Counting Stars - Prólogo

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"Love you Dad"

Quinta-feira, 13 de outubro, Seattle.

Pela terceira vez no dia eu estava chorando. Meu pai havia sofrido um acidente de carro, onde não resistiu e faleceu. Ele estava indo para a empresa de carro e um caminhão com mercadoria havia perdido o controle do caminhão.

Doía, e muito sua perda. Papai era um homem incrível, tínhamos nossas brigas, mas eram as que eu gostava porque depois de tudo isso nós não conseguíamos ficar sem nos falar nem quinze minutos direito. Eu era muito mais próxima de meu pai do que da mamãe, mas às vezes dizem que ao contrario, que o filho é apegado ao pai e vice e versa, mas não era esse o nosso caso.

Meu irmão quando soube da notícia ficou frustrado, saiu de casa batendo a porta e está desde manhã sem voltar. Christhian sempre foi um irmão incrível, fazia faculdade de contabilidade para que logo ele pudesse ajudar a administrar a empresa de papai e mamãe.

Escutei alguém batendo na porta do quarto e então me levantei limpando minhas lágrimas e funguei mais uma vez e respirei fundo. Abri a porta e encontrei com minha mãe em frente a minha porta. A mulher que se encontrava ali estava com uma expressão triste, cansada. Minha mãe estava mal com tudo isso que aconteceu de repente.

- Oi – falei baixo demais.

                Eu sei que deveria de estar dando forças para ela, já que meu irmão havia saído. Mas eu simplesmente não conseguia, porque eu também estava chorando, e não conseguia lidar com isso direito também, foi tudo muito rápido.

- Olá querida – ela falou – Preciso que se arrume tudo bem?
- Sim mamãe – falei sentindo meus olhos marejarem.
- Vamos sair dentro de uma hora, seus avôs do Brasil estão vindo para cá também – ela falou e eu assenti olhando para o chão.

                Ela então caminhou pelo corredor e entrou em seu quarto. Com certeza Chris ainda não havia chegado em casa. Fechei a porta do quarto e me encostei-me à mesma, observei os diversos ursos de pelúcia que eu tanto amava, mesmo tendo dezesseis anos era algo que eu não conseguia me separar. Ainda mais agora, porque a maioria deles havia sido meu pai que me deu.

                Coloquei a mão sobre minha cabeça e respirei fundo, caminhei até o banheiro para poder tomar um banho e então relaxar um pouco meus músculos que estavam tensos e cansados.  Após tomar um banho fui até o closet e coloquei minhas roupas intimas, peguei uma saia que ia até o joelho na cor preta, uma blusa branca de mangas, e um blazer preto. Calcei meus sapatos pretos e amarrei o cabelo logo em seguida. Caminhei para mais perto do espelho e encarei o meu reflexo pálido e com olheiras. Passei um corretivo em baixo dos olhos e depois um pouco de pó.

                Esperava que Chris estivesse em casa, eu não conseguia aguentar isso sozinha. Eu não conseguia nem dar forças para minha mãe, eu estava me sentindo horrível por isso. Respirei fundo e então apaguei a luz do quarto e sai do mesmo. Olhei para a porta de Chris no final do corredor, e por incrível que pareça estava aberta. Pensei em ir até lá, mas decidi esperar no andar de baixo. Caminhei até a escada e desci, logo caminhei para a sala onde ele estava parado de costas com as mãos no bolso usava um terno. Assim que o vi meus olhos se encheram de lágrimas.

-Chris? – chamei com voz embargada, e logo ele se virou e me encarou.

                Ele também estava com lágrimas nos olhos, ele caminhou até mim e eu rapidamente fui até ele onde nós dois nos abraçamos.

- Pensei que você não estivesse em casa – falei fungando um pouco.
- Cheguei há vinte minutos – ele falou me apertando.

...

Sexta-feira, 14 de outubro, Seattle.

                Era dolorido demais dizer isso, mas estávamos enterrando meu pai nesse exato momento. Havia diversos empresários aqui, minha família compareceu, a grande maioria dela. Eu estava abraçada com meu irmão e minha mãe estava com minha avó. Chris tinha lágrimas escorrendo por seu rosto. Eu não acreditava nisso, não podia ser verdade.

                Após alguns minutos já não se via mais o caixão. Apertei meu irmão com mais força e enterrei minha cabeça em seu peito. Comecei a chorar mais uma vez, era impossível conter as lágrimas. Ele passava as mãos sobre meu cabelo enquanto me abraçava. Eu me sentia tonta quando me afastei um pouco dele.

- Chris eu não estou me sentindo bem – falei colocando a mão na cabeça.
- Você quer ir? – ele perguntou – eu falo com a mamãe, não tem problema eu também não quero ficar aqui, eu preciso pensar – ele falou e eu assenti.

                Ele passou sua mão sobre meu ombro e eu ao redor de sua cintura e caminhos em direção à mamãe.Ela conversava com uma pessoa de cabelos cacheados e olhos verdes que logo foram direcionados para mim,e ao que aparentava estava acompanho de seu pai que tinha os cabelos um pouco grisalhos, os mesmos foram embora e então mamãe se virou para nós.

- Como vocês estão? – ela perguntou.
- Eu acho que deveria de ser a gente que perguntasse isso a você mamãe – falei me soltando dos braços de Chris e indo abraçar ela. Logo, ele se juntou a nós.

                Ela fungou algumas vezes e então se afastou para poder limpar as lágrimas e o nariz. Ela deu um sorriso fraco para nós.

- Mãe se importa de eu levar Kath para casa? – Christhian falou – ela está um pouco tonta, deve ser porque não comeu – ele me olhou me repreendendo, eu abaixei minha cabeça.
- Faça isso querido, eu vou demorar ainda aqui – ela falou colocando uma mão sobre o ombro do meu irmão e dando um aperto fraco.
- Você vai ficar bem? – ele perguntou.
- Na medida do possível sim querido – falou – ainda tenho que levar seus avôs junto.
- Qualquer coisa ligue para nós mãe – falei e então a abracei.
- Ligarei sim querida.

                Meu irmão foi dar um abraço em minha mãe e então caminhei até um monte de rosas brancas que havia ali, peguei uma e cheirei a mesma. Caminhei em direção e coloquei sobre a terra de lá.


- Descanse papai – falei – estarei sempre com você. Amo você.

Continua...
Olá gente, desculpem a demora para postar o prólogo. Eu só faço fanfic onde alguém morre, meu Deus. Férias acabando e eu nem comecei a postar ainda, argh que raiva de mim. Vou tentar postar finais de semanas quando não estiver cheia de trabalhos e quando tiver algumas folguinhas. Eu ia postar no dia do aniversário do Haroldo, mas eu não tinha terminado o segundo capítulo ainda, então já sabem não é? Resultado que não postei. Vai ter trailer, estou trabalhando muito nisso, e enquanto eu não estava escrevendo estava fazendo o trailer que espero que gostem. Só para avisar, o prólogo e o primeiro capítulo são somente para que nada aconteça de repente, preciso contar a história toda para que vocês entendam não é mesmo, então já sabem, dois primeiros capítulos vão ser meio cansativos. É isso, eu espero que vocês gostem da fanfic, porque eu amei as ideias que tive para ela. Beijos galerinha e até a próxima.
link da página da fanfic no blog aqui
PS: Talvez eu poste as sextas feiras, capítulo novo as sextas se o meu pc ligar esse merda, ui que raiva. Então, vou tentar deixar programado os capítulos caso eu me esqueça. Espero que vocês tenham gostado do trailer amores. Beijosss e até a próxima.

2 comentários:

  1. Ameeei ♡.♡
    Continua ..

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  2. continuaaaa amei mesmo começando com morte

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