Badboy of' Mine - Capítulo 35

| | |
- Até parece que ela não te conhece

"Estamos apaixonados, você não vê? Que agitamos o mundo um do outro?"

Seunome P.O.V's

Eu queria ter tido tempo de me sentir desconfortável. Mas não tive. A surpresa foi tão rápida que meu sangue passou a bombear mais rápido de um milésimo de segundo para outro. Não havia mais nada em volta enquanto via aquelas duas se levantarem do sofá e me encararem como se eu fosse um fantasma diante delas, como se durante esses meses que se passaram eu estivesse morta e agora do nada, fosse eu quem tivesse aparecido do nada. Minhas pálpebras esquentaram na medida que as movi devagar completamente incrédula.

Eu: O-o que estão fazendo aqui? -fui a primeira a me pronunciar, incapaz de proferir sem gaguejar. -O que vocês estão fazendo aqui?!-repeti mais alto ao receber apenas silencio. Meg olhou para baixo, sem conseguir me encarar ou responder e Madison deu um sorriso. Praticamente como se estivesse de deboche.
Madison: Nós...-isso foi o bastante para que eu já tivesse ido até ela e acertado um tapa certeiro em seu rosto. Percebi que havia me descontrolado no momento em que Zayn e Piper que estavam atrás de mim tentavam me segurar para ficar longe de Madison com seu rosto vermelho tentando se defender.
Eu; SUA VAGABUNDA, COMO VOCÊ OUSA APARECER AQUI DEPOIS DO QUE FEZ? ACHA QUE EU NÃO SEI DE VOCÊ E DO DAVID? -me debatia tentando alcançar Madison - ESPERO QUE TENHA FEITO BOM PROVEITO DOS MEUS RESTOS PORQUE EU NÃO QUERO VER NENHUM DE VOCÊS DOIS NA MINHA FRENTE OUTRA VEZ, NEM PINTADOS DE OURO SUA PIRANHA FALSA! VOCÊ ME AJUDOU A SAIR COM ELE PARA DEPOIS ME APUNHALAR PELAS COSTAS?! -Zayn me afastou para longe com certa dificuldade antes que acertasse naquela vadia um segundo tapa ou soco, ia depender de como minha mão chegasse melhor. 
Zayn: Já chega!-disse segurando firme meus braços e virando a cabeça para o lado. -Vocês duas, saim daqui por favor. 
Meg: Não! Não vou sair enquanto não falar com ela! -o encarou com convicção no olhar. -Não era minha intenção chegar desse jeito SeuNome, sem avisar, eu nunca quis pagar para vê-la desse jeito.  -me encarava como se eu fosse um animal selvagem. Realmente já parada e com os braços dominados por Zayn, eu não conseguia entender como saí do sério tão facilmente. Só sabia que havia muita coisa engasgada que eu não consegui dizer e agora pude. Ainda mais com aquela cara debochada da Madison pra mim, será que ela fazia ideia de que não tinha moral nenhuma para sequer me dirigir a palavra?
Madison: Pelo visto você se deu bem com esse aí, não é? -acariciava o rosto vermelho. Essa garota estava pedindo por mais, não conseguia acreditar como já cheguei a considera-la minha melhor amiga. -Tanto odiou o cara e agora estou vendo que estão bem próximos.
Zayn: Piper, acompanha essas duas pra fora daqui por favor? Elas estão fazendo mal a SeuNome. -encarou Piper que só assistia tudo. -VAI!
Piper: Não sou sua empregada Zayn! 
Meg: E não vou sair enquanto não falar com a SeuNome, já disse. 
Madison: Foda-se ela!-esbravejou pegando no braço da minha madrasta. -Deixa que se ferre, aliás, nos últimos meses parece que é isso mesmo que ela está querendo. Viemos te fazer um favor e você vem me bater sua descontrolada? -tive que me segurar para não fazer besteira e responde-la numa boa.
Eu: Se não percebeu, eu não quero mais nada que venha de você. Achei que tinha se tocado que nossa amizade já era no momento em que ficou com o David, quando eu me mudei e passei a te ignorar. Eu não confiava mais em você. Mas se até agora não se tocou, estou te fazendo o favor de mandar diretamente. -tentei sorrir ironicamente e recebi de volta seu olhar dissimulado. Mas ela não ia contra-atacar.
Madison: Seja rápida antes que eu vá embora sem você. -pegou sua bolsa da mão de Meg toda nervosinha passando por nós sem dizer mais nada em direção a saída. Melhor assim. Piper também saiu e eu comemorei mentalmente em dobro. Percebi que Zayn esperava uma briga se iniciar no momento que meus olhos se cruzaram com os da Meg. 
Eu: O que você está fazendo aqui? Digo, em Las Vegas?-pedi confusa a única coisa que me incomodava. Meg em vez de responder, olhou para o Zayn como se pedisse que ele nos deixasse sozinhas. Ele percebeu, mas hesitou.
Eu: Pode ir, tá tudo bem agora. -o tranquilizei. -A encrenca já foi. Eu espero...-encarei-a. 
Zayn: Tem certeza? -assenti- Qualquer coisa vou estar lá fora. -disse fazendo algum esforço para ser simpático. E saiu. Eu chamei-a para a sala de jantar onde havia um jogo de sofás no canto e ali era um dos lugares mais seguros da mansão para conversar, depois do meu quarto, é claro. Mas jamais que eu ia dar a liberdade dessa garota subir, para todos os efeitos ela já estava de saída. Finalmente sozinha com a minha madrasta, apontei o sofá para ela se acomodar. Eu ainda não apoiava a decisão do meu pai em estar casado com ela, e provavelmente nunca iria. Abatida do jeito que eu estava, parecia até que ela era mais nova que eu. E casada com ele....isso sim era um pensamento nojento.
Eu: O que você quer aqui, exatamente? E como me achou? Ou melhor, o que faz com aquela vagabunda?
Meg: Você parece diferente, SeuNome. -me encarava. Me mostrei frustrada por não ter as respostas de imediato. Batia meus pés no chão, impaciente, pensando nas coisas que podiam ter acontecido em San Diego até agora. Ela suspirou. -Eu voltei a trabalhar com o seu pai, ele me pediu para voltar. Por sua causa. Aquele seu telefonema a semanas atrás para o trabalho dele querendo amenizar a situação e mentindo estar em Los Angeles com amigas, não enganou ninguém. -esperou um segundo me perfurando com o olhar. -Ele não parou de te procurar, de tentar te rastrear, um segundo sequer. Ele só parou de tentar falar com você para que não suspeitasse de nada. 
Eu: E se você está aqui, com certeza ele deve estar já esperando lá fora, não?-acabei soando mais grossa do que gostaria. 
Meg: Na verdade, SeuNome. Você pode me odiar, mas eu precisava saber o que estava acontecendo mesmo, eu não te denunciaria assim. -a olhava desconfiada. -Seu pai estava fazendo investigações, ele e seus colegas, e bom, eu também. Mas nunca conseguíamos a resposta certa, onde você estava e realmente o que estava fazendo. 
Eu: Ele até pode ter razões para ficar preocupado, mas eu já tenho idade para ir e fazer o que eu bem entender. Isso já foi longe demais, ele não confiou em mim.
Meg: E com razão SeuApelido. -levantou a voz. -Eu tentei, você já tentou, mas sabe que é impossível controlar o seu pai. -balancei a cabeça. 
Eu: Por que trouxe a Madison?
Meg: Ela tem procurado por você nas últimas semanas também. Quando soube que o David Malik tinha sumido, assim como você, ela enlouqueceu. Não procuraria seu pai, mas veio até mim. Fez uma certa chantagem para que quando eu soubesse do seu paradeiro eu a contasse imediatamente, então eu trouxe ela até aqui. Ela achava que David estava com você mas pelo visto já descobriu que não. Madison se tornou compulsiva por ele, o procurou em todos os lugares, ela estava louca por ele por causa do caso que tiveram e disse que só de pensar que David ainda podia estar com você, ela faria qualquer coisa para toma-lo já que vocês terminaram a amizade de qualquer forma. -me senti bem por não me importar se ela gostava dele ou não, eu simplesmente não conseguia mais ter ciumes do David. A única coisa que me restava dos dois era nojo pelo que fizeram. Esse sentimento me fez agir sem pensar para cima de Madison. -Então eu consegui as respostas, os resultados, antes do seu pai. Descobri onde você estava e o que estava fazendo, SeuNome -se ajeitou mais para frente no sofá, numa torção de sobrancelhas, como se sofresse um grande dilema moral. -Como foi que você se meteu com essas coisas? Com essas pessoas? Nós jamais imaginaríamos. Seu pai teria no mínimo vergonha de você. Ele tanto quis que você se tornasse uma agente, e o que fez foi recusar e se tornar exatamente o tipo de pessoa que ele é pago pra procurar? -prestando atenção em suas palavras mal percebi que tinha tirado uma pasta marrom da bolsa sem muito cuidado, a virando. A pasta deslizou sobre a mesa que separava nossos sofás. Eu a peguei abrindo surpresa, lendo algumas informações sobre o tráfico em que estávamos metidos, além de que alguém tinha conseguido me fotografar saindo de lugares. -Olha, eu fui a primeira e acredito que a única que sabe onde você está. Não faço ideia de quando seu pai vai ficar sabendo, você pode ter poucos dias, no máximo. -Senti o gosto amargo do entendimento. Ela continuou, ao perceber que eu não consegui dizer nada. -Vim te dar a chance de voltar antes que a bomba estoure de vez. Volta comigo para San Diego hoje? Eu te trouxe a sua passagem, nós chegamos em praticamente cinco horas. 
Eu: Voltar? E-eu não posso fazer isso Meg, sem chances. -a cortei. -Não insista sobre isso. -me levantei. -Se for só, acho melhor você ir.
Meg: Você vai se arrepender se continuar aqui! Será que não vê que isso não é pra você? Essa vida...Está fazendo o contrário do que te ensinaram fazer, SeuNome. 
Eu: Vai embora por favor.
Meg: Estou tentando te ajudar, foi pura sorte eu ter descoberto antes do seu pai, será que não entende? Esse garoto com quem você se envolveu ainda vai acabar te matando, nas informações estão alguns negócios com pessoas perigosas que ele fez, se ainda não sabe. 
Eu: Eu já sei de tudo. 
Meg: Essas perseguições, tiroteios e sei lá mais o que em que você se envolve...você nunca vai sair viva dessa vida. -apenas cruzei os braços sobre o peito, sem encara-la por mais tempo. 
Eu: Agradeço por ter vindo e tentado me ajudar, mas a resposta é não. 

Eu não estava pronta para ir, e sinceramente não sabia quando estaria. Isso podia parecer deprimente, mas os últimos meses foram tão libertadores que eu só queria continuar sentindo a sensação daquele pesadelo sem regras por mais alguns momentos. Aquela agitação. Las Vegas não era o céu, mas acabei descobrindo que mesmo com qualquer dificuldade também não é o inferno. Eu sei que o que eu tenho feito não é certo, mas o que posso dizer? Eu por alguma razão ainda estava aqui.
             Depois de alguns segundos de silencio, a vi finalmente se levantar e tentar pegar a pasta da minha mão, mas não deixei sibilando algo como "Isso fica comigo". Meg assentiu e com um expressão de desapontamento foi embora. Se ela ia me delatar, eu não sabia. Talvez. Talvez não, afinal me surpreendia não ter contado até agora, preferir conversar comigo primeiro para depois agir. Nobre. Mas se a informação chegou a ela, ao meu pai chegaria em pouco tempo. Isso não mudava simplesmente nada, eu não iria embora agora, de jeito nenhum. Já estava muito envolvida, em todos os sentidos existentes e eu jamais me perdoaria se fizesse isso.

Respirei fundo tentando tomar a coragem que a minha decisão exigia. Voltei a me sentar e fuçar aquela pasta, logo ouvi passos na sala de estar e era Zayn. Pela sua cara ele já tinha percebido que as duas já tinham ido, e estando lá fora como disse veria o carro sair. 

Eu: Você ouviu tudo, não é?-chutei.
Zayn: É, me desculpa. Eu precisava saber o que elas queriam. 
Eu: Não, você não precisava porque não te diz respeito. -ele riu. Seus olhos estavam fixos em mim, parecia até que trocávamos pensamentos em apenas um olhar.
Zayn: Vai descontar sua raiva em mim agora? Beleza. Mas você sabe que pode se arrepender de ficar aqui né? 
Eu: Você também?!-fechei a pasta a amaçando um pouco sem querer. -Para de tentar me mandar embora, porque eu não vou. 
Zayn: CARALHO, VOCÊ AINDA NÃO ENTENDEU O QUE É ISSO AQUI? -esbravejou do nada- E porque nunca contou que seu pai era um tira?! Porra, eu já sabia que te procurariam, mas isso? Tem agentes atrás de nós? 
Eu: Eu não consegui contar, eu...
Zayn: Ah sim, deve ter sido mesmo difícil tirar dois segundos das nossas milhares de conversas pra me contar. 
Eu: Vai dar tudo certo. 
Zayn: Não. -passou por mim e me levantei ficando da sua altura. -Você devia ter ido com elas.
Eu: Engraçado, você pode negar até a morte, mas eu sei que condenaria a sua família por amor e está me culpando por fazer o mesmo?
Zayn: SeuNome, não brisa!-revirou os olhos. -Você não continua aqui nessa maldita cidade por amor, você está aqui por adrenalina, por essa emoção insana que eu te apresentei. Seja sincera.
Eu: Diga isso pra si mesmo, eu estou sendo. -peguei minhas chaves e a pasta. Ele nem ousou entrar na minha frente, mas pude notar que pretendia fazer isso. -De qualquer forma, se essa merda não fosse amor, eu já teria desistido.

Saí batendo a porta, puta merda, ele ainda tem coragem de dizer que preferia que eu tivesse ido? Será que era só pra me proteger ou no fundo também tinha medo do que meu pai podia fazer? Esse era o Zayn, com seu poder de me irritar nos momentos que eu menos estou com cabeça para aguentar. Entrei no meu carro recém comprado e fui dirigir sem rumo na tentativa de esfriar a cabeça.  

[...]

Eu tinha voltado a pouco tempo do depósito com o Frank. Nos últimos dias temos revezado em vez de ser sempre os mesmos lá, cuidando e recebendo a mercadoria. Sr.Payne ainda estava afastado da cidade, Liam ainda estava nos ajudando como prometeu, e tentava manter o pai longe da informação sobre a outra gangue, prometendo a ele que estava nos vigiando. E estava mesmo, na última semana tinha vindo até a mansão duas vezes. Não sofremos mais atentados aqui, mas as coisas continuavam tensas, algumas vezes do nada os caras descobriam onde estávamos e éramos seguidos, chegaram a começar um tiroteio em uma balada na zona sul da cidade, na qual a Piper arrumou tanta confusão que saiu de lá carregada por dois seguranças e se debatendo, chutando e tentando lutar com eles completamente bêbada. Pois é, haviam algumas histórias pra contar. 
              Tinha terminado de lavar a louça e estava me preparando para almoçar quando ouvi o barulho da campainha, como parecia que só tinha eu naquele lugar fui atender. Assim que abri a porta percebi um cara apoiado na parde parecendo nervoso.

Eu: Quem é você?-ele se virou e mesmo assim demorei para reconhece-lo. Ele tinha vindo uma vez aqui atrás de drogas. -Ah sim. O cara do celular! Incrível como ele sempre consegue o que quer. -balancei a cabeça lembrando de Zayn o ameaçando na mesa do café. 
Ele: O que? Olha, eu preciso falar com o Malik urgentemente. E só atrasei um dia com a dívida, vim mais rápido que pude já que ele não foi me encontrar. 
Eu: Sei. Tudo bem, ahm, qual é o seu nome mesmo?
Ele: Connor. -respondeu intrigado. -Ele está?
Eu: Não, e na verdade nem o vi sair. -me dei conta- Desculpa, não faço ideia de que horas ele vai voltar.


Zayn Malik P.O.V's

Caminhava calmamente para dentro do prédio, a horas eu estive na fronteira com Jack que agora me esperava lá fora. Só queria ir para casa e descansar, mas parece que quanto mais eu fujo do passado mais ele me assombra e me pega desprevenido. Em poucos minutos passei pela recepção, uma loura de peitos grandes falou que Emma estava me esperando no terceiro andar. Peguei o elevador com um pouco mais de pressa e assim que as portas abriram no destino, já pude ver as paredes vermelhas do corredor estreito. Na primeira sala, que tinha o seu nome grudado na porta aberta foi exatamente a que entrei. Mas ali estava o irmão dela, Colin, atrás de uma mesa concentrado em um notebook e nem prestava atenção nas pessoas que rondavam atarefadas a sua volta. De pensar que os negócios deles ainda estão de pé, e eu jurava que não ia durar nem 5 meses. Eu não o via fazia uns três anos, ele tinha mudado bastante.

Eu: Fala Colin! -bati na mesa o assustando. 
Colin: Tá louco filho da puta? -voltou a se sentar direito depois de ter dado um pulo com o computador no colo que me fez rir. -Zayn. 
Eu: Eu. De carne e osso. -me joguei na cadeira a sua frente, espreguiçando meu corpo na maior folga.
Colin: Seu pilantra, então você ainda tá em Vegas. -abriu um sorriso- Estou surpreso por você ainda não ter morrido, se é que ainda faz aqueles seus joguinhos. 
Eu: Faço, por diversão. O trabalho agora é muito mais perigoso, mas dá muito mais dinheiro. -ele assentiu. Colin me conhecia bem, as antigas trapaças, mas só o que eu o deixei saber.
Colin: Quanto tempo, hein?
Eu: Verdade. E pelo jeito você continua trabalhando com a sua irmã nessa coisa de jóias. 
Colin: Digamos que é bem lucrativo. Algo como 50 mil dólares por mês. -assoviei. 
Eu: Wow. -rimos. -O que a sua irmã quer comigo, hein?
Colin: Sei lá, ela não me falou. Quando eu perguntei ela disse que era assunto particular. -me levantei.
Eu: Então vou lá encontrar com a fera. -saí dali e no momento em que pisei novamente no corredor vi Emma. Ela devia ter feito alguma plástica no rosto porque sua boca estava muito mais carnuda e bem mais magra. Não que eu estivesse reparando mas caralho, era impossível não perceber coisas assim. -Até que enfim te achei. 
Emma: Calma, Malik. Onde é o fogo? Pra que a pressa?
Eu: Nenhuma. -menti. Se mostrasse que queria ir logo embora aí que ela ia fazer de tudo para me prender por mais tempo. -Só estava pensando que espero que seja importante. 
Emma: E é. -sorriu, dando a entender que queria que eu a seguisse para um lugar mais reservado. Caminhamos até o fim do corredor vermelho escuro. Aquilo me dava uma puta impressão de vida noturna.
Eu: Gostei muito desse lugar. -ela parou na porta, a abrindo.
Emma: Acredito que sim, vamos conversar?
Eu: Alvenaria? -ri admirando a parede. -É que dependendo da conversa eu gosto de me soltar e falar umas coisinhas. -ela riu da minha tamanha idiotice e entramos. Comecei a bater meus dedos de modo rítmico no braço da cadeira após alguns minutos sentado, por que ela estava fazendo tanto rodeio pra falar? -Está esperando um convite formal pra abrir a boca?
Emma: Não fale assim comigo Malik, nós não nos vemos a um tempão e você não tem esse direito. 
Eu: Nossa, pelo visto você tá sensível hein. -tateei os bolsos tentando achar um maço de cigarros. Eu devia ter lembrado de comprar. 
Emma: Nem pense em fumar aqui. 
Eu: Eu já estou ficando irritado, fala logo porra. 
Emma: Tá. -suspirou, se apoiando na mesa a minha frente. -Eu estava pensando em como ia te pedir isso. Mas não tem como aliviar. A minha melhor amiga morreu ontem anoite e...
Eu: Sério? -zombei -O que a safadinha fez pra morrer?
Emma: Não brinca com isso, eu já chorei o bastante. -ficou em silencio. -O pior é que tem esse cara atrás de mim agora. Ele quer que eu pague uma dívida de jogo do meu namorado e eu não vou fazer isso. 
Eu: É, Las Vegas é uma cidade difícil. Ou paga as dívidas ou morre. -fiz pouco caso com um sorriso debochado no rosto. Ela tinha sido uma filha da puta comigo no passado, não tinha motivos para lhe ajudar. - Manda o seu namorado pagar ué. Fala que tem uma pessoa que jogou com ele que agora tá te ameaçando.
Emma: Acha que eu não faria isso se pudesse? Merda Zayn, ele fugiu! Fugiu e deixou esse cara atrás de mim. -disparou me enviando um esgar de surpresa a minha face. -Ele já fez isso com a minha amiga, logo virá atrás de mim.
Eu: Eu sei o que você está querendo e a resposta é NÃO. -será que ela fazia ideia de que eu nunca matei ninguém antes? -Não sou matador de aluguel e nem te devo nada. 
Emma: Aí que você se engana. Você fez meu irmão perder o emprego dele em 2011 por causa dos seus golpes naquele cassino, não se faça de sonso.
Eu: Então ótimo, devo uma ao seu irmão, não a você. -levantei da cadeira. -Vou chama-lo para um bar e eu pago a cerveja, tá bom?-ironizei.
Emma: Sabe qual o seu problema Zayn? Você é rude, ignorante, parece um psicopata e se envolve com coisas que não prestam. Ainda faz pouco caso da minha situação, é importante! Não me faz implorar. 
Eu: Seria legal você implorar. -ri- Você transa com um cafajeste que te deixa dívidas e eu que tenho que apagar o inimigo dele? Brincadeira viu...
Emma: Tudo bem, eu ainda posso te dar uma boa recompensa em dinheiro. E só. -me deu um cartão com um endereço. -Ele quer me encontrar nesse local na segunda lá pelas duas da manhã. Vá por mim e apague ele. 
Eu: Hum. Vou pensar. 
Emma: E se aceitar, ainda te deixo me chamar de "chefe". Mais sexy impossível. -foi sua vez de debochar de mim, sentou-se na mesa cruzando as pernas nuas. Se fosse até ano passado, eu teria a agarrado ali mesmo, sem pudor.
Eu: Hoje não. -debochei e passei por ela, saindo daquela sala e indo até o elevador. Antes eu não tivesse vindo. Saí pela saída de emergência, onde tinha uma pequena porta que dava acesso a rua. Vi Jack dentro do carro já ficando azul de tanto me esperar. Quando ia atravessar a rua para encontra-lo, um carro vinha em alta velocidade e parou na minha frente. O vidro de trás abaixou diante dos meus olhos e a porta abriu. Colocaram uma arma na minha direção e me mandaram entrar no carro. Eu não sabia como tinham conseguido me encontrar ali, naquele lugar tão improvável mas fazia ideia de que estavam me seguindo e já não era de hoje. Enquanto entrava no carro me certifiquei que do outro lado da rua, Jack havia percebido o que estava acontecendo. Fecharam a porta e o veículo voltou a circular em questão de dois segundos como se nada tivesse acontecido, após rapidamente me tirarem minha arma. 

O primeiro soco veio da esquerda. O segundo da direita. Eu estava sentado no meio de dois caras com o dobro do meu tamanho, e ambos batiam pra cacete. Meu estômago reclamou e a gola da minha camisa se sujou de sangue. Não havia como lutar ali, e eu sou inteligente o bastante para saber que haviam apenas duas maneiras de fugir. Sinceramente eu não estava tentado a usar nenhuma delas até ter respostas. E com certeza era a mesma coisa que os olhos brilhando de ira a minha frente desejavam. 
XX: Malik, Malik, você não aprende! Será que não imagina que se moer dois dos nossos no seu porão não vamos fazer o mesmo depois com você?-um deles disse cheio de humor. Fiz a melhor coisa que podia, recuperei a compostura.
Eu: Que bom que já estou conhecendo o resto do grupo. -grunhi- Vocês invadem nosso local de trabalho, drogam e ameaçam uma da minha equipe, nos seguem e ainda quer menos que isso? 
XXX: Verdade. -riu. -Eu fiquei sabendo da própria boca do Doug, o cara do Martini que você surrou. Soube diretamente dele sobre a sua protegida. Uma gostosa, que fica na defensiva que nem uma princesinha, com um sorriso de boneca, corpo fodido de sexy. -meu sangue fervilhava dentro do meu corpo, eu estava atingindo o limite para fazer uma besteira. -E me conta, ela deve foder que nem uma cadela, não é? Eu tô louco pra conhecer.
Eu: FILHO DA PUTA, VOCÊ NEM OUSE ENCOSTAR UM DEDO NELA QUE EU TE FAÇO CONHECER O INFERNO. -berrei me debatendo com os braços presos, mas já era tarde demais para perceber que ele tinha atingido um de seus objetivos, me tirar do sério e se divertir com aquilo. Aquela minha cena decadente, sendo um fraco. 
XX: FAZ UM MOVIMENTO BRUSCO DE NOVO QUE QUEM MORRE AQUI É VOCÊ. -senti uma onda elétrica na minha costela que me fez contrair os músculos e tremer sentindo meus nervos a flor da pele. O filho da puta tinha uma arma de choque que eu acabava de perceber encostada perto da minha cintura. Perdi os sentidos por alguns milésimos de segundos enquanto eles riam. 
Eu: Cacete, por que não me mandam conversar com o seu chefe de uma vez?
XXX: Não, você não está a altura de se encontrar com ele desse jeito. -gargalhou -Mas não tenho pressa, vamos brincar e depois você vai falar com o Charlie. -deu uma puta vontade de fazer o que eu tinha em mente, mas não podia. Além de que as chances eram mínimas ao meu favor. Colocaram um saco na minha cabeça tampando a minha visão, e me obrigando a parar de visualizar discretamente as janelas para começar a contar mentalmente as voltas na tentativa de memorizar o caminho. 

Eu me dei conta enquanto estava com aquele saco na cabeça que provavelmente eu teria tudo sob controle muito em breve. Não quero dizer que não estava com medo, seria burro se não tivesse, afinal, sabia muito bem que esses caras tinham habilidades, tinham muito mais munição e utilizavam de alta tecnologia que os fazia subir de vida. E o pior de tudo, eram fieis. Morriam mas não se entregavam. Na verdade em muitos momentos me vi surpreendentemente amedrontado, mas nem por isso deixei de seguir meu plano mental. Era óbvio que tanto me seguindo, uma hora iriam armar esse sequestro. E é claro que eu estava preparado. 

Chegamos em algum lugar e senti a porta abrir. Um deles trocou umas palavras com um cara de voz bem grossa e em seguida me tiraram do carro. Me passaram para o meio deles, e os capangas vinham me guiando. Puxaram o saco do meu rosto e deu uma puta vontade de gritar quando o sol puro do deserto aberto quase cegou meus olhos. Pude ver a entrada de um galpão, no meio do nada. Tudo que se podia ver em volta era um monte de mato e montanhas. 
Continuaram a me guiar para dentro, um cara alto e negro bem melhor vestido que os outros nos esperava. Sorriu diabolicamente, se comunicando em uma língua desconhecida por mim com os outros, eu já me perguntava onde o filho da puta do Jack devia estar. Me debati e resolvi tentar lutar para não parecer suspeito, ao perceber que empurravam caixas para longe para abrir mais espaço no lugar. Soltei meus braços quando bobearam e acertei um soco na cara do homem de olhos negros. Quando seu rosto voltou para cima, pude ver que ele sentia que eu havia assinado minha sentença de morte. Aprisionavam meus braços com uma corrente grossa e o cara colocou cautelosamente um soco inglês e se aproximou, me acertando no rosto, várias vezes enquanto eu tentava lutar. Não me disseram mais nada, apenas me batiam. Eles riam e conversavam em outra língua entre si, revezavam para me acertar com diversos golpes, estômago, virilha, cabeça, joelhos. A dor era horrível, mas suportável. Eu só conseguia pensar em todas as pessoas que já bati, e no quanto era prazeroso. Esses filhos da puta estavam sentindo o mesmo com isso. Suas veias saltavam dos pescoços de tanto que faziam esforço, mas tinha certeza de que a dor era boa. Provavelmente seria até doloroso pra eles terem que me entregar todo ferrado para o chefe terminar o trabalho. Ou era o que achavam que ia acontecer. Começaram a ler em voz alta algumas coisas em uma espécie de ficha, informações sobre mim que eu nem podia imaginar onde e como tinham conseguido. Alguns me batiam enquanto um deles lia, desrespeitando tudo que eu era. Me rebaixando a nada. Minhas ideias, meus amigos, aqueles que eu considerava família, minha dor naquele momento, minha vida fodida em geral. Então o terror também era psicológico. Interessante. Grunhi com o próximo chute fechando os olhos. 

- Abra os olhos Malik. Olhe em volta, olhe para nós. Olha só o que você causou. -não obedeci. Eu não faria, de forma alguma. -ABRA OS OLHOS DESGRAÇADO. -se aproximou e bateu fortemente com o ferro entre os dedos no meu rosto duas vezes, o jogando de um lado para outro. Ah se eu pudesse me mexer, iria fazer um belo estrago com tamanho ódio e ira que sentia. -ABRA! -outro arrancou a faca da mão do capanga mais próximo dele e levantou minha camisa, fazendo um "risco de sangue" em minha barriga. A dor foi extrema, mas não abri os olhos. Não ia dar o gosto pra esses ordinários. Pelo contrário, os apertei mais ainda. Um deles pegou a corrente e bateu com ela em cima do corte, fazendo-o arder como o inferno queimando dentro de mim.
Eu: Isso filhos da puta, aproveitem enquanto podem.
XX: Com certeza iremos, minha vontade é de te mandar aos pedaços para o Mitchell...ah, com certeza ele vai saber terminar.

Ele abriu a boca para dizer algo, mas como eu esperava, dois carros finalmente apareceram, o barulho que a alta velocidade causava aos motores era a prova viva, aquilo fazia parte do plano. Os caras com as mãos já cheias de sangue, agora sacavam suas armas de fogo. Cerrei os olhos os forçando para ver rostos conhecidos saindo dos carros, já atirando e começando uma briga suja com aqueles caras. Eu estava perdido no meio daquilo, preso e com o corpo inteiro latejando. Débora veio até mim passando em meio á aquela confusão sem quase ser notada enquanto os outros lutavam com o que tinham. Isso sim, era uma equipe de verdade. Ela me olhou desesperada ao ver meu estado. Tudo estava acontecendo conforme o planejado, a não ser pela parte em que demoraram demais.

Débora: ZAYN!-gritou por causa do barulho. -DESCULPA A DEMORA, DESCULPA! -disse me tirando do mundo da lua, suas mãos tremiam um pouco mas eram ágeis tentando desenrolar as correntes dos meus pulsos. -VAMOS LÁ, ME AJUDA!- Eu não tinha como ajuda-la, a única coisa que consegui fazer foi ficar de pé e bater com toda força que consegui arranjar em dois deles que nos atacaram sem pudor.

Ao conseguir me soltar, Deb me deu a chave e corri em direção aos carros agachado seguido por ela. Os caras nos deram cobertura enquanto tentávamos sair do galpão. Um dos capangas caiu do meu lado sangrando e eu roubei sua arma depois de pisar em sua barriga como se fosse um mero tapete no meu caminho. Foi então que eu vi Frank correndo até nós, eu fiz um sinal para que ele se apressasse mas o estouro foi mais perto do que eu esperava.
Eu: FRANK! -berrei. Parei no meio do caminho, paralisado, pego totalmente de surpresa. Corri novamente para perto da entrada, indo até o corpo de Frank que caía no chão na mesma hora, enquanto ele começava a cuspir e engasgar com sangue. -NÃO, FRANK, LEVANTA! Vo-você consegue cara...-tentei de tudo para ajuda-lo a se levantar, mas ele balançou a cabeça sinalizando que estava tudo bem. Eu mal podia ouvir os gritos atrás de mim. -Me desculpa...me desculpa bro. -segurei firme sua cabeça, o fazendo me olhar. Não esperava aquilo, nem um milhão de anos. Frank morreu olhando pra mim. Meu reflexo estava em seus olhos, e lágrimas escorriam por eles enquanto sua respiração falhava. Em sua barriga eu só via a ponta de uma faca que atravessava seu corpo. Ele havia levado uma facada e depois um tiro, que o derrubou antes que chegasse a nós. Os gritos de Débora me fizeram levantar vendo que não havia tempo, corri até ela a prendendo antes que pudesse querer ir até Frank. 
Débora: ME SOLTA! TEMOS QUE AJUDA-LO!-berrou. -VAMOS VOLTAR!
Eu: Não tem mais como ajuda-lo! -a agarrei pelos punhos e praticamente a puxei a força para dentro do carro enquanto os tiros se intensificavam cada vez mais. Quase quebrei a porta com a força que a bati e num piscar de olhos eu voava para longe dali, ultrapassando os limites do velocímetro. Tudo aconteceu muito rápido, impossível de acompanhar. Depois de quase dez minutos avistei pelo retrovisor o segundo carro, com Jack trazendo os outros.
Débora: Merda, merda, merda!-chorava, com o vento forte misturado a areia da estrada batendo em seu rosto. -Por quê?!
Eu não conseguia a responder, simplesmente porque me perguntava a mesma coisa.


CONTINUA...
Heey amores! Queria lembrar vocês (como avisei no último cap de Brand New Bitch) que em ABRIL vou abrir vagas para postadoras. Então quem quiser já vai preparando sua história, ou editando, essas coisas que algumas deixam para última hora -como eu kkk-, só avisando desde já para vocês terem tempo de se prepararem. Mais um aviso, no próximo capítulo tem HOT.

9 comentários:

  1. COMASSIN FRANK MORREU?
    EU TO NMUITO CHOCADA ME AJUDE

    ResponderExcluir
  2. SEUNOME É TÃO FODA
    CARA A MADISON TEVE O Q MEREE
    E MERECIA MAIS
    EU ADMIRO A MADRASTA DA SN, FOI NOBRE
    MAS SLA, EU CONTINUO N GOSTANDO MT DELA
    O ZAYN SCR, ELE TEM UM JEITO DIFERENTE DE
    NARRAR DA SN E DOS OUTROS. CADA UM TEM UM
    JEITO.
    PFTO PFTO
    QUANTA AÇÃO
    Q BEM FEITO
    AMO BADBOY OF' MINE PRA SEMPRE
    MELHOR ESCRITORA
    EU NEM SEI O QUE EU TO SENTINDO
    PERFEITO
    POSTA MAIS
    QUANTA AÇÃOOOOOOOO

    ResponderExcluir
  3. CADA CAPÍTULO É UMA FACADA MEU DEUS

    ResponderExcluir
  4. Cada dia que passa,vc se supera...Sem dúvida alguém deveria investir em vc,deveria DEVE POR QUE VC ESCREVE MUUUUUUITTOOOO BEMMM
    XX:Ana❤
    (Limda vc pode me passa dica de,como fazer partes de fic hot e que,eu tô sem disposição pq começei a fazer uma criminal é ñ tô tendo ideia)please
    PS:vc que faz suas capas???Como??

    ResponderExcluir
  5. Leio sempre e fico muito brava quando demora a postar ! Definitivamente passei uma certa angustia ao ver Zayn sendo espancado e no momento nao consigo entender como VOCE matou o Frank 👊

    ResponderExcluir
  6. NAO PODE ISSO MDS
    MUITOOOOOOOOOOO BOM, muito bom mesmo. Vc escreve super bem. Amei amei amei *-*

    ResponderExcluir
  7. Melhor fic ever 💙

    ResponderExcluir
  8. Nao demora pra postar amr ,cada capitulo melhor q o outro ☺🎀💓

    ResponderExcluir
  9. ai como eu amooooooo Badboy Of' Mine <333 não acredito que o Frank morreu, LUTO eguaaa, por que você matou o Frank, Lizzy? aaaah

    ResponderExcluir