelho tomou conta do chão. A cabeça do homem ficou um pouco entre aberta, e caída para trás. Obviamente, ele morreu na hora. Eu estava em completo choque, não conseguia me mover, nem falar nada, eu mal conseguia respirar. Deixei cair a arma e minha boca se abriu sozinha, eu estava horrorizada com o que minhas mãos tinham acabado de fazer. 



Zayn: S-euNome. -ouvi chamar ao meu lado. Me virei o encontrando surpreso, mas nem chegava perto do horror que eu estava sentindo. -Você...você...-assenti com a cabeça. 

Eu: Não acredito que o matei.
Zayn: Eu sei que amarelei mas...é, você o matou. - uma risada surpresa saiu dele. Seus olhos subiram e desceram sob mim, aquele olhar. Não acredito que ele tinha coragem de achar aquilo excitante. Tinha sangue nos nossos rostos e roupas! Miolos no chão! Tudo bem que eram de um assassino mas ainda sim eu não acredito que fiz o que fiz. Mesmo que eu tivesse sido treinada para isso desde a metade da adolescência pelo meu pai, para acabar com pessoas como aquele homem, eu ainda sim estava...uau. 
Eu: E se alguém ouviu? E essa sujeira? -disparei. 
Zayn: Ninguém ouviu, estamos bem afastados de tudo e aqui é bem fechado. A sujeira vai interessar ao Colin, já ligo e digo para ele dar um jeito nessa coisa. O trabalho que a irmã dele me deu foi matar, e não me livrar do presunto. -nos entreolhamos por algum tempo, tentando ler o que havia na expressão um do outro. Zayn suspirou.
Eu: Você me usou. -indaguei ao pensar um pouco. 
Zayn: Não! Eu jamais...-o analisei. -Por favor, não fala isso.
Eu: Por que não atirou? 
Zayn: Eu não consegui.
Eu: Tem certeza? Porque parecia...-ele bufou me cortando. 
Zayn: QUE PORRA, eu nunca matei ninguém, satisfeita?! Eu congelei, não sei o que me deu! -esbravejou juntando a minha arma do chão. Suspirou e se aproximou colocando uma mecha do meu cabelo para trás da orelha, em seguida limpando algumas gotas de sangue do meu rosto com o indicador. -Está feliz agora de saber que eu sou um idiota covarde? -o silencio se instalou e eu encarei de volta toda aquela merda no chão. 
Eu: É sério mesmo? -engoli em seco. Quer dizer que eu apaguei alguém antes de Zayn Malik? Que ele nunca tinha feito? Era isso mesmo? Impagável. Provavelmente eu vou usar muito isso contra ele ainda. 
Zayn: Já deu de teatro, SeuNome. Nós temos que ir embora daqui. 
Eu: Eu estou suja demais... 
Zayn: Quer saber? -olhou em volta e riu. Meu Deus, o que estava acontecendo comigo? Com a gente? -Vamos foder aqui mesmo princesa, nesse sangue todo! -me puxou com força pela cintura e eu lhe empurrei, acompanhando sua risada enquanto saíamos da garagem em direção aos carros. 
Eu: Seu humor negro me assusta as vezes.  


CONTINUA...
TENSO. 
Demorou, demorou, eu sei! Foi bem difícil pra mim conseguir um tempo de paz, sentar e escrever gente. Fora que o concurso me deixou ocupada e tirou minha cabeça do fanfic. Agora que as respectivas postadoras já começaram, já as organizei no blog e tudo mais, minha correria social acalmou eu pude finalizar esse capítulo pra vocês. Espero que estejam gostando do fundo do coração, eu fico meio paranoica as vezes que tá faltando alguma coisa mas confio em mim mesma e que eu vou conseguir escrever o que imaginei. 

10 comentários:

  1. EU AMO DEMAIS ESSA FIC CARAIII, continua Lizzy tá muito foda, tu é extremamente foda <3 u.u

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  2. ESSE FOI CLÁSSICO!
    VAI FICAR MARCADO PRA SEMPRE NA HISTÓRIA DAS FANFICS MAIS FODAS DESDE A.C.
    PQPQPQPQPQP SN MATOU UM CARA ANTES DO ZAYN
    QUE BEM ESCRITO
    PERFEITO
    UM DOS MELHORES
    ESSES DIÁLOGOS <3
    EU RI PAKAS
    MAS FIQUEI TENSA PAKAS TB
    E USHAUHDAKJFFHKKDJF NÃO SEI O QUE ESTOU SENTINDO
    SÓ SEI QUE É UMA DAS MELHORES QUE EU JÁ LI SE NÃO A MELHOR
    EU TO APX APX E APX POR ESSA FIC DESDE O 1°CAP
    NUNCA DECEPCIONA! EU IMAGINO O PRÓXIMO CAP PERFEITO E VC VEM E FAZ MUITO MAIS DO QUE ISSO
    CONTINUAAAA

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  3. melhor casal da históriaaaaaaa

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  4. Ai meu Deus!!! Eu não acredito que matei um cara,nunca imaginei que isso iria acontecer Oh Lorde!!!Esse capítulo foi sensacional perfeito nunca passou por minha cabeça essa reviravolta toda ,ai que tudo...Eu amo essa fic de paixão 💓 melhor das melhores estou de boca aberta linda te parabenizo cara isso que é talento...
    ( Oi flor não comentei antes pq eu tô escrevendo,e tenho vários trabalhos à fazer mais aqui estou e muito feliz por vc aparecer novamente) xx: Ana❤ ;)

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  5. MORTAAAAA (igual o homem anakalal)
    SOCORRO O QUE FOI ISSO? PELO AMLR CONTINUA ESSA FANFIC SNANAKA

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  6. Continua perfeito *-*

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  7. Amei o capitulo ❤

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  8. Amando esse fic, a dinâmica aceitável de vida deles, como se acostumam, como as coisas são incomuns, cheias de ciume, brigas, assassinato. O Zayn é um dos melhores personagens q eu já vi em fanfic, inteligente, em algumas cenas é possível sentir ele sufocado, literal e metaforicamente. As cenas de ação são maravilhosas, os personagens entram e se desenvolvem na hora certa, nada fica cansativo e você é muito talentosa por colocar cada coisa em seu lugar, criando a leitura perfeita. Os personagens secundarios são ótimos, divertidos na dose certa, cada um com a sua própria luta interna, a personagem principal é unica, feita para parecer subestimável mas quando menos esperamos algo inusitado parte dela, algo surpreendente. Há situações incrivelmente prazerosas assim como algumas angustiantes, você faz o leitor interagir com a história e tb dá a oportunidade de deixa-lo ver a história de fora se quiser, sua escrita é surpreendente. A elegância nas horas certas tb, Não tem nem o que falar, esse é o seu melhor fanfic. Nota 1000. Você só pode ser autodidata, e é extremamente inteligente, continue assim.
    Parabéns pelo trabalho, ganhou uma leitora fiel.

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