Badboy of' Mine - Capítulo 14

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- Tão jovem, tão livre

That's the place to forget

Zayn Malik P.O.V's

Olhei o cara a minha frente com interrogação. Eu estava meio alterado sim, sentia que meu corpo todo estava gelado por causa das bebidas assim como meio embaçadas e sem sentido, soltei minha mão direita das costas da SeuNome e ela também estava meio confusa o olhando. O cara alto me chamou mais uma vez tentando me fazer acordar para a vida.
Porra, eu só queria beber. Eu só queria isso.

Tudo a minha volta estava bem embaçado, a música ensurdecedora já soava apenas como barulho pra mim. Os olhos negros e brilhantes do cara ainda esperavam algo de mim, então levantei perdendo um pouco do equilíbrio, mas o recuperei com mais rapidez do que imaginei enquanto a unica coisa que conseguia ouvir era um pensamento "Quem é esse imbecil e porquê ele está atrapalhando minha celebração?" Ele fez um sinal com a cabeça para que eu o acompanhasse então assim fiz após um pouco de dificuldade de ficar de pé, assim como dando uma ultima olhada numa SeuNome bêbada e confusa que me acompanhava curiosa com os olhos. O lugar ainda bombava cada vez mais, pisquei duas vezes seguidas tentando enxergar melhor enquanto andava mas simplesmente não conseguia, passamos pelas laterais daquele "formigueiro" e então o segui subindo uma escadaria cheia de pessoas com copos, onde na lateral havia uma fonte colorida que desagrava no topo do andar atrás de um vidro, logo me toquei que aquele era o anda superior na qual os "V.I.P's" costumavam ficar, afastados do grande e insano povão que se divertia na parte mais fervente da boate. Ali era mais tranquilo, incomparável com o lugar da onde tinha acabado de vir. Haviam dois pequenos palcos onde garotas dançavam pole dance, passamos por elas e eu não deixei de olhar, até finalmente passarmos por uma cortina de miçangas -na qual eu até achei brega comparado com o quanto ostentavam na parte superior- que nos levou a um sofá de veludo roxo onde um cara velho estava sentado com uma garota da cada lado de seu corpo lhe fazendo carícias. Eu bufei não entendendo o porquê de estar ali. O cara que me guiou não me deixou chegar muito perto do homem e parei a alguns metros. A iluminação ali era pouca no mesmo tom de roxo e era meio difícil ver seu rosto.

Xx: Aqui está ele. -o cara parou o que estava fazendo e olhou pra nós.
Xx²: Então você o tal do Malik?
Eu: Quem é que quer saber?-enfrentei embora estivesse com receio de quem estava lidando.
Xx²: Alguém na qual você vai gostar de ser amigo. -fechou a cara, se ajeitando e fazendo sinal para as mulheres saírem. Elas levantaram quase me devorando com os olhos enquanto passavam por mim e atravessaram a cortina. -Agora responda a merda da pergunta.
Eu: Sou.
Xx²: Tem mesmo certeza disso? Não quero passar informações sérias para a pessoa errada.
Xx: É ele mesmo senhor, o vigiei como pediu desde o começo da festa. -o grandalhão disse parado como um segurança logo atrás de mim.
Eu: E quem é você? -indaguei meio ríspido.
Xx²: Meu nome é Andrew Payne, acho que já deve ter ouvido falar de mim, parece que está acostumado a vir a lugares como esse.
Eu: Uhm..Payne... -pensei- Não me parece familiar. E eu cheguei a cidade a dois dias.
Andrew: Vou logo ao assunto já que prefiro ser direto. Meu pessoal controla essa boate assim como muitas aqui em Las Vegas, nós mandamos, e eu percebi o que está fazendo desde que chegou aqui essa noite, muitas pessoas estão indo até você e vi o quanto está se dando bem com a venda de drogas. Ou seja, estão deixando de comprar as minhas para comprar as SUAS.

Que merda.
Aquele grandão enorme atrás de mim, eu não ia poder passar da cortina.
E fugir como sempre. Como os pilantras fazem.
Sujou, eu estava fodido.
O cara iria me matar.

Eu: Eu realmente não sei do que você está falando. Não tem nada disso acontecendo e eu não sabia que você mandava nesse lugar e vendia...
Andrew: Não me venha com essas mentiras que sabe exatamente do que estou falando. Eu sei que está ganhando muito com essas vendas, que está ganhando o dinheiro que deveria ser MEU.
Eu: Olha senhor, me desculpe eu não fazia ideia...
Andrew: Eu pretendo te oferecer mais. -parei de falar confuso. -Muito mais.
Eu: Não entendi. -ele não ia acabar comigo? Havia uma arma com silenciador na sua cintura. Ninguém ouviria então porque ainda não tinha feito? Talvez o álcool tivesse deixado meu raciocínio lento.
Andrew: Estou trabalhando em alguns negócios e não estou tendo tempo para outros, preciso de pessoas como você. Bons negociantes. Bons traficantes. -me encarava seriamente. -Sabe o que quero dizer.

Eu não era traficante. Eu nunca nem sonhei com isso. 
Não sabia nem o que estava fazendo naquela sala. 
Mas eu sabia o que ele queria dizer. 

Eu: Você está querendo me pagar para vender as suas drogas. -o encarei mordendo o lábio. Estava meio nervoso. 
Andrew: Mais ou menos. -tomou seu drink. -Você me parece confiável, quero lhe entender para saber se realmente é. Eu posso dizer que não irá se arrepender se aceitar. Você tem alguns amigos que também...
Eu: Wow, wow! Espera aí! Eu não sou traficante. -o cara agora que me parecia discretamente confuso. -Eu sou só um trapaceiro, eu aposto dinheiro em jogos de sorte e azar, eu engano os jogadores para ganhar suas casas, seu dinheiro. Eu tenho truques na manga e sei fugir, mas...
Andrew: É mesmo?-riu irônico. -Olha só isso Dan, o garoto é um anjo, é só um trapaceiro barra ladãozinho, ele deve fazer isso para fugir da família, deveres e vida não é? Para provar para o papai que não precisa do dinheiro dele?-era exatamente isso. Eu estava espantado. -Você se acha demais, cheio de pose não é? Eu conheci milhares como você, não ha nada de especial nisso, NEM em você, mas deixa eu te contar rapaz, o que eu vi lá fora é um cara que vendeu muita, mas muita droga em poucas horas. 
Eu: Eu nunca tinha feito algo assim antes de hoje.  
Andrew: Tenho que dizer que não acredito. 

         Demorei mais ou menos meia hora lá dentro. E ainda sim pareceu uma eternidade. Quando o grandão me acompanhou para fora da área Vip -como se eu não soubesse sair sozinho-, já tinha ouvido toda a proposta do tal do Payne. Parecia que aquilo tinha até me despertado, enquanto percebia que agora tocava em último volume aquela insuportável Party Rock eu tentava voltar para a minha mesa. Uma coisa que eu havia esquecido essa noite por algumas horas era que Las Vegas é o lugar preferido de gangsters como esse Payne e que eles estão por aí o tempo inteiro. Eu deixo as pessoas pensarem que eu já lidei com essas pessoas e nem é totalmente mentira mas fazer negócios com eles? Isso sim era loucura. 
Alcancei a mesa onde aqueles idiotas estavam e SeuNome estava de pé na cadeira alta com uma garrafa cheia nas mãos, ela ria como uma boba e eu parei rapidamente para pensar na imagem que eu passava para ela. SeuNome era uma boa garota e ela estava perdida. Eu devia passar pra ela uma imagem de completo babaca que só se mete em confusão, o que não era mentira, mas ela devia pensar até que eu já matei alguém. Eu ri e fui ajuda-la a descer antes que caísse. 

SeuNome: Eu só estava dizendo que o meu canudo é bem maior. 
Jack: Corta essa, o meu é azul e bem maior. -todos da mesa riam. -E quem não quer chupar um desses? Ainda mais azul. 
Alex: Eu vou lembrar disso pela manhã e rir ainda mais da sua cara!-gargalhava. 
SeuNome: Eu também, o seu sonho gay de chupar canudos é meio....-eles riam histericamente. 
Jack: Viu, vocês estão fazendo as garotas irem todas embora, senhoritas nós não somos gays, isso é só uma brincadeira...Moças? -as mulheres deixavam a mesa com caras de nojo. -Porra!
SeuNome: Como eu estava dizendo...
Jack: Não, você não estava só dizendo isso, estava gozando da gente. 
SeuNome: Gozando. -ria. Cambaleou e eu me aproximei mas ela caiu antes deitada com a cabeça no colo de Danny que soltou um grito meio alto de susto os fazendo rir de seu grito. 
Frank: E ai Zayn, onde você estava cara? Deixou a sua garota aqui sozinha e ela ficou com cara de cachorrinho sentindo a sua falta. -A mão mole de SeuNome voou no rosto dele. 
SeuNome: Cala essa boca, eu não sou a garota de ninguém. Eu sou a minha própria garota, minha própria dona. E não foi nada disso. 
Jack: Foi sim. -ela tentava virar a garrafa deitada e aquilo não estava dando certo. Meu Deus como ela era...não conseguia achar a palavra certa. -E você também fala muita merda quando está bêbada. -seu peito subia e descia freneticamente enquanto ria deitada.
SeuNome: Eu provavelmente vou negar amanhã tudo que vocês falarem que eu estou falando agora. -fui até ela a puxando para cima, seu corpo estava mole e com dificuldade a coloquei de pé. 
Eu: Eu queria falar com vocês agora mas preciso levar ela.
Jack: Então fala logo, não enrola. -do jeito em que ele estava não ia nem entender o que eu tinha para dizer. 
Eu: Deixa pra depois. -ele nem se quer olhava pra mim, distraído com as pessoas dançando. -Deu de diversão por hoje, não acha?-SeuNome riu quando me direcionei a ela. 
SeuNome: Não, quero ficar mais!-choramingou como uma criança. 

Aquela noite já tinha dado pra mim. Bati em um imbecil, bebi, vendi drogas, gargalhei e até me fizeram proposta de tráfico. Eu só queria ir para casa. 

Eu: Não, nós vamos agora gracinha. -coloquei seu braço direito em volta do meu pescoço e ela resmungou. Nem me despedi dos caras e saímos dali, caminhando devagar para fora da boate e ao chegar na porta ouvi um barulho de vidro, olhei para o lado e ela tinha derrubado a garrafa cheia que segurava e tinha estraçalhado no chão. -Mão furada. 
SeuNome: Babaca. -ri diante ao elogio e a procurei o carro com os olhos, a arrastei até lá enquanto ela cantava a última musica que ouvimos lá dentro. 
Eu: Você é uma boa cantora.
SeuNome: Sério?-sorriu.
Eu: Não. -ri e ela empurrou meu peito sujando minha camiseta de vermelho. Olhei sua mão e estava sangrando. -Você se cortou com a garrafa, gatinha. -ela puxou sua mão olhando. -'Tá doendo?
SeuNome: Não, nem um pouco. -destravei as portas e abri a dela, a colocando sentada no banco. Eu sei lá, ela parecia tão frágil por fora como podia ser tão forte? Me enfrentar daquele jeito uma vez que nem meus pais tinham coragem de fazer isso, enfrentar término e morte juntos, e eu sabia o quanto ela amava o idiota do meu irmão, nem com um pedaço de garrafa de vodka na mão ela sentia dor. Merda, por que é que eu estava pensando essas coisas? Que se fodesse, era só uma garota como todas as outras, não é? Que mentem, te seduzem, que te abandonam...eu não podia sentir absolutamente nada por ela. Só não sabia o porque queria que ela ficasse. Isso me perturbava um pouco. 

Fechei a sua porta e dei a volta entrando no meu carro, o liguei após piscar várias vezes. Eu precisava lavar o rosto ou algo assim mas não tinha água ali, abri meu vidro na esperança de tomar vento enquanto dirigia. SeuNome estava quieta agora, acelerei saindo com dificuldade da frente da boate, eu sempre dirigi embriagado, na verdade desde os quinze anos eu fazia isso escondido do meu pai enquanto David se matava de estudar para terminar o ensino médio. Eu queria fugir da escola mas não podia então bebia todas, foi nessa época que conheci pessoas erradas e passei a não me importar com nada, fugir de casa e voltar dias depois e minha mãe ficava com o coração na mão, passei a brigar na rua, não me acertar em lugar nenhum, eu sabia que as pessoas não tinham orgulho em me conhecer, que não me apresentavam aos amigos e nas festas em família a minha cadeira sempre estava vazia. Não tinha cara e nem coração o suficiente para fazer alguém feliz. Eu deixei o orgulho dos meus pais cair inteiramente em cima do David. A verdade era, eles sabiam que eu não daria a minha vida para salvar a de ninguém. Eles sabiam que eu não ia ser mais nada de importante na vida. 
E eu deixei eles pensarem.

SeuNome bocejou enquanto se espreguiçava no banco, me tirando desses devaneios e fazendo-me olha-la. Eu estava com a brisa forte que a alta velocidade proporcionava batendo no meu rosto quente causando uma ótima sensação, cheguei a fechar os olhos para sentir, eu amava a adrenalina. Aquelas luzes da cidade, tudo junto era perfeito, por um instante queria que a SeuNome estivesse sóbria o suficiente para ver aquilo. Ao mesmo tempo que queria chegar logo em casa também queria estar na estrada o tempo inteiro. Percebi que ela estava encolhida num canto ao lado da janela olhando aqueles borrões que as luzes se tornavam naquela velocidade. Todas as cores se tornavam uma aos meus olhos. 

SeuNome: Isso é mágico. 
Eu: Não acredito em mágica. Mas...se acreditasse isso seria sem dúvida. -ela me olhou. -Quem era aquele cara, você já o conhecia?-ela riu.
SeuNome: Tenho cara de quem conhece pessoas em Las Vegas?-esperta, gostei. 
Eu: Não, na verdade não. 

Ela levantou se ajeitando melhor e a olhei infelizmente por mais tempo do que gostaria. 

SeuNome: Ah droga, você não é um estuprador, é?
Eu: Por mais que você queira que eu seja, não. -a olhei maliciosamente. -Ainda. -ela riu ironicamente. Era irritante até bêbada. Durante os últimos meses tava aí uma coisa que eu queria ver. SeuNome Completo bêbada, sem razão, sem controle, meio fora de si. Pena que tantas coisas ruins tiveram que acontecer antes. Mas mesmo que eu tentasse, não conseguia me lamentar por tudo.
Voltei a olhar para a estrada, apertando o couro do volante nas minhas mãos.
Eu: Não essa noite.

Fiquei feliz de chegar em casa. Aquele prédio era longe de tudo, de todas as coisas belas da cidade, das coisas que as pessoas queriam ver, era escuro e bem simples, haviam no máximo dois moradores nele fora eu, mas mesmo assim eu considerava o melhor lar do mundo. Era calmo e era meu. Não haviam pessoas para me dar ordens e para apontar os meus defeitos, e para uma pessoa como eu que vivia fugindo dos erros e das pessoas, aquilo era o paraíso.
Subimos até meu andar, eu a ajudei a ficar de pé e enquanto fechava a porta, SeuNome cambaleou e eu abracei sua cintura tentando segura-la. Olhei para aquele sofá desconfortável e não ia ter condições dela passar a noite ali do jeito que estava. A ressaca ia ficar ainda pior.
Mas eu não me importava com ela.
De jeito nenhum.
Eu só não queria me incomodar. Mulheres são todas iguais, e incomodar é o que elas fazem para nos tirar do sério. 

SeuNome: Aí, minha cabeça está doendo tanto...-disse com a mão na mesma, fechando os olhos. Ela estava meio quente e dava para ver que a certinha não estava acostumada a beber. Muito menos do jeito que bebeu. 
Eu: Eu queria te dar um comprimido pra você apagar de uma vez e não incomodar com essas dores, mas eu não sou o tipo de pessoa que tem isso em casa. 
SeuNome: Tenho medo de dormir perto de um louco como você. -eu ri. -É capaz de eu acordar estuprada, esquartejada e com um rim vendido no mercado negro. -ri de um jeito estranho pelo nariz que não pude controlar. 
Eu: Você acha demais que eu vou te estuprar. -ela arregalou os olhos. Essas adolescentes e seus pensamentos em relação a um cara gostoso e perigoso como eu. Típico. -Ou só fica mais engraçada mesmo bêbada?
SeuNome: Ah, cala a boca, eu sou hilária. -dizia decidida segurando o ar de vez em quando, caminhamos pela sala. -Você tem sacada aqui? Eu preciso tomar um ar. 
Eu: Tenho. Consegue ir até o meu quarto e abrir a porta de vidro?-ela assentiu forçando um sorriso e se soltou de mim caminhando devagar até lá enquanto eu a observava ir no escuro, virou o pé uma vez me fazendo rir sem querer para mim mesmo. Tirei aquele casaco deixando em um canto, fui até a cozinha acendendo a luz e jogando as chaves reserva e do carro em cima do balcão, o que fez um pensamento passar pela minha cabeça, SeuNome conseguir estar sóbria o suficiente para pegar as chaves de madrugada e fugir, me entregar para a polícia...eu tinha muitos pensamentos do tipo. É, que cara estranho que eu me tornei. 
Tomei uma água gelada e aquilo desceu refrescando todas paredes do meu corpo, estremeci e fechei a geladeira lembrando que eu devia fazer compras de vez em quando, quando eu comia era na rua e raramente. Geralmente minha alimentação eram bebidas e cigarros. 
Ah, os cigarros.
Meus melhores amigos.
Lembro de quando minha mãe achava que eu era triste por isso fumava demais. Dizia que meu rosto estava magro, que aquilo me corroía. Eu usava barba na presença dela, para esconder um pouco o quanto aquilo tirava a vida da minha face. A barba escondia os ossos do meu rosto e logo virou um costume. Eu odiava vê-la triste mas não conseguia parar de fumar. Por isso era horrível estar em San Diego, em casa. Eu mal podia ver os meus familiares, eles tinham pena de mim. 
E mais uma coisa que eu odiava, essas malditas lembranças de merda. Eu podia estar tomando banho, no carro, bebendo, jogando, ou até simplesmente abrindo a geladeira e essa merdas continuavam voltando. 

Como sempre as espantei antes que me assombrassem ainda mais. Apaguei a luz e fui até o meu quarto sentindo aquela sensação ruim de ter bebido, uma certa tontura. Me apoiei na cama para achar no escuro a porta de vidro que dava para uma pequena sacada que havia ali. A porta já estava metade puxada e SeuNome em pé, debruçada no para-peito olhando para todo aquele lugar deserto. 

Eu: Sabe, eu comprei esse apartamento só pela sacada. -me aproximei dela, me debruçando do seu lado e sentindo o gelado do mármore nos meus braços nus. 
SeuNome: Verdade?
Eu: Não. Na verdade eu estava fugindo de um empresário que eu enganei num cassino e comprei as pressas esse lugar para me esconder já que a assistente dele estava me rastreando para me prenderem. -ri. -Mas também foi pela sacada. -a fiz rir. 
SeuNome: Você é um imbecil, mas também é uma figura. -balancei a cabeça sentindo aquela brisa mais do que agradável. 
Eu: Você acha mesmo?-ela me encarou como se respondesse mentalmente, e desviou os olhos.



O lugar onde estávamos podia ser horrível, mas a visão da lua era privilegiada. Eu ia ali de vez em quando antes de dormir -quando eu dormia- porque me deixava sonolento olhar para aquilo tudo. Eu ficava pensando que o mundo era meu. Todinho meu, e eu só tinha que explorar. 
Agora estávamos no silencio absoluto, apenas sentindo aquela merda de tensão misturada com prazer de olhar aquele céu misturado ao ar gélido da noite.

SeuNome: Eu acho que as pessoas nem imaginam que existe esse lado em Vegas. Esse lado escuro e sem uma luz sequer, sem aqueles carros de milhões de dólares, sem as pessoas risonhas, sem tudo aquilo que os anúncios mostram.
Eu: Existem muitas pessoas tristes em Las Vegas. E esse é um lugar para esquecer. -ouvi sua respiração ao meu lado enquanto ela assentia desiludida. -Ainda é meu lugar preferido. 
SeuNome: Sei que você tem muitos segredos, mas o que você foi fazer aquela hora que o cara te levou da mesa?-eu evitei de olha-la, não dava para contar assim. Peguei sua mão tentando olhar o corte e ela me olhou. Meus olhos subiram também para o seu rosto e percebi que talvez tivesse passado a imagem errada. Não era para ser um momento romântico. Eu não ia lhe fazer carinho nem nada e... -Er..eu só ia ver o seu machucado. 
SeuNome: Eu sei, tudo bem. -suspirou olhando para o céu outra vez, fez sem querer uma cara de desconforto ou dor, eu não saberia dizer.
Eu: Sua cabeça? Melhor você ir tentar dormir. -ela concordou e saiu da sacada, fiquei-a olhando passar pelo meu quarto sonolenta e andando em uma linha torta. -Não precisa dormir naquele sofá, vai acordar pior. -ela me encarou surpresa e parada. Entrei para dentro do quarto e fechei as portas. -Pode dormir aí. 
SeuNome: De jeito nenhum vou dormir com você. -eu ri. 
Eu: Mas eu não falei isso. -atravessei o quarto pegando um dos travesseiros da cama de casal. -Eu não vou dormir. -ela me encarou parecendo brigar consigo mesma se aceitava ou não. A vi sentar na beira da cama e encara-la, eu balancei a cabeça revirando os olhos e saí dali, fechando a porta e indo colocar o travesseiro no sofá. Aquele silencio que as pessoas solitárias conhecem melhor que ninguém, aquele silencio que corroí a alma...aqui estávamos eu e ele de novo.
Deitei de mal jeito e fiquei encarando o teto. 
A minha vida parecia um filme de mau gosto. Não. De jeito nenhum que um diretor certo da cabeça ia aceitar tamanha bagunça. 


CONTINUA...
GENTE PELO AMOR DE DEUS parem de dizer que eu abandonei o blog, isso me deixa triste sabiam? Olha, eu também tenho problemas e estou passando por algumas coisas agora ainda bem que estão se resolvendo. Eu sei bem como é chato a gente ficar esperando e eu agradeço demais o jeito que vocês são dedicadas em relação ao fanfic e ao blog. 
Então né. 
Bom, no ultimo capítulo (dia 24) eu li os comentários -não consegui responder, desculpem- e uma garota comentou pra mim fazer um grupo no WhatsApp para o blog, eu achei boa ideia para vocês conversarem comigo e com os outros autores, me mandarem sugestões e coisas do gênero e quando publicar capítulo de tal Fanfic será também avisado. Se todas vocês quiserem, comentem que eu vou ver se faço já amanhã.
Bjus, até mais goxtosas.

13 comentários:

  1. Meu DDeus! Você conseguiu resumir tudo o que o Zayn tava sentindo, que perfeição! Você escrever tão bem, eu estou suspirando! Eu rio demais com essa fic, tem umas situações muito engraçadas! O Zayn é perfeito <3 amo ele badboy, e meio triste assim, sabe? É tão flawless. A SN é tão forte e fofa kkk e engraçada! Continua logo! Quero ver o Zayn traficar mais ehueuheueh
    TA EPRFEITO, CONTINUA OU EU MORRO, OBG DND

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    1. manuella rodrigues6 de agosto de 2014 18:42

      Vc tb é tão perfeita, amei seu fanfic FLP vc tem o talento da sua irmã garota

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  2. ADOOOOOOOOOOOOREEEEEI. Cara, essa visão do Zayn ficou muito massa. Sério. Ficou perfeito. Todas essas linguagens, sofrimentos, desabafos, mostra o lado do personagem que a gente não conhece muito bem. Dai você consegue fazer eu me apaixonar pela fic, pelo personagem e por você. Sério, se escreve bem pra caramba. Adoro isso. Dai se separa umas frases ,nas quais é desnecessario, com paragrafos (pontos, sei lá) para dar destaque. Dai eu tenho que parar para apreciar o belissimo trabalho que você escreveu. Continue assim.
    E pare de me deixar iludida.
    Vou começar um revolução para eles se beijarem logo. Meu coração solitário quer amor. Mas tá muito lindo. Não deixe eles se beijarem ainda. Interfira. Eu quero ficar empolgadamente curiosa.
    Ou não.
    XxAna
    P.S. EU PRECISO DE MAIS UM CAPITULO, HELPS. VOU MORRER.
    P.S.S. O "vou morrer" é para deixar dramatico, eu não posso morrer antes de eles se beijarem.

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  3. ta perfeito,continua logo antes que eu morra u.u ta perfeita,perfeita,e já disse perfeita? mdss passo cada coisa lendo essa fic! mds vc escreve muuuito bem continue logo sua diva u.u <3

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  4. ESSE CAPÍTULO SAMBOU. VC SAMBOU LIZZY.
    E eu nem estou brava pela demora, amei a ideia de fazer um grupo pode contar comigo O/
    Acho mt foda essa narração do Zayn é tão diferente da SeuNome. Amo q ele fique toda hora falando pra si mesmo que as mulheres são todas iguais para n se apaixonar por ela <3
    Essa é a fanfic mais apaixonante com o Zaza que eu já li, ta me surpreendendo.
    Zayn girl aqui !! Continua pf pf

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  5. Cara o que dizer????
    Perfeito?Maravilhoso?
    Não á palavras...Você é MUITO talentosa,escreve SUPER bem.
    O capítulo de hoje foi maravilhoso conhecir mais um pouco do Zayn.
    A SeuNome é tão forte,depois de tudo que passou ainda continua firme.
    Valeu a pena esperar,estou SUPER curiso para o próximo capítulo(Que séra P-E-R-F-E-I-T-O :D )
    Espero que seus problemas se resolva, de verdade.
    Continua sua linda ;)
    xoxo Paloma!

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  6. Então......... pqp menina essa fic e minha preferida falando sério cara e tipo muito toda mesmo
    O jeito que vc escreve... o jeito de cada palavra... pqp quando vc Vai posta o próximo capítulo por favor não demora não tá Bom ;)

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  7. Ahh cara q perfeitoo *-*, ia ser legal um grupo no whats, cara continuaa please

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  8. OMG estou apaixonada pela sua fanfic. Voce escreve suuuper bem voce me #viciou kkkk. Beijoos continua ta perfeito mds

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  9. Já tem outro capítulo não aguento esperar Kkk me viciei

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  10. Preciso de outro capituloooo

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  11. Ta mt TOP essa fic, totalmente super diwa
    to amando mt!!
    Continua logo!!!!!!!!
    E sobre o assunto do Whats, eu acho uma otima ideia

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  12. Adorei a idéia do grupo no whats
    E mds amei esse capítulo quase morri

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