Badboy of' Mine - Capítulo 28

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- Cartada de mestre

Se o amor é uma luta, então eu morrerei, com o meu coração em um gatilho. -Angel with a shotgun

SeuNome P.O.V's
É divertido perder e fingir Eu me sinto estúpido e contagioso
Puxei o balde de pipoca mais para o meu lado quando percebi Deb olhar estranho pra mim, como se quisesse me falar algo urgente. Com certeza não podia ser mais alguma coisa sobre o fato de Jack ser seu meio-irmão -coisa que eu ainda não tinha me acostumado-, e muito menos sobre ela estar odiando mais do que nunca ter que viver na mesma casa que Piper. Então voltei a olhar para a gigante tela a nossa frente e prestar atenção no filme que foi escolha de Jack depois de termos visto outros 4 filmes em uma especie de maratona improvisada já que era nosso dia de folga. Realmente, daquilo só saía bagunça. Mesmo assim, eu tentava ignorar os comentários chatos sobre o filme e assistir.

Zayn: Acho ridículo eles quererem legalizar a maconha. Além do mais, proibido é mais gostoso mesmo. -acabei rindo sem querer, atraindo seu olhar.
Frank: Falou tudo mano. -disse com uma gargalhada uníssono com Jack e jogaram mais pipocas para cima tentando pegar com a boca. Fail.
Eu: Ah Zayn, você não presta mesmo.
Zayn: E cada vez menos. -abriu um sorriso zombeteiro. -Você adora, é claro.
Débora: Será que dá pra vocês pararem de comentar sobre o filme e verem essa merda?

O silencio durou por alguns minutos apenas, depois os garotos começaram a comentar e rir sobre alguma outra cena sem graça em que os personagens usavam drogas ou apareciam mulheres semi nuas. Realmente, eu não estava curtindo aquele filme, mas a regra era ver todos que cada um escolhesse até o fim da tarde. O meu já tinha passado e eu consegui dar boas risadas com ele, assim como a Deb mas os garotos detestaram.

Zayn: ...Tá, tá, mas você não acha que a cena seria muito mais bem feita se a perna do cara tivesse sido arrancada pelo caminhão e...
Jack: Shh, quero ver essa parte!-riu e aconteceu o que Zayn falou a segundos atrás. -Você é um filho da mãe, fica contando spoiler.
Zayn: Vocês iam ver de qualquer jeito.
Jack: Continua sendo um mal amado, filho da puta e...
Frank: E com certeza vai queimar no inferno por contar a porra do filme.
Zayn: Eu até iria mas não quero te ver por lá. -riu seguido deles.
Débora: Dá pra vocês calarem a boca?!-jogou várias pipocas neles nervosamente, isso sim era engraçado. -Implorem agora!-gargalhei.
Jack: Pode continuar, você que vai ter que limpar o chão mesmo depois, sis. -Sis? Uau. Essa realmente tinha sido a primeira vez que eu o ouvi chama-la assim, será que a Deb ter cuidado dos machucados de Jack naquela noite deixou ele sentimental em relação a ela? Estranhamente eu esperava que sim. Queria que as coisas dessem certo pra ela.
Débora: Vão a merda, cansei de fingir que ver filme com vocês dá certo!-riu e se levantou enquanto o controle remoto passava de mão em mão numa discussão aparte sobre o volume. Garotos são mais irritantes que o normal as vezes. -SeuNome preciso da sua opinião sobre um esmalte brasileiro que eu encomendei, vem cá. -assenti e me levantei ganhando uma piscadela de Zayn e em seguida de Jack que o imitou, levando um tapa. Entramos na cozinha e Deb fechou a porta antes que as risadas e comentários deles se iniciassem.
Eu: Ta bom, onde está?-ela me direcionou um olhar indiferente como se realmente se perguntasse se eu estava mesmo caindo nessa. Por que eu tinha a sensação de que o que ela tinha a dizer não tinha nada haver com unhas?
Débora: SeuNome...-ela tirou do armário da cozinha um pequeno bloco com anotações na primeira pequena página. Minha curiosidade aumentava a cada olhada ansiosa dela.
Eu: Vai me dizer o que é isso ou não?!
Débora: Não tá na cara? O Zayn vai te levar pra jantar!-abriu um sorriso. -Aqui está anotado uma reserva em um restaurante super fino de Las Vegas pra hoje anoite! E eu vi ele próprio anotando mais cedo enquanto falava no celular.
Eu: Ah...uau! Mas...pra quê a surpresa? Achei que todo mundo nessa casa já soubesse sobre...ahm...
Débora: O lance de vocês?-riu. -Todos sabem, mas, é que, o Zayn nunca leva ninguém para jantar, ele é muito reservado com esse tipo de coisa. -ri cruzando os braços.
Eu: Ser reservado e um babaca narcisista as vezes é uma combinação bem estranha.
Débora: Realmente. Mas eu diria, e sei que você também, que fica bem nele.  -me deu uma bundada e eu ri evitando ao máximo voltar para a sala depois de saber o que ela queria me contar. -Você está agindo como se não se importasse mas sei que está ansiosa para sair com o Zayn.
Eu: Calma, pode nem ser verdade, vai ver ele só fez a reserva para encontrar alguém trouxa para uma trapaça, eu sei lá. -me curvei sobre o balcão -Você tem razão quando diz que ele não leva ninguém para jantar, eu nem mesmo imagino essa cena.
Débora: Você quem sabe. -passou por mim- Será que foi ruim eu ter te falado?-mordeu o lábio. -Ai, me desculpa mas eu achei que você fosse gostar de saber, mas talvez você fosse querer surpresa. -disparou sinceramente e eu ri.
Eu: Esquece, tá tudo bem!

          Balancei a cabeça enquanto Deb assentia com um sorriso e saía dali me deixando sozinha. Peguei o bloco deixado por ela em cima da pia e guardei novamente na mesma gaveta da onde foi tirado, se era mesmo verdade e Zayn fosse me convidar para sair, eu não queria que ele já soubesse que eu sabia. Eu não queria fazer nada que pudesse estragar, já que no fundo sabia que ele não era muito disso. Mesmo não acreditando muito na possibilidade de ter um encontro romântico com Zayn, não pude evitar ficar sorrindo como uma boba sozinha.
                  Depois que a sessão de filmes dos meninos terminou, eu fiquei naquela de esperar que Zayn viesse falar algo comigo e mesmo que eu não admitisse nem pra mim mesma, eu estava levemente ansiosa. Talvez porque se fosse realmente acontecer, seria a primeira coisa sadia que faço na companhia dele e desde que cheguei em Las Vegas. Nessa Las Vegas de insanidades.
                Saí do meu quarto as pressas ao ouvir Frank gritar com Piper no corredor de uma maneira muito mais intensa do que estava acostumada a ver nessa casa, como se estivesse a chamando para ver algo. Me juntei a eles na janela que dava para a garagem ao ar livre a tempo de ver cinco corpos se afastarem rapidamente dos carros e pularem o enorme portão de ferro, eu não podia vê-los muito bem e nem seus rostos pela distancia, provavelmente por todos estarem usando preto e a noite já estar em seu ponto mais escuro dando pouquíssimo contraste as figuras em movimentos. Saí da espécie de transe em que estava quando Piper me empurrou de lado para sair correndo escadas a baixo e comecei a murmurar alguns xingamentos. Frank revirou os olhos e me acompanhou até o primeiro andar onde encontramos Jack, Zayn e Logan conversando de um jeito bem diferente de como estavam mais cedo sobre o filme, descontraídos. Agora eles pareciam realmente abalados.

Frank: Que merda foi aquela que acabamos de ver?-exclamou- Vocês viram?
Eu: É obvio que viram, vocês parecem péssimos.
Zayn: É, talvez não estejamos tão seguros aqui quanto eu pensei que íamos estar. -disse pensativo. Ele encarava Frank como se quisesse que ele lesse algo em seu olhar.
Frank: Você acha que é hora de ligarmos para o Payne?
Zayn: Não, de jeito nenhum, ele não precisa saber disso.
Logan: Pelo contrario, acho que é uma boa ideia ele saber. -se meteu.
Zayn: Não, droga! Ninguém aqui vai ligar para ele.
Eu: Espera. -ganhei seus olhares quase que ao mesmo tempo. -Aquelas pessoas que tentaram entrar aqui era ladrões, certo?
Zayn: Com certeza eram ladrões.  -eles voltaram a se encarar naquele jogo interno inaudível me deixando ainda mais frustrada. Será que sabiam de algo?
Piper: Garotos. -apareceu na porta da casa parecendo realmente assustada mas sem perder o cinismo. de sempre -Por acaso vocês já foram ver os carros?

Não foi preciso ser dita mais nenhuma palavra sequer para que eles saíssem em disparada para a segunda parte da garagem que ficava ao ar livre e tal qual eu tinha visto a alguns minutos cheia de caras de preto que pra mim pareciam muito com bandidos. Segui eles ainda me fazendo perguntas como "Como eles entraram aqui" ou "O que queriam" e "Por que foram embora tão rápido", obviamente eu estava tão assustada quanto os outros mas, acima de tudo, tinha medo de que não fossem apenas ladrões. Que Zayn soubesse de algo.

Jack: Porra, meu carro!-exclamou enquanto eu me aproximava e tinha a visão do Maserati branco dele totalmente amassado, com o vidro da frente inteiro rachado e as laterais lascadas intensamente como se tivesse sido atacado por vândalos com marretas. Os carros de Alex, Frank, Logan e Jack também estavam completamente detonados, com os faróis quebrados, pneus furados e vazios pressionando o chão.
Eu: Meu Deus, que tipo de ladrão entra em uma mansão, detona com os carros e vai embora sem levar nada?
Piper: Realmente, a coisinha de San Diego tem razão. -eu iria avançar nela, mas não estava com clima para isso, então fingi que nem tinha ouvido.
Jack: Estou querendo matar alguém!-disse com a boca quase imóvel sem deixar de fitar os carros enfileirados a nossa frente. -Não é possível! Merda, merda!
Frank: Se controla, a gente arruma os carros. Juntamos muita grana nos últimos meses, não vai ser problema.
Jack: Frank, você sempre foi mais verbal do que na atitude mesmo né seu cabeça de merda, a questão é que entraram alguns filhos da puta aqui e foderam com os nossos carros caros, não é só consertar e pronto, é pessoal...
Eu: Nós temos as câmeras de segurança. -lembrei- Poderíamos tentar ver os rostos talvez...?
Zayn: E aí faríamos o quê? Vamos a polícia para eles investigarem mas, opa! Nós também somos criminosos!-me mediu com o olhar.
Frank: Calma ai mano, ela esqueceu. A ideia seria boa, mas fazer o quê.
Zayn: SeuNome constantemente se esquece o que a gente faz aqui.
Eu: Na verdade você não me deixa esquecer. -disse inquieta com aquela situação toda e o encarei mais estreitamente quando ele levantou a voz.
Zayn: Tá me dizendo que a culpa é minha?
Jack: Se acalmem gata e rato, não é hora pra isso, já temos problemas o bastante não é?-Zayn bufou se fechando novamente em seu mundinho irritante cheio de si mesmo.
Zayn: Isso não vai ser um problema. Vamos esquecer, ta bom pra vocês? Nada demais aconteceu. -atravessou a garagem -Assaltos acontecem o tempo inteiro e nós levamos os carros para a oficina amanhã.
Frank: Bom, eu vou passar no quarto do Alex, o Liam Payne ligou dizendo que vai vir amanhã para dar uma olhada nele já que veio hoje.
Zayn: Ótimo, mas olhos abertos com esse cara, você já sabe. -Frank assentiu e entrou na mansão. Cruzei os braços encarando Zayn que quando percebeu, me imitou com um olhar provocativo e coçou a barba com sua mão em que havia tatuado um pássaro oco. Eu não acreditava que ele quisesse mesmo fingir que nada aconteceu, e uma invasão assim era normal. Nesse tempo todo eu poderia dizer que conhecia pelo menos um pouco de Zayn e isso me dava a ruim impressão de que ele sabia de algo. Mas de qualquer jeito, tentei fingir não me preocupar já que ele parecia ter o controle da situação. Abaixei o olhar e fui entrar em casa novamente, mas, fui surpreendida por ser alcançada mais rápido do que esperava por ele. -Espera, posso falar com você um minuto? -me virei de frente para ele com um suspiro. -Tá bom, eu sei que as coisas estão meio bagunçadas por aqui...mas eu pensei em fazermos algo hoje anoite. O que acha?
Eu: Tipo o quê?-me fiz de desentendida.
Zayn: Mais ou menos como um jatar.
Eu: Ah, um jantar. -fingi surpresa. -Eu não sei, lembra quando você tentou cozinhar aquele macarrão e...
Zayn: Lembro que você me disse que não estava tão ruim assim.
Eu: Ai meu Deus!-coloquei a mão na cabeça. -Eu devia estar bêbada! É isso.
Zayn: Aham, claro. -ironizou e segurou minha mão em um ato surpreso. Seu toque gelou minha pele. -Então você está de acordo?
Eu: Isso é golpe baixo, encarar a pessoa desse jeito até ela dizer que sim. -ri nervosamente. Fala sério, até parece que nós não transamos ainda, e meu Deus, como eu queria uma segunda vez ali e agora. -Ahm, eu...
Zayn: Ótimo, esteja pronta daqui a duas horas. -piscou.

Ao dizer isso, ele entrou na mansão me deixando com cara de idiota ali parada. Então era isso, eu ia me encontrar com ele na mesma noite em que fomos assaltados? E bem, com Zayn era tipo "Você, eu, daqui a duas horas", realmente? Previsível, porque não conseguia imaginar um cara como ele chamando uma garota para sair de outra maneira. Merda, por que eu tinha que gostar dos caras maus, afinal? Uma maldita benção e maldição. Mas talvez eu não gostasse dos caras maus. Talvez eu só gostasse de Zayn.
                     Estava com a atenção no relógio e nos meus saltos que acabava de vestir, Débora estava com Frank ao meu lado. E eu ainda não sabia porque tinha deixado eles ficarem ali mesmo. Ela tinha me ajudado a escolher a roupa já que cá entre nós eu não era a melhor nisso, e Frank só queria atrapalhar mesmo, mas depois de Alex, ele era o mais divertido da casa. Ela tinha me dito pelo menos umas dez vezes "Eu te falei, eu tinha razão" depois que disse que ia jantar sozinha com Zayn. Estranho? Bastante. Mas eu não ligava.

Eu: É sério Deb, você ia adorar o Rick, ele tinha um grande senso de humor e estilo e era leal. -disse enquanto ajeitava minha roupa no espelho de corpo todo.
Frank: Que chato, vocês podem parar de falar nesse antigo super amigo da SeuNome?
Débora: Eu sempre quis ter um amigo gay, eles são os reis do mundo. -Frank gargalhou com o comentário dela assim como eu, mas diferente de mim que parei, ele cobriu a boca tentando parar, mas as risadas continuavam a sair.
Frank: Qual o problema de vocês mulheres com amigos gays? No fundo vocês querem pegar eles.
Débora: Nada disso imbecil, eles tem vêem algo na gente que vocês héteros demoram a vida toda pra ver. -ri.
Eu: Frank me passa uma?-ele me jogou uma minhoca de gelatina e peguei no ar. -Valeu. E vê se você tira elas da minha cama depois. -digamos que Frank estava deitado na minha cama em cima das minhocas de gelatina espalhadas por todo lado.
Frank: Então, você vai me dar o telefone da sua amiga?
Débora: Mas nem morta. -sugou a minhoca pendurada no canto de sua boca e eu ri. -Eu sou uma boa amiga, tento evitar idiotas como você pra elas.
Frank: Eu deixo ela feliz aí volto ser idiota depois, que tal?-Deb deu um tapa em seu rosto de leve e virou para mim. Voltamos a falar da invasão dos ladrões mais cedo e eu falei o que tinha visto já que ela estava fora de casa e ainda nem sequer tinha visto o estado dos carros.
Débora: Mas esquece isso por hoje, vai ser uma noite legal!-empurrou Frank sentando na minha cama também. -Zayn não disse que está tudo sob controle? Então fica de boa.
Frank: Sinto cheiro de transa.
Débora: Cala a boca cafajeste!-ele riu alto e ela bufou. -Será que dá pra alguém cuidar dessa peste enquanto eu termino de arrumar as coisas do Alex?
Frank: Me cuidar? Eu sei me cuidar muito bem gata. -o ignorei.
Eu: Quando ele vai embora? Digo, o Alex?
Débora: Segunda, assim que os carros voltarem do conserto já que detonaram com o dele.
Eu: Acha mesmo que ele pode dirigir para casa?-ela deu de ombros.
Débora: Ele está bem melhor, o Danny tem ficado no quarto dele direto, meu medo é que volte para as drogas quando for embora. -um silencio incômodo se instalou, parecia que ali todos afinal se importavam com o caçula irritante e piadista.
Frank: Vai dar tudo certo, vocês são umas trouxas. -se aconchegou na minha cama com os olhos marejados e lhe dei mais um sermão dizendo que quando chegasse não ia querê-lo ali com aqueles doces.

          Débora piscou fofa como sempre, como se dissesse que eu estava bem visualmente e finalmente desci, apenas alguns minutos atrasada e isso nem devia contar. Minha ansiedade desceu pela minha traqueia em uma forma fria até congelar meu estômago quando vi Zayn vestido com uma camisa social preta e um terno da mesma cor por cima. Ele realmente parecia mil vezes melhor do que as palavras poderiam descrever. Seu cabelo estava mais arrumado que o normal, jogado para trás e a barba por fazer. Olhei seu terno impecável totalmente desacostumada me preparando para dizer alguma coisa. Eu só o tinha visto vestido dessa maneira uma vez e mesmo assim, ainda era algo surreal aos meus olhos. Se eu não estivesse acostumada suas roupas descoladas e as vezes sujas de piche poderia jurar que ele nasceu para ser um cavalheiro. A não ser para quem olhasse melhor, ele mexer os braços e o terno subir por seus pulsos deixando as tatuagens escaparem.

Zayn: Preciso dizer que você parece quase tão linda quanto eu?
Eu: E machucar o seu ego logo agora que está tentando ser romântico?-ele abaixou mais a cabeça estreitando o olhar pra mim.
Zayn: Acha que não vai dar certo?-sua voz carregava uma carga sexual notável. Dei de ombros e ele se virou para sair, fazendo sinal com a cabeça para que eu o seguisse. Assim o fiz, até a garagem onde os carros estavam cobertos com uma capa cada um. Agora sim eu parei para pensar, iríamos como? Em uma fração de segundo minha resposta chegou rapidamente aos meus olhos ao ver Zayn passando uma perna por cima do metal cromado impecável de sua moto nova. Havia um ar só dele nela. -Suba.
Eu: Tá brincando, não é?-ele riu franzindo a testa. Se o convite não tinha me surpreendido, isso tinha acabado de fazer.
Zayn: Está com medo?
Eu: Não! Só não é muito apropriado...-olhei seu terno tão perfeitamente em contraste com o prateado do metal.
Zayn: Quem diz o que é apropriado?-sorriu aquele sorriso tão maligno e irônico que eu não via a dias, aquele bem parecido com o que ele usava para me enfrentar quando nos conhecemos. Assenti e peguei o capacete da sua mão, colocando-o rapidamente e subindo no banco atrás dele. Ajeitei meu corpo de modo menos desconfortável quase não acreditando que ia andar naquilo pela primeira vez. Mas depois de tantas trapaças, racha, desafia-lo, negociar drogas e brincar com o perigo não podia ser nada além de mais uma aventura. A moto ganhou vida em seguida que Zayn a ligou e abriu o portão, cada novo arrepio na espinha era como um fogo de artifício explodindo dentro de mim, estiquei meus braços pra frente e abracei sua cintura sentindo seus músculos duros do abdômen se contraírem por baixo do terno com meu toque, mas logo relaxou.
Eu: Você sabe dirigir iss...-Zayn deu partida e eu senti como se meu estômago tivesse ficado na garagem.

[...]

         Eu não me lembrava de muito desde que tinha fechado os olhos quando partimos e depois com o vento batendo no meu rosto os abri novamente. Talvez aquilo fosse uma das melhores sensações de liberdade, era estranha e curiosamente agradável. Na estrada passamos por tantos prédios e hotéis gigantescos que de olhar para cima parecia que eu estava caindo, em uma curva fechada talvez eu tivesse gritado de susto quando a moto derrapou, senti o corpo de Zayn dando uma chacoalhada, ele estava rindo. Ai que merda! Eu sabia que depois ele usaria isso contra mim no jantar, que diga-se de passagem, eu não conseguia parar de ansiar.

Zayn: Não foi tão ruim, não é?-disse ao descer da moto logo depois de mim, eu o encarei ainda sentindo minhas pernas tremerem sem parar. Estávamos em um ponto bem iluminado, bem embaixo de um poste de luz, e a nossa volta estavam vários carros estacionados. Eu ia abrir a boca para responder, aí do nada, ele colocou os capacetes em cima do banco da moto e se aproximou de mim.
Eu: Na verdade...-seus lábios se chocaram rápidos e eletrizantes nos meus, eu esperei que eles se movimentassem na mesma velocidade mas, recebi um selinho demorado, enquanto suas mãos seguravam minha nuca. Eu queria intensificar o beijo, agarrar seus cabelos e ao mesmo tempo queria apenas sentir seus lábios parados nos meus. Me apoiei na ponta dos saltos para manter a proximidade entre nós, ali, encostados na moto. O coração dele estava batendo tão rápido...ou era o meu? Fiquei esperando que sua língua macia me invadisse mas ele riu da situação mordendo meu lábio mais forte do que eu esperava e nos separando, me deixando a querer mais. Filho da mãe. Quando foi que ele conseguiu tamanho poder sobre mim? Murmurei algo sobre ele ser um idiota e Zayn sorriu como se fosse um elogio. Em seguida pulou o meio-fio e pegou a minha mão com possessividade, mas entrelaçando nossos dedos de uma maneira delicada.
Zayn: Por aqui. -meu sorriso se desmanchou ao ver a extensa fila que começava na porta do restaurante, mas Zayn não parecia abalado, e antes que eu pudesse perguntar, seu braço preso ao meu me guiou para o lado contrário da entrada, onde havia um pequeno beco estreito e escuro, uma porta aberta emitia claridade e um som bem parecido com o do café em que eu trabalhava.
Eu: Ahm, tem certeza que podemos entrar aí? Não acho que seja...
Zayn: Confia em mim, pode vir. -o segui entrando pela pequena porta dos fundos do restaurante, estávamos em uma cozinha extensa e clara onde vários cozinheiros haviam parado seu trabalho para nos olhar. O cheiro dali era realmente maravilhoso, minhas narinas agradeciam. -Ignora, só vem. -ri e continuei o seguindo, passamos pelos fogões e trabalhadores chegando a uma porta de madeira com uma abertura redonda em cima.
XX: Ei, não podem entrar pela cozinha!-uma voz grave nos parou antes que Zayn empurrasse a porta. - Ah, Malik!
Zayn: Oliver, a fila estava enorme e...-fez uma careta.
Oliver: Tudo bem, sem problemas. Não vi que era você, perdão.
Zayn: Tudo bem, mas que tal nos levar a aquela mesa que me falou, sim?
Oliver: É, claro. -seu olhar azul com pequenas rugas em volta se direcionou para mim. -Seja bem vinda ao Jean Steakhouse, a senhorita deve ser a SeuNome.
Eu: Sou sim, obrigada. -ele sorriu e beijou minha mão enquanto Zayn me olhava de um jeito estranhamente doce.
 
Zayn: Não se iluda Oliver, ela não é tão educada assim quando se conhece melhor.
Oliver: Com alguém como você?-riu baixo. -Eu já esperava que não mesmo. Mas a trouxe ao lugar certo.
Eu: Ele tinha que acertar alguma hora. -rimos e Zayn fingiu se irritar.
Oliver: Venham comigo. -abriu a porta andando na nossa frente, o lugar era maravilhoso, com uma iluminação bem mais fraca do que a cozinha, as mesas em cores de marrom madeira com amarelo estavam lotadas para todos os lados que eu olhasse, as paredes seguiam essa mesma tonalidade de cor com algumas luzes em alguns pontos para deixar o ambiente com um ar confortável. As conversas eram misturadas ao barulho constante e aleatório dos talheres e pratos a nossa volta, tudo isso em um volume perfeito que preenchia o ambiente perfeitamente. Eu não queria estar em nenhum outro lugar naquele momento. -Aqui, espero que aproveitem. Qualquer coisa, já sabem. Estou as ordens. -disse o homem gentilmente depois de puxar a cadeira pra mim e saiu, nos deixando a sós.
Zayn: Sinto que isso era trabalho meu. -me ajeitei melhor sentada.
Eu: Vai ficar sem dormir a noite porque o homem foi gentil?-disse calmamente e ele riu. -Algo me diz que você não puxa cadeira para garotas, e nem trás elas para jantares românticos.
Zayn: Algo tem diz? -balançou a cabeça -A Débora te falou.
Eu: Na verdade...como você sabe?
Zayn: Ela me viu anotar a reserva, e vocês ficaram muito amigas nas últimas semanas. -se aproximou mais da mesa- Mulheres são fofoqueiras. -ri e fiz uma careta. Tudo estava muito calmo ao som daquela batida tranquila ao fundo, não havia tensão, tudo estava perfeito.
Eu: E algo realmente me diz que você pilota motos em alta velocidade vestindo terno, entra pela cozinha para não ficar na fila e agora está se culpando por não ter me puxado a cadeira.
Zayn: Uau!-olhou em volta- Realmente esse não sou eu. Principalmente a parte de me culpar por causa de um ato que não é de mim. Eu não consigo ser esse cara. Um gentleman, você sabe, eu nunca vou ser.
Eu: Eu sei. -concordei. -E eu adoro isso em você.
Zayn: Espera, você está roubando a minha frase. -ri fraco ao me lembrar do jantar com a família Malik que acabou em desastre. Zayn pegou o cardápio e e me deu outro, depois que escolhemos os pedidos e chamamos o garçom, eu estava feliz por estar sozinha com ele novamente.
Eu: Ma...que historia era aquela anteontem de "Essa babaca é a SeuNome, minha namorada?"
Zayn: Ué, mas você é meio babaca.
Eu: A parte do namorada. -Zayn olhou para a mesa e depois se ajeitou na cadeira com uma expressão provocativa. -Eu nunca disse que era sua namorada.
Zayn: Também nunca disse que não era. -fiquei em silencio por mais tempo do que esperava por sua resposta rápida. Ele tinha razão, mas, o que eu podia fazer se Zayn me deixava tão confusa em relação a isso?
Eu: Quanto mais eu te conheço, menos te entendo.
Zayn: Essa é a intensão. -disse quase que em um sussurro a minha frente. -Isso está te matando, não está?
Eu: E você gosta. -estreitei o olhar.
Zayn: Na verdade de algum modo você me deixa tranquilo e, eu não sei, as minhas tendencias homicidas diminuem de um jeito inexplicável quando você está por perto. Não faço ideia do que seja isso. -seu sorriso era quente. Zayn quase nunca sorria, e ele tinha o tipo de sorriso que te faria sentir vontade de contar piadas para sempre. -Mas, gosto de você, e de tudo em você.
Eu: Espero que isso seja o bastante para me aguentar até o fim do acordo com o Payne. 
Zayn: Você pretende ir, não é? -disse com desdém. Suas palavras me atingiram mais forte do que eu jamais admitiria. Ele estava brincando comigo. -Eu já imaginava, seu lugar é lá.
Eu: Meu lugar é onde eu achar melhor. 
Zayn: Vá com calma, eu só estou brincando cara. -ele não parecia abalado, na verdade parecia mais que estava tentando curtir com a minha cara. -A questão em que estive pesando foi...se você pode me fazer feliz. -após isso, a conversa morreu em olhares cruzados. A verdade mais pura era que Zayn havia aberto um novo mundo pra mim, um mundo no qual eu estava começando a me acostumar. Eu não pensava em deixa-lo tão cedo, para ser mais sincera, lar pra mim não tinha mais muito significado e se fosse segui-lo nessa loucura que era sua vida seria por mais quanto tempo? Essas perguntas me atormentaram. Talvez eu estivesse maluca, mas, era o que eu queria.
Eu: Eu não sei o que dizer.
Zayn: Na verdade, eu acho que sabe. -se levantou sem deixar de me olhar fazendo meu estômago virar do avesso.
Eu: Ai meu Deus, o que você vai fazer?!-sussurrei desesperada. Zayn chutou sua cadeira para o lado e se ajoelhou ao meu lado pegando a taça de água em cima da mesa.
Zayn: Um minuto por favor!-disse alto. -Essa garota, SeuNome Completo, tem atormentado a coisa patética e monótoma que eu chamo de vida a alguns meses. -dizia alto enquanto eu queria enfiar a minha cara debaixo da mesa. Mas tudo que fiz foi ficar da cor de um tomate e cobrir o rosto com a mão. -Nós já nos pegamos em tapas e beijos por mais vezes que posso contar e eu preciso dizer que, droga, eu gosto dela.  -seus olhos encontraram novamente os meus, havia um brilho sem vergonha ali.
Eu: Peter! Ah, que imprevisível, eu nunca suspeitaria que você gostasse tanto de mim. Nós somos só alunos do mesmo curso e você dormiu com a minha mãe! -minha cara devia estar roxa já.
Zayn: Isso já é passado, querida. -um barulho de riso e conversas aleatórias ecoou nas paredes do restaurante enquanto todas aquelas pessoas estavam interessadas no nosso teatrinho. -Então me pergunto, se, essa garota pode me fazer feliz.
Eu: Seria eu ou a minha mãe?
Zayn: Você, amor.
Eu: Bom, é claro que sim, Peter. -sorri e bati minha taça na sua em um brinde. Ouvimos algumas palmas a nossa volta e Zayn puxou sua cadeira de volta voltando a sentar com algo parecido com um sorriso satisfeito no rosto. Eu queria mata-lo, isso me lembrou algo como apresentar trabalho na frente da turma. E como eu odiava.
Zayn: Viu o que eu fiz? Você teve que responder de um jeito ou de outro.
Eu: Muito engraçadinho, você enlouqueceu?-sussurrei me inclinando sobre a mesa. -Quero dizer, de vez.
Zayn: Você tem toda razão, provavelmente. -nossos pratos chegaram e foram colocados sobre a mesa rapidamente com um cumprimento do garçom.
Eu: Obrigada. -ele balançou consentindo a cabeça e saiu. -Ainda não acredito que fez esse showzinho pra mim responder uma pergunta.
Zayn: Se você chama aquilo de show, não faz ideia do que eu sou capaz de fazer.
Eu: Vai por mim, já tive várias provas nos últimos meses.
Zayn: E é claro, sua adoração por mim só cresce. -nem estávamos dando bola para a comida, na verdade eu estava mais interessada na conversa que estávamos tendo ali. Parecia tão saudável comparada a tudo.
Eu: Vai pro inferno!-exclamei fingindo estar brava.
Zayn: É, eu já estou indo para o inferno em tantas religiões...-puxou seu prato com cuidado, começando a comer. Eu fiz o mesmo e continuamos a conversar por um longo tempo, aquele espaço de tempo foi sem dúvida a melhor coisa que presenciei nas últimas semanas, não queria me mexer ou sair de lá, não queria que acabasse. Perdemos a noção do tempo, eu acho que acabei me deixando levar pelo vinho, pelas suas provocações e tudo de viciante que me cercava e com isso quase nem notei que Zayn estava olhando demais para um ponto chave no canto do restaurante nos últimos segundos, segui seu olhar e era para um homem de sobretudo preto e cabeça raspada, ele também nos encarava.
Eu: O que foi, está tudo bem?-disse saindo da conversa descontraída em que estávamos, ele fez uma cara pensativa mas não respondeu de primeira.
Zayn: Já terminou?-pediu com a voz totalmente diferente de alguns minutos atrás, agora parecia rude. -SeuNome, acorda. Terminou de comer?
Eu: Nossa, quanta educação. -respondi com desdém.
Zayn: Responde a pergunta. -tirava um maço de notas da carteira e colocava em cima da mesa por baixo de um copo.
Eu: Já, mas...
Zayn: Não fala nada, só vem comigo. -o encarei descrente. -Por favor!-assenti e me levantei rapidamente, olhei novamente para o canto onde antes o homem estava e agora ele tinha sumido. Droga, o que aconteceu? Segurei forte a mão de Zayn e ele nos guiou novamente para o lado errado de saída do lugar, ou seja, pela cozinha. Que esse garoto tinha sérios problemas eu já sabia mas realmente conseguia sempre me surpreender com mudanças de humor ou até mesmo radicais de situação. Desci com cuidado os dois degraus abaixo da porta da cozinha e estávamos no beco, Zayn me puxou até onde estava sua motocicleta estacionada sempre olhando para os lados.
Eu: Merda, de quem estamos fugindo agora?
Zayn: De ninguém, é que eu vi uma pessoa desagradável que eu achei que estava presa mas pelo visto...
Eu: Não está. -completei. -Um cara que você já passou a perna, estou certa?-ele deixou de olhar para os lados como se a "barra estivesse limpa" e aproximou nossos corpo com seu sorriso de canto.
Zayn: Espertinha.
Eu: Vai me dizer também que...não está nem um pouco abalado por causa da invasão hoje? Quer que eu acredite nisso?-ele riu, seus olhos mostravam muitos segredos que eu mataria para saber mas não sabia o porque. -Tudo bem, mente pra mim, é o que eu gosto. Quanto mais você me ilude mais eu te adoro. -provoquei.
Zayn: Escuta, espertinha. -seu corpo se movimentou mais para frente prendendo-me contra a parede do restaurante calmamente, tentei mexer meus braços mas ele não deixou. - Eu te imagino, eu conserto, eu faço a cena que eu quiser. -sorriu, voltando ao velho jogo de provocação com uma cartada de mestre notável. Sua mão subiu para minha nuca puxando meu cabelo com um pouco de força, olhando em meus olhos com certa fúria enquanto eu procurava a doçura que tinha visto mais cedo em algum momento. Eu sabia que também era uma apreciadora de provocações, mas sinceramente, não havia nada a fazer sobre isso. Foi a deixa perfeita e Zayn finalmente me beijou como se os meus lábios fossem ar e ele não conseguisse respirar, causando-me um turbilhão de sensações. Eis o beijo que eu estava querendo. -Me desculpa pelo jantar desastroso. -beijou meu pescoço discretamente, ofegando e falando com dificuldade. -Mas poderia ter sido pior se não tivéssemos saído.
Eu: Não foi desastroso, eu adorei. -ele olhou pra baixo mordendo o lábio e me levou até sua moto.

Na volta, aproveitamos toda a adrenalina que duas rodas poderiam proporcionar, e eu poderia dizer que não era mais o fim do mundo como da primeira vez.
[...]
                  Acordei no meio da madrugada com uma sensação ruim e o cabelo grudado na pele pelo suor, havia visto na minha mente as pessoas que deixei para trás em San Diego, meu pai me procurando sem parar. Madison com David, eles me traindo e depois Zayn me afastando de tudo aquilo. Haviam acidentes de carro, cidades alagadas com sangue, tudo misturado. Mas isso foi só um sonho.


CONTINUA...
A capa ta arromba né? kkk queria colocar vcs sofrer já de começo. Mentira!  
Amores desculpa por ter atrasado um pouco para postar, eu voltei pra casa mas meu computador não está carregando direito, aí é muito ruim para escrever, eu só posso usar meia hora daí tenho que carregar em outro notebook. Por isso eu levei o triplo de tempo quase pra terminar, desculpem. Vou demorar provavelmente uma semana para moderar os comentários também, mas quando fizer vou responder vocês, ok?
Coloquei bastante gifs nesse, enjoy :)
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10 comentários:

  1. Q capitulo perfeito continua !!!♥♡♥♡♥♡♥♡♥♡

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  2. Mds!!!!!!! O que é issooooooooooooo?!?!?!?!
    Posta logo outro capítulo pq já estou surtandooooo ... Curiosidade e grande aqui minha querida
    Estou amando essa historia 😍 sério ❤❤

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  3. Amando demais, dá pra sentir a paixão, a tensão, cada coisa me faz ficar ainda mais viciada nesse fic
    continua pf divaaaaaa

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  4. AI QUE CAPÍTULO TUDO! ainda estamos querendo aquele hot que voce falou hein? Pf posta mais esse imagine perfeito

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  5. LACROU SOCORRO QUE FOI ISSO NECESSITO DE MAISS

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  6. por favor gata se você preza pela nossa saude continua essa fanfic pelo amor de Deus

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  7. CONTINUAAAAAA JÁ FAZ UM TEMPÃO QUE VC NÃO ATUALIZA

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  8. PELO AMOR DE DEUS CONTINUA ESSA FIC PQ SOU APX POR ELA

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