Badboy of' Mine - Capítulo 3

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- O Malik certo


SeuNome P.O.V's

Acordei aos poucos, sentindo um tipo de reflexo de luz na escuridão que eu estava. Abri meus olhos forçando-os para acostumá-los ao ambiente e a primeira coisa que pensei foi no quando a parte de trás da minha cabeça doía. Em um movimento instintivo coloquei minha mão no lugar e então sentei na cama percebendo que o sol inundava o lugar sem dó dos meus olhos que pareciam ter se lacrado por anos. A dor na minha cabeça quase me impedia de pensar em qualquer outra coisa, mas lembrava do sonho que tivera. Olhei em volta, as paredes pintadas de roxo claro, do lado da porta uma estante com bichos de pelúcia e outros brinquedos, também haviam fotos que pareciam borradas de longe pra mim. A minha volta, várias almofadas, eu estava numa cama macia cuidadosamente arrumada. Eu pisquei várias vezes, o que estava fazendo ali? Tudo que sabia era que não aguentava o cheiro das minhas roupas e que tinha tido um sonho terrível. Coloquei minhas pernas para o lado tentando me levantar quando vi no criado-mudo ao lado da cama um bilhete de cor amarela colada no abajur.

"Não foi um sonho. xx David"

Fiz uma careta ao ler aquilo. O-o que? Não foi um sonho? David existe...? Digo, ele, a noite passada toda aconteceu? Como eu vim parar na casa do meu pai? Fiquei processando todas essas perguntas ao mesmo tempo e sentindo que estava com uma enxaqueca bem forte por causa daquela pancada que o marginal me deu. Ele era real! Levantei fraca da cama, minha jaqueta de couro estava numa cadeira, perto da porta. Fiquei em pé na frente do espelho na porta do armário e afastei meus cabelos vendo meu pescoço, havia ali uma pequena cicatriz da queimadura de cigarro. Eu senti nojo, raiva, simplesmente tudo misturado que fez minha cabeça ferver. Fui no banheiro do quarto e peguei uma daquelas toalhas limpas da gaveta, liguei o chuveiro após perceber que havia algumas peças de roupas minhas com objetos de higiene, estranhei e tirei as roupas sujas e entrei no banho. Quando voltei para o quarto já vestida e com os cabelos molhados, fechei as persianas e olhei em cima do meu antigo criado mudo o bilhete que estava escrito aquela mensagem de David. Virei o papel e atrás estava escrito: 

"Você deve estar confusa agora, desça e tome um café. Quando quiser as respostas, eu lhe darei com o maior prazer. Desculpe por tudo, você ainda me parece legal. xX David."

Amacei o papel e peguei minha bolsa e jaqueta de couro da cadeira, em seguida desci as escadas percebendo a casa bem iluminada, logo vendo na sala minha irmãzinha Clair de quatro anos brincando no tapete. Eu sorri com aquilo -sentia muita falta dela já que morava com meu pai e eu nunca vinha visitar- e fui para a cozinha que eu conhecia bem, vi em cima do balcão o recipiente com café preto quentinho e pigarreei. Então vi meu pai se virar. 

Pai: Bom dia, querida. 
Eu: Oi. -ele pareceu me encarar. 
Pai: Como você está se sentindo?
Eu: Eu...estou bem...-disse um pouco confusa. -Que horas são?
Pai: 8 e 46.
Eu: Droga, perdi o horário do trabalho. -bufei. -Como eu vim parar aqui?
Pai: Ah, pelo que parece você se envolveu numa briga ontem anoite, aí um Malik e a Madison iam te levar para o hospital mas o mesmo ligou para a pessoa responsável por você, que no caso sou eu. Aí fui te buscar, arrumei briga com o cara porque ele queria saber quem eu era, mas por sorte tinha feito negócios com a empresa do Malik. Eu te trouxe pra cá, a Madison trouxe umas roupas e o cara pediu pra deixar um bilhete. Eu deixei, mas não gostei nada dessa história. Quer conversar?
Eu: Não quero mesmo conversar com você. -disse fria. -O senhor sabe muito bem como essas conversas terminam, e a resposta é NÃO.
Pai: Filha, a Madison também falou que você não passou na faculdade, isso e uma briga no mesmo dia?-ri irônica, ele não fazia ideia do resto que acontecia na merda do meu dia. 
Eu: Ah, ela falou é?
Pai: Sim. Não quer me dizer o que você estava fazendo fora de casa anoite?
Eu: Eu tenho dezoito anos, e você, não quer me dizer por que colocou uma prostituta dentro de casa depois da separaç...-sua mão tampou minha boca rapidamente. 
Pai: Nunca mais repita isso. Entendeu?-disse bravo. -A Meg sempre foi ótima com você. -me soltou. 
Eu: Mas ela não é a minha mãe. 
Pai: Deixe de ser infantil, sua mãe que quis a separação. Você sabe disso.
Eu: Você devia ter lutado por ela. -ele parecia querer me estrangular, mesmo sabendo que tinha uma criança na sala. As pálpebras dos seus olhos se moveram o fazendo enfim voltar a olhar pra mim. Ele pareceu tentar se acalmar e balançar a cabeça na tentativa de esquecer o assunto.
Pai: Filha, eu sabia que era uma péssima ideia você sair de casa e ir morar com a Madison. -cruzou os braços. 
Eu: Eu sei o que eu faço...-peguei uma das xícaras de café em cima da mesa.
Pai: Não sabe não, porque continua irresponsável, sabe o que eu faria se tivesse se machucado ontem anoite? Eu morreria se você algo te acontecesse SeuNome, eu não sei o que faria com um desgraçado desses. Não dá pra arriscar.
Eu: E eu sei pelo seu jeito de olhar que está querendo fazer aquela pergunta, a resposta ainda é "Não". 
Pai: Mas você não passou na faculdade, outros pais estariam brigando ou te punindo, mas eu estou simplesmente te implorando para aceitar trabalhar comigo onde estaríamos perto e...
Eu: E você ia poder manipular cada movimento meu. -conclui- Não. Fim de conversa. -nos encaramos e ele bufou voltando a mexer com suas coisas. Saí da cozinha adentando a sala assistindo a Clair cantar junto com a tv:

"Sempre alegrando a sua tv! As garotas do dá uma olhada, com vocêêêê! tantantantantan. Dá uma olhada!"

Eu ri e ela me olhou, sentei no sofá dando um gole no meu café. 
Clair é minha irmãzinha de 4 anos e eu a amo muito, mesmo sendo filha da mulher que eu não suporto com meu pai, a vadia da minha madrasta tem apenas três anos amais que eu, o que é super inapropriado e nojento. Olhei para minha bolsa me lembrando da hora antes de sair de casa em que a Maddie me deu o telefone dele e da empresa do David. Eu alcancei o telefone ao lado do sofá e disquei o celular dele, mas deu que estava desligado. Claro, era horário comercial. Tentei o da empresa, enquanto meu coração estava acelerado eu escutava chamar. 

- Alô?
Eu: Oi, posso falar com o David Malik por favor?
- Quem quer falar com ele?-pediu a voz feminina. 
Eu: É SeuNome Completo, diga esse nome e ele vai saber quem é. 
- Ok, um instante. -Esperei um pouco e logo ouvi passos, até finalmente ouvir sua voz. A voz da noite passada. 
David: Oi SeuNome, você achou meu bilhete né?
Eu: É, achei. Obrigada por ter deixado, eu estou mesmo confusa. Aquilo tudo ontem aconteceu?
David: Sim, aconteceu. -suspirou. -Ahm, quer...almoçar comigo?
Eu: Tá bom, mas você não está no seu trabalho agora?
David: Ahm, sim. Mas tenho vinte minutos de almoço. Vou sair em meia hora, consegue vir aqui nesse tempo?
Eu: Sim. É claro. 
David: Até mais. 


Depois dele me passar o endereço da empresa, eu peguei meu casaco e bolsa, dei um beijo na Clair e nem falei com o meu pai (nossa pouca convivência não é fácil), e saí, não demorou muito até que conseguisse um táxi. Dei o endereço ao motorista e pedi que ele fosse o mais rápido possível, eu estava um pouco apreensiva. Logo o carro foi desacelerando e olhei pela janela, ali havia um prédio enorme de pelo menos uns vinte andares todo espelhado e muito bonito mesmo, bem ali no centro. Paguei o cara e saltei. Fui para a frente do prédio, entrei na recepção sentindo o ar-condicionado maravilhoso e passei por muitas pessoas até conseguir chegar o balcão. Perguntei por David dizendo apenas seu primeiro nome e e ela na hora entendeu, pelo jeito ele era famoso ali. Quer dizer, deve ser já que todo mundo fica o lambendo porque é o herdeiro daquilo tudo. Pelo sorriso que ela abriu quando eu disse o nome dele e foi procurar alguma coisa no computador toda ouriçada, ele era famoso mesmo com as mulheres. Peguei o elevador em seguida, com um monte de homens engravatados e mulheres de saia e pastas, eu era uma completa estranha ali no meio, adolescente de jeans. A minha cara. 
Quando as portas se abriram, peguei um corredor e fui até a porta que me disseram. Nossa, que lugar grande, eu estava ficando tonta até. Quando entrei, o ar-condicionado tomou conta de mim de novo, eu andei até uma mesinha onde havia uma loira sentada no computador e já ia perguntar se ele estava. 

Ela: Está procurando pelo senhor Malik?
Eu: Sou SeuNome Completo, acho que foi pra você que liguei. 
Ela: Ah sim, SeuNome...bom, o David vai sair em dois minutos para o almoço. Vai querer esperar?
Eu: Sim. 
Ela: Sente-se ali. -apontou para uns bancos forrados aparentemente bem caros e confortáveis. Me sentei ali e fiquei olhando para o teto durante alguns minutos. Logo minha atenção foi para a porta que estava fechada até então, ela se abriu e vi o David saindo entretido com alguns papéis em sua mão. Eu o olhei bem, ele parecia muito bem, seu rosto estava quase impecável se não fosse por um corte acima de sua sobrancelha e alguns arranhões em sua mão e queixo, quem o olhasse não acreditaria que ele apanhou daqueles caras ontem. Ele entregou para a loira sem nem me notar ali, eu levantei e me aproximei dele. 
Eu: David. 
David: Oi SeuNome. -sorriu.
Eu: Já podemos ir? -olhou em volta e depois pra mim.
David: É claro...

Colocou a mão nas minhas costas me conduzindo para sair dali, pegamos o elevador em silencio e eu tentando não contribuir com aquele clima estranho mas realmente era difícil, eu ainda pensava fortemente na noite passada, as imagens não tão nítidas estavam atormentando minha cabeça. Não era todo dia que algo daquilo acontecia. Eu não sabia se podia confiar nesse David, quem era ele afinal? 
Saímos do prédio e ele me guiou até o outro lado da rua para um restaurantezinho lotado para o tamanho que tinha. Pegamos uma mesa do lado de fora ao ar livre, já que lá dentro não havia mais nenhuma disponível. Ele escolheu e em seguida puxou a primeira cadeira pra mim, esse gesto com certeza teria o efeito de me deixaria corada se eu não estivesse tão aflita, logo um garçom veio com o cardápio e saiu para atender outras mesas. David se ajeitou em sua cadeira, sentando com uma má postura, ficou com as mãos entrelaçadas em cima do tórax (ele usava um terno e seu cabelo estava no mesmo topete que eu lembrava), agora com o sol no seu rosto eu via algo muito estranho, ele realmente me fazia lembrar de um daqueles maloqueiros de ontem e agora me olhava esperando algo com uma sobrancelha arqueada como se pedisse uma explicação, mas qual é, eu deveria ter feito aquilo.

David: Sério, você quer parar de me olhar desse jeito?
Eu: Eu? Um ano depois você vem me dizer isso?-falei derrotada. 
David: O que quer saber? -parecia meio cansado.
Eu: Tudo, eu quero saber de tudo.
David: Primeiro se acalma. Eu...bom...é difícil de explicar, mas vamos lá, eu posso tentar. Talvez você saia correndo daqui quando ouvir, talvez não queira nunca mais olhar na minha cara ou até vá á polícia, porque cá entre nós, seria isso que eu faria se fosse você, mas não estamos dando ideias aqui...
Eu: Não me enrola, cara, você já não parece uma pessoa muito normal. Fala logo o que aconteceu ontem.
David: Bem, depois que saímos do shopping e você disse que tinha que entrar em um prédio, eu peguei o meu carro e fui para a rua de trás já que parecia que todo mundo estava querendo bater nele, eu devia estar totalmente com falta de sorte ontem porque quando ia reclamar as pessoas daquela rua pareciam mal me ouvir, eu estava fedendo?-eu ri. 
Eu: Não -cerrei os olhos séria, ignorando sua tentativa de descontrair-, continua.
David: Como eu percebi que você estava demorando muito, te mandei uma mensagem mas não teve resposta. Aí sim eu entrei em desespero, sabia que a rua estava cheia de gente bêbada. Então liguei o carro e tentei te achar, fui para frente do prédio mas nada de você, foi aí que vi a van do Luke. Ela não devia estar ali, eles já deviam ter ido embora, foi então que percebi você saindo correndo dela, fui atrás mas acabei te perdendo de vista em um dos quarteirões. Eu estava muito nervoso, então fiquei procurando até finalmente ver a van, eu estacionei o mais rápido possível olhando pra lá e logo vi você. E você estava com Zayn.
Eu: Quem é Zayn? -ele suspirou e balançou a cabeça negativamente como se estivéssemos falando de um provável caso perdido. E talvez fosse mesmo. 
David: Era o cara moreno de topete que provavelmente você deve ter achado parecido comigo -disse como acontece o tempo todo. Eu estava tão assustada noite passada que mal me recordava de como aqueles caras chamavam uns aos outros. -, que segurava uma arma e agia de uma forma totalmente babaca. -ri.
Eu: "Zayn"? Aí dão um nome desses e querem que a pessoa seja normal? Que tipo de nome é esse?
David: Pergunta aos meus pais, garota. -balançou a cabeça. -É sério, você tá entendendo?
Eu: Tá brincando? Isso é algum tipo de piadinha sua? Acha que...ah, já sei! Um canal de tv te contratou para fazer essa pegadinha comigo, porque você é gatinho e eu sou a garota burra que vai cair na sua, olá, cadê a câmera?-olhava na mesa, em volta no restaurante. -Está escondida nessas flores?-pedi com sarcasmo vasculhando o vaso de flor em cima da mesa.
David: Ei, para! Tá parecendo uma maluca!
Eu: Ah, me chamar assim também faz parte do roteiro? -olhei para o lado percebendo de relance que havia alguém com uma câmera apontada para minha direção. -Ah, te achei!-empurrei para trás minha cadeira levantando e indo até o cara de outra mesa com a câmera. Ele sorria enquanto segurava uma filmadora, eu cheguei bem perto e arregalei os olhos gritando quase encostada na lente. -OLHA, VOCÊS ME PEGARAM, PARABÉNS VIU? -senti alguém puxar minha cintura e eu fui para trás, era o David. O cara com a câmera me olhava envergonhado e confuso. David me puxou dali e saímos do restaurante antes que eu ficasse ainda mais irritada com ele.
David: Para SeuApelido!-tentava andar rápido provavelmente para não passar mais vergonha.
Eu: É SeuNome pra você!
David: Que droga cara, vamos conversar.
Eu: Solta o meu braço antes que eu lhe dê uma porrada. -ele não soltou e parou no meio da calçada, comecei a me debater contra ele, chuta-lo mas tudo em vão, ele segurou o outro pulso mais ou menos como o outro cara fez na noite passada, segurando os dois juntos de maneira que os faziam doer e me trazendo para perto de seu peito enquanto várias pessoas admiravam o showzinho ao passarem.
David: Escuta! Escuta bem, SeuNome!-segurava firme meus pulsos fazendo-me olha-lo. -Eu tenho um irmão problemático. Parece ridículo, né? E parece ser mentira o que aconteceu, mas não é. Infelizmente é uma verdade, o nome dele é Zayn Malik e ele é um dos trapaceiros mais procurados de Las Vegas, mas eu não sou como ele! Eu sinto muitíssimo pelo que aconteceu na noite passada, eu não tenho nada a ver com ele, e além do mais salvei sua vida. Isso tudo é verdade, você aceitando ou não.

Eu apenas o encarava. Encara sua expressão séria, ele parecia estar falando a verdade, seus olhos não mentiam.

Eu: Como eu posso confiar em você?
David: Por favor...eu não sei quantas coisas já perdi por causa dele, por sermos meio parecidos. Digo, fisicamente. É claro que nenhum de nós gosta disso, ele até tentou se mudar um pouco, fez um monte de tatuagens, usa roupas ridículas...bom, é isso que eu sei. Como disse, nós não nos damos nada bem.
Eu: David, eu espero que você não esteja mentindo. -ele soltou meus braços devagar enquanto eu voltava a sentir minha pulsação normal.
David: Eu não estou, juro!
Eu: Porque eu quero confiar em você, me sinto bem perto de você. Eu realmente não sabia que aquele cara que eu expulsei da cafeteria era seu irmão!-o olhei, ele me encarava com uma expressão doce. -Obrigada por ter salvo a minha vida ontem, nem saberia o poderia ter acontecido.
David: Não por isso. -sorriu- Posso voltar a te chamar de SeuApelido?-fiquei o encarando.
Eu: Pode.
David: Tá bom. O garçom já deve estar trazendo nossas comidas e estar nos procurando, quer voltar para o restaurante?
Eu: Não, dane-se eles. -ele riu.
David: Uh, gostei, decidida. Tá bom. Almoço depois, vamos atrás de um café que você provavelmente não tomou.
Eu: Tem certeza?
David: Claro. -andou alguns passos e virou para trás. -Ué, você não vem?
Eu: Estava só pensando, vou sim. -o alcancei e começamos a andar, mantendo uma certa distancia. -Olha, eu nem como agradecer por ontem e...não queria ter sido arrogante com você.
David: É claro, não foi nada. Eu não ia deixar vocês na mão do meu irmão, só demorei para entender porque ele te pegou.
Eu: Foi como eu disse, mais cedo na cafeteria que eu trabalho ele e os amigos apareceram lá e minha chefe mandou justo eu colocá-los para fora. Acho que eles queriam se vingar. Mas eu fugi, tentei me defender, só que eles estavam em vantagem. Fiquei tão nervosa quando descobri que a arma era de mentira...
David: Já entendi, com a SeuNome Completo não se brinca. -rimos e eu lhe dei um empurrão de lado.
Eu: É, mais ou menos por aí.
David: Já entendi. -ouvimos um barulho. Era o estômago de David. Ele também tinha olhado para sua barriga, subimos a cabeça juntos e ele fez uma cara fofa.
Eu: Vamos voltar para o restaurante. -dei um passo para a direção oposta a que íamos e ele me puxou de volta pela mão.
David: Não, não. Vamos em outro.
Eu: Tudo bem, eu conheço um aqui, a duas quadras.
David: Depois disso eu te pago um café. Que tal?
Eu: Tá bom, obrigada. -continuamos andando, agora mais próximos. Eu o olhava de vez em quando de rabo de olho, então resolvi falar, deixando o orgulho de lado. -Me desculpa se dei vexame lá no restaurante. -ele me olhou.
David: Tudo bem SeuApelido, eu faria o mesmo se passasse pelo que você passou. -assenti o olhando.

Quando chegamos no restaurante, escolhemos rapidamente uma mesa, pedimos e David estava apreensivo. Parecia que o trabalho dele era cansativo que mal tinha tempo para comer. No bom sentido. Uns dez minutos dali que pedimos os pratos já haviam chegado. Nós comemos conversando, eu me sentia um pouco mais solta agora, claro que era frustrante saber que se eu estava gostando de um cara que tinha um "irmão do mal" eu iria estar metida em confusão automaticamente. E se esse irmão dele aparecesse outra vez? E se eu não me controlasse e quisesse enfrentar ele? E se esse Zayn tentasse algo para me separar de David, e se ele machucasse nossos futuros filhos?
Pera tudo.
Que é que eu estou pensando? Planos?
Isso de fazer planos nunca foi comigo, eu devia estar afetada com a noite passada ainda.

Balancei a cabeça discretamente mandando esses devaneios para longe e rindo do quanto eram patéticos/ridículos. Olhei para David que balançava a taça de vinho, olhando super interessado e concentrado o líquido ali dentro.

Eu: Ei. -ele não me olhou. -O que está tentando fazer?

Ele colocou na boca e mexeu a língua dentro da taça, fez algumas caras e bocas e voltou a mexer a taça em sua mão em movimentos circulares. Eu o olhava como se fosse louco, David soltou a taça e me olhou bufando. 

David: Não consigo mesmo fingir que entendo de vinho. -eu ri.
Eu: Foi uma boa tentativa, mas não precisa fingir mesmo.
David: Mulheres gostam de homens que entendem de vinhos, é tipo como gostam de conversar depois de fazer sexo. -eu ri.
Eu: Você entende mesmo de mulheres. E acho que de sexo. -falei me sentindo constrangida e ele notou isso.
David: Moça, fazer sexo é tão natural, não precisa ficar envergonhada. Olha, você parece ser aquele tipo de garota que ria nas aulas de biologia quando a professora falava pênis, né?-eu ri. 
Eu: Pênis. -falei rapidamente e séria.
David: Tá bom, já entendi. -riu e pegou sua taça bebericando.
Eu: Não precisa fazer aquele negócio de novo. -me referi a língua. Ele soltou a taça com um sorriso radiante me olhando.
David: Que bom. É chato ficar fingindo que sabe fazer alguma coisa.
Eu: Nem me fale. Ei, eu acordei na casa do meu pai, ele falou que fez negócios com você. Disse que você e a minha amiga Madison com quem você falou quando foi no meu apartamento iam me levar para o hospital mas precisaram de um responsável por isso o chamaram.
David: Verdade, eu e seu pai discutimos porque eu não sabia inicialmente o que ele era seu e queria te levar dali. Mas aí vi o hospital verificou. A sua amiga queria te levar para o apartamento de vocês mas seu pai não queria mais deixar. A gente teve que explicar pra ele dá melhor maneira possível. Aí fiz questão de te levar até lá e ele deixou eu deixar o bilhete.
Eu: Meu Deus, que coisa confusa. -rimos.
David: É, mas graças a Deus você está bem. Seria desperdício uma garota tão linda se machucar. -eu sorri com sua gentileza. -Mas então, me conta. Você está na faculdade?
Eu: Não, na verdade eu não passei. -disse me sentindo triste ao relembrar. -Mas vou continuar tentando, é claro.
David: Eu sinto muito por isso.
Eu: Mas se que saber o ensino médio foi um desastre. Eu não sinto falta de nada. -rimos e eu bebi o meu vinho- Mas enfim, acho que gostava das aulas de biologia e história. Ah! Tem uma coisa bem legal que a gente fez em biologia na ultima semana, é mais ou menos...-me levantei da minha cadeira que era na frente de David e a puxei para o lado dele, colando uma cadeira na outra e me sentando de novo. -Era mais ou menos assim...-peguei a mão dele colocando em cima do prato da sua faca. -Finja que a faca é um bisturi e o osso do peixe um sapo, ok?
David: Meu Deus. -arregalou os olhos.
Eu: Então tá, agora...-peguei sua mão e o fiz segurar a faca. Em seguida coloquei em cima do osso do peixe e o fiz serra-lo. David soltou uma risada gostosa e soltou sua mão da minha.
David: Chega, já deu pra perceber...como é que você pode gostar disso SeuNome?
Eu: É bem mais eletrizante quando é o sapo.
David: Parece bem maluco. E...nojento. 
Eu: Um pouquinho. -fiz careta enquanto ele me olhava. Por que eu fui fazer isso? Mais um provável encontro no lixo. -Sente falta da escola?
David: Mas nem pensar. -ri. Nós estávamos tão perto, que se eu me mexesse poderia tocar seus lábios. 
Eu: David Malik...-ele me olhou confuso. -Eu seria uma vadia se...-suspirei- Me beija?
David: O que disse?
Eu: Me beija.

Ele não piscou. Percebi que tinha ficado surpreso com meu pedido. Para um segundo encontro eu parecia estar indo rápida. Mas era tão difícil resistir á aqueles lábios carnudos tão perto de mim...eu falei sem querer. E não estava arrependida, mesmo se ele fosse negar. David sorriu olhando para minha boca e segurou meu queixo devagar, aproximou seu rosto e eu seguia o mesmo caminho com os olhos. Senti seus lábios se mexerem no meu, ele era totalmente delicado eu realmente não entendia como conseguia. Ele acelerou os movimentos e eu sorri entre o beijo, senti seu corpo se mexer virando para mim na cadeira e eu também me virei colando de frente em seu peito. Eu estava sem ar, separei o beijo e lhe selei. Foi então que ouvi palmas vindo de todos os lugares do restaurante, parecia que eu ainda estava dormindo. As pessoas estavam nos encarando e sorrindo, outras comentavam. O que foi aquilo? Eu realmente nunca fazia isso, foi como um segundo de coragem insana, e eu simplesmente falei. Uau, nem imagino o que ele deve pensar de mim, mas de qualquer forma isso deu em alguma coisa. Em segundos voltaram a seus afazeres, eu sorri para ele mas então rapidamente fechei minha expressão.

Eu: Me desculpa Dav, eu não sou esse tipo de garota que bei...
David: Droga, você é perfeita. -ele estava tão perto que podia ver muito perfeitamente seus traços delicados. A maneira como me olhava me fazia sentir protegida, eu estava caída por ele. Sua bochecha se contraiu e eu pude ver uma covinha se formar perto da boca. Ele me selou novamente impedindo a resposta.
Eu: Quer sair comigo de novo?
David: Eu adoraria. Mas que tal eu convidar, já que sou o homem aqui?
Eu: Se insiste. -ri. -Então me convide, Malik.
David: Quer sair comigo de novo, SeuNome Completo?
Eu: Eu adoraria.


CONTINUA...
OOOOI gente, como vão gatas?
Calminha, o Zayn vai aparecer no próximo novamente e á causando hehe, eu gostaria de responder uma pergunta de uma de vocês que achou que o grupo de amigos do Zayn são os outros meninos da 1D, mas não são ok? Bem, eu espero que estejam gostando, eu ando meio sem tempo porque está acontecendo muitas coisas ao mesmo tempo na minha vida e eu estou confusa, acabei de mudar de escola e agora é tudo novo pra mim. Eu acho que isso afetou um pouco minha criatividade mas ela está voltando aos poucos :)
Então é isso, qualquer pergunta, estarei no Twitter e aqui no blog. 
Até mais amoreees. 

18 comentários:

  1. MEUDEUS QUE QUE ISSO NOVINHA. QUE PERFEIÇÃOOOOOO. A SN É MT DIVA, O DAVID É PURA FOFURA E O ZAYN TO LOUCA PRA ELE APARECER JÁ CAUSANDO EHUHEUEHUHEU. CONTINUAAA VC É PERFECT
    XXXXXXX

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    1. Awww amore, que isso! Hehe, espero que goste, muito obrigada!
      Bjus

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  2. tá perfeito, continua!

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  3. PERFEITA LIZZY, CONTINUA. MELHOR FIC EVER

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  4. to louca pro zain aparece, continua

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    1. Hehe, espero que goste princesa :)
      Bjus

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  5. Awnnn tá perfeito! Continue logoo!
    xx Luh

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  6. TA MUITO PERFEITO *O* continua flor, bj :* ~Emmy

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  7. Aquele momento em que tds esquecem do blog
    O blog q eh a minha vida está abandonado :////
    É a vida neh

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  8. Continua por favor Lizzy! Vou ter um troçooo! Sua fic e mt perfeitaaa

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  9. Fiquei um pouco confusa nesse capitulo :P

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  10. "Sempre alegrando a sua tv! As garotas do dá uma olhada, com vocêêêê! tantantantantan. Dá uma olhada!"
    kkkkkkkkkkk saudade disso.
    Amei o capítulo Lizzy

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