Badboy of' Mine - Capítulo 11

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- Então você tem coragem?

 "Vocês se conhecem, mas nenhum dos dois sabem que isso os atingiu." -Eminem

SeuNome P.O.V's

Zayn havia mandado seu amigo ficar de olho em mim pouco depois de me fazer sair do apartamento com eles, descemos até a frente do prédio onde haviam dois carros parados. Frank me segurava por um dos braços, eu estava realmente me sentindo uma refém, ligaram os carros e ele entrou comigo no banco de trás enquanto Alex e Zayn na frente, no outro carro estava Jack que demorou um pouco para arrancar por procurar/checar algo no porta malas. Eu estava cansada de carros, só de pensar naquela perseguição surreal de ontem que mais parecia ter sido um pesadelo, sentia uma ponta daquele refluxo como um beijo azedo constantemente na minha garganta.
Alex dirigiu até o centro de Las Vegas e eu já estava bufando, os caras estavam irritados comigo mandando-me calar a boca toda hora. Só queria ser tão irritante a ponto de fazê-los quererem me deixar ir mas por mais que eu tentasse eles sabiam o que estava tentando fazer. Como Zayn tinha dito no apartamento enquanto eu fingia dormir, tiveram que parar em um posto de gasolina perto de uma rota. Zayn e Alex desceram após mandarem o assassino ficar me vigiando, deram a chave no maior estilo para o cara que trabalhava ali encher o tanque e eu me afastei de Frank o máximo que pude. Ele ficou me olhando de longe, eu queria saber o que estava pensando mas só conseguia sentir mais nojo dele do que de qualquer outro dos amigos de Zayn por ter atirado em David.
David.
Eu só queria saber como ele estava.

Frank: Você quer saber como ele está, não é? -o encarei calada e olhei pela janela. -Quer saber se o levaram para o hospital? -hesitei o olhando e assenti com a cabeça. -Você pode falar o que quer.
Eu: Droga, quer falar logo como está o David? -ele riu. -Responda.
Frank: Ou posso atirar em você. -me encarou sério e eu gelei. -Eu estou só...só brincando, aquilo foi -suspirou-...um erro. Não gostaria de ter feito e...-enquanto ele estava distraído olhando para frente e falando, percebi a porta destravada e a empurrei com o máximo de cuidado tentando não fazer barulho, me mexi e ao abri-la totalmente ouvi o grito de desespero de Frank, e antes que conseguisse colocar um pé para fora do carro ele me puxou de volta. -Merda garota!
Eu: ALGUÉM ME AJUDA!-ele tampou minha boca com sua mão suada e eu tentei gritar ainda mais, Frank puxou a porta com uma das mãos na mesma hora antes que algum funcionário pudesse ouvir e me pressionava no banco, me debatia com sua mão na minha boca enquanto Frank parecia estar desesperado para me fazer parar, ouvi alguém se aproximar do carro e logo vi pelo vidro Zayn e Alex com caras não muito boas. Eles entraram rapidamente no carro e deram partida, saindo dali. Frank me soltou de uma vez bufando e eu estava realmente nervosa.
Frank: Essa garota é terrível, não me mandem ficar de olho nela nunca mais. -Alex jogou do banco da frente um salgadinho vagabundo com força pra mim.
Alex: Come isso aí. -falou ríspido. -Outro cadáver não é o que a gente precisa.

Eu fiquei calada na minha. Então era verdade. David tinha morrido. Meus nervos entraram em choque, eu estava calada mesmo que gritando por dentro. Não estava sabendo exatamente como encarar aquilo, mas acho que consegui me preparar para ouvir isso durante a madrugada passada, imaginar o único cara que me tratou bem no mundo inteiro, que me fez sorrir quando eu estava triste, que cuidou de mim e que eu amava. Imaginar alguém que amamos morto nunca é fácil. Zayn estava calado. Ele podia dizer que não, mas no fundo eu lembrava bem de seu olhar brilhante da noite passada em diversos momentos enquanto gritávamos um com o outro, quando David caiu de joelhos aos seus pés e sangrou até que alguém pudesse ajudá-lo. Zayn podia saber fingir muito bem e manter sua pose de cafajeste que não se importa com ninguém a não ser com si mesmo mas ele deixou vazar por seus olhos algum sentimento diante do irmão que dizia tanto odiar. Eu só queria gritar de raiva por não poder ter feito nada para ajuda-lo, e agora por estar nessa situação. David podia ter errado, mas ele não merecia ter morrido dessa maneira. Eu permaneci calada, sofrendo em silencio com o rosto na janela, suspirei e segurei as lagrimas que me fariam passar por fraca mais uma vez. Eu prometi a mim mesma que não choraria na frente de nenhum deles, nunca mais. Não foi fácil segurar aquelas lágrimas que eu nem sabia da onde vinham tantas, mas consegui.


De qualquer forma, eu sabia que tinha que parar de me torturar pensando nele. Por que era tão difícil? Por que não podemos voltar no tempo para evitar coisas que morreríamos para consertar? Eu devia ter morrido no lugar dele. Então...não importava o que esses garotos quisessem fazer comigo.

Entramos em algumas estradas afastadas e eu comecei a voltar a sentir aquele medo se espalhar pelo meu peito, as estradas de asfalto logo acabaram e estávamos em meio as de terra, o sol estava bem forte, num pequeno relógio no console marcava quase meio dia. Meu estômago machucado fazia-me quase sentir o gosto do suco gástrico, eu estava morrendo de fome desde ontem mas não dava o gosto á eles de comer aquele salgadinho que me deram tão de qualquer jeito, como se fosse um animal aprisionado. Logo eles começaram a me mandar comer e eu apenas negava que não queria. Resolvi parar de falar ao perceber que estávamos praticamente num deserto e Zayn -agora no volante- estacionava ao lado do carro de Jack, e se eu tentasse pedir ajuda a alguém não conseguiria. Antes que pudesse terminar de pensar isso, Frank tirou do cinto uma arma, e me debati sentindo que ia entrar em pânico, aquelas imagens horríveis da noite passada voltaram e eu apenas conseguia pensar naquilo apontado para o David e ele sangrando. Gritei e ele me deu um tapa.

Eu: Não me machuca! Não vou fugir de novo, eu prometo. -fechei os olhos apertando-os e imaginando esses caras começando a gritar para mim sair do carro e Frank atirando em mim exatamente como fez com David. Aquela arma era de verdade, e eu nunca tinha ficado tão perto assim de uma antes. Hoje, no meio daquele deserto em Las Vegas numa manhã muito quente. Definitivamente não era assim que eu queria morrer.
Frank: Cala essa boca! -abri os olhos percebendo que um terceiro carro na cor prata estacionava do outro lado da estrada. Alex e Zayn fizeram um sinal para Jack no carro que do lado e ele saiu do mesmo, o acompanhei com os olhos pela janela vendo-o se mostrar para o carro prata e em seguida abrir seu porta-malas tirando um pacote bem embalado, logo percebi que era aquilo que procurava na frente do prédio. Do carro prata, naquela mesma hora saíram dois caras com roupas escuras e com gorros, um levava uma mala e ambos caminharam até Jack com expressões de bandidos. Eu estava ainda gelada, Alex virou para trás suspirando como se estivesse com medo, como se nunca tivesse feito nada daquilo antes enquanto Zayn balançava os dedos pelo volante com a respiração acelerada. Alex assentiu algo com a cabeça e ele saiu do carro, ao meu lado Frank abriu uma porta e saiu também deixando a arma em sua mão bem visível. Eu apenas observava a troca do embrulho pela mala que foi um tanto rápida mesmo que os caras de gorros estivessem fazendo muitas perguntas e eles tivessem parecendo estarem conversando de um jeito tenso. Os caras pegaram o pacote e voltaram para seu carro, dando a volta naquela estrada de terra e indo embora, Zayn arrancou antes que os caras pudessem entrar e eu me segurei no banco traseiro.
Eu: N-não vai esperá-los?
Zayn: Eles vão com o Jack. -disse mordendo o lábio deixando transparecer uma certa felicidade. -ISSO! PORRA CONSEGUIMOS!-o celular tocou e Zayn atendeu de mal jeito enquanto tentava dirigir. -Cara, também não acredito! Depois de meses achei que aqueles babacas não iam cair! A primeira vez que fazemos uma encomenda dessas, UMA COISA GRANDE! PORRA EU ESTOU FELIZ!-quase ria. -Ahm...o que? Tá brincando? Não, não, eu teria visto eles...A gente tem que comemorar, isso é demais!-Zayn dirigia em alta velocidade, deixando um rastro grosso e poera para trás. Logo depois de mais algumas comemorações ao telefone, desligou jogando-o em qualquer lugar do console e colocando as duas mãos no volante. Minha barriga roncou um tanto alto. -Acho melhor comer.
Eu: Ah, mas eu não vou comer nada que venha de vocês. -ele me olhou pelo espelho retrovisor com um sorriso cretino e permaneci séria. A questão era que Zayn era inegavelmente bonito demais. Bonito demais para uma pessoa tão ruim.
Zayn: Tá bom então, tanto faz. -o que ele queria de mim? Nem sequer me conhece, então sinceramente eu ainda me perguntava o que ele queria me mantendo com eles desse jeito. Mas isso é algo que eu jamais me rebaixaria perguntando a alguém louco como Zayn.
Eu: V-você não vai me soltar?
Zayn: De jeito nenhum, acha que vou deixar que vá e conte tudo para a polícia. Acho que você viu e ouviu demais. Nós dois sabemos que você não estava dormindo hoje de manhã enquanto eu conversava com os caras. -e olhou novamente pelo espelho deixando-me constrangida.
Eu: Desculpe-me...-ele não disse nada, apenas dirigia acima do permitido. -E diferente de você, sei me desculpar quando erro. -o silencio ensurdecedor e tenso voltou e eu queria quebrar aquelas janelas. -Me liberte por favor! Eu tenho uma família em San Diego e eles já devem estar me procurando e...
Zayn: Cale essa boca! Você fala demais!- bufei inquieta no banco. -Se quiser pode sentar aqui na frente.
Eu: De jeito nenhum.
Zayn: Vai ficar batendo a cabeça no banco o tempo inteiro então. -na velocidade em que ele estava e com o tanto de buracos naquela estrada, tinha razão. Suspirei irritada e me levantei indo para frente com o carro em movimento, fiquei balançando várias vezes até finalmente conseguir sentar. -Que bunda hein.
Eu: Vai se foder!-Zayn riu. Cruzei os braços na frente do peito e evitei olha-lo.

Logo chegamos na parte maravilhosa de Las Vegas outra vez, aquela na qual aparece em sites na internet e em cartões postais. Fiquei vendo por onde passávamos mesmo a luz do dia as pessoas se divertindo, saindo dos restaurantes, saindo de espetáculos, fazendo compras, bebendo nas ruas e jogando livremente. Aquilo era para ser o paraíso de quem está entrando no mundo adulto mas pra mim só parecia o começo de todas as tragédias. Me sentia uma completa trouxa de ter imaginado por um dia sequer que poderia apenas me divertir como aquelas pessoas. Acabei dizendo para Zayn diminuir a velocidade e é claro que ele fez o contrário para me irritar, acontece que eu não estava nem um pouco acostumada a rodar por aí com um maluco no volante dirigindo daquela forma imprudente e quase atropelando as pessoas. Gritei para uma velhinha sair da frente antes que Zayn pegasse sua perna, ele fez uma curva fechada me lançando contra ele daquela maneira que eu odiava.

Eu: Merda! Para esse carro antes que eu vomite em você e nesse carro inteiro.
Zayn: Se acalma, princesa delicada. -ria, se divertindo. Mas eu o estava enfrentando. -Então você tem coragem?-me encarou sério. -Olha, eu sei que tudo está acontecendo muito rápido então se quiser eu te pago um almoço. -disse um tanto ríspido.
Eu: Já disse que não quero nada de você. -Zayn desviou os olhos rapidamente para nossa direita e olhou pelo espelho vendo um carro de polícia que eu já tinha notado ali mas não tinha dito nada na esperança de conseguir ajuda.
Zayn: Merda. -se abaixou jogando rapidamente seu corpo em cima de mim, me mexi desconfortavelmente debaixo dele e soltei um grunhido. Zayn colocou o dedo na frente da boca soltando um chiado mandando-me ficar calada. Fiquei paralisada assim como ele que apenas mexia os olhos enquanto os policiais passavam por nós. Seus olhos estavam iluminados por alguma luz do sol que entrava pelo para-brisas, sentia sua respiração ofegar tornando-se a mesma que a minha, eu só queria me levantar mesmo que não pudesse deixar de notar seus traços tão de perto, sua boca sem cor se mexendo em calor, seu nariz mais perfeito que o meu, cílios que piscavam em uma ansiedade doentia de se safar de seus crimes e que combinavam completamente com o formato de seus olhos na qual as pupilas se dilatavam ao me encarar, suas íris estavam mais claras e eu tentei manter minhas mãos quietas para não tocar seu rosto agora tão perto de mim.
Eu: Eu...erm...eles já foram. -foi tudo que consegui dizer. Ele me olhou, mas não saiu do lugar. Em vez disso, umedeceu os lábios dando-me uma última chance de empurra-lo. Mas não o fiz. E isso eu nunca me perdoaria.
Quando seus lábios tão macios tocaram os meus de forma desajeitada, ele os mexeu entrando num ritmo que me tirou de mim,eu não resisti em entrar naquele ritmo gostoso que me arrepiava, nossas bocas tornaram-se uma num beijo feroz...Não! Isso não podia acontecer! Eu devia empurra-lo pelo menos agora, uma de suas mãos subia pela lateral do meu corpo enquanto eu sentia meus batimentos aumentarem quase como se meu peito vibrasse em calor. Conseguia ouvir meu coração bater em meus ouvidos como um ritmo musical muito depressa. Mordi o lábio de Zayn sentindo seu gosto de cigarros e hortelã, mas isso não o intimidou a parar, seu ritmo aumentou e eu dei uma joelhada em seu membro fazendo-o levantar de cima de mim e sentar em seu banco novamente. -Seu filho da puta, você...
Zayn: Desgraçada! Você me acertou bem no meu...
Eu: Cala a boca, dirige. Dirige pelo amor de Deus! -bati no painel do carro, agora sim estava me sentindo uma maluca. Uma suja. Meu namorado faleceu e eu já estou beijando o irmão dele? Que tipo de garota faz isso? Eu não era assim.

Zayn continuou dirigindo até chegarmos no seu prédio. Assim que estacionou me puxou de uma vez pelo braço me fazendo subir até seu apartamento nojento novamente. De certa forma eu estava mais feliz de estar em terra firme, sobre um chão que não se movesse a 160km. Assim que adentramos o apartamento e ele me soltou trancando a porta, eu o ataquei com socos pelos seus braços, queria matá-lo por ter criado um clima ou...qualquer coisa entre nós. Era isso que ele queria desde o começo e eu fui uma tonta! É claro que me doía muito saber que tinha até...gostado. Fiquei-o encarando, pensando até quando isso ia durar, até quando eu ia ter que ficar ali sem que alguém finalmente me achasse. Ouvi algumas vozes que logo cortaram o silencio, vinham de um dos cômodos e Zayn demorou mais para percebê-las.
Eram femininas, várias diferentes, e junto a elas...
Aquela parecia ser a voz do...
David.

CONTINUA...
Gente, estou de férias finalmente yaaaaaaaay!
Sério, não tenho nem palavras pra descrever o quanto vocês deixaram essa doida mais doida de felicidade com aqueles comentários do último capítulo, eu estava meio desanimada mas aí fui atrás de uns gifs e letras de música e agora consegui organizar as idéias. Bom amores, como vocês estão? Espero que bem, tem tanta coisa acontecendo em tão pouco tempo né? 
Enfim, aí está, de coração. 

13 comentários:

  1. aaaaaaaaaaaa my heart,ta perfeita!!! omj perfeita,é a palavra que descreve melhor essa fic,perfeita,perfeita e perfeita!! sua diva continue logo!!!! omj! a voz do David,mas,mas? oush! omj continua!!!!!!

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    1. Aww obrigada meu anjo! Que bom que acha isso, significa mt :)
      kkkk ~tenso~
      Vou continuar sim, pode deixar gata.
      xxx

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  2. Adorei continua eu acho que o David é mais galinha do que o Zayn
    E o Zayn deve se mais carinhoso do que o David

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    1. Que bom! Kkkk será? Bom, nunca se sabe quando o jogo pode virar.
      Pode deixar!
      xx

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  3. Que perfeito! Continua logo, pleasee! *-*

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    1. Muito obrigada princesa, pode deixar :P
      xxxx

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  4. Respostas
    1. Ta de férias? Posta logo então necessito dessa fic

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