Unfaithful - Capitulo 18

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- Desastre fatídico 

SeuNome P.O.V's

Anteriormente - Will: Bom, já que você está apressada, vou logo ao ponto. - Ele tossiu como aqueles caras de cinema. - SeuNome, eu quero me casar com você. 

Preciso dizer que fiquei petrificada? Congelada? Em pânico? 
- Will... – suspirei profundamente, tentando conter as lágrimas, que não eram de felicidade. Eu quis muito ter uma família com ele um dia, mas hoje... – Preciso esclarecer umas coisas. 


Não tinha mais volta... 


Não havia o que temer. O objeto de minha devoção estava sentado a poucos metros de mim. E sorria. Era o sorriso mais encantador que eu já vira. E ele estava disposto a se casar comigo, ter filhos... Me amar de todas as formas possíveis. Ele me queria bem, queria me fazer feliz... Olhei significativamente pra Harry antes de começar o meu discurso, e eu senti todo o apoio que precisava no seu singelo e discreto aceno de cabeça. Ele fora ali pra me encorajar, me mostrar o porquê de eu estar aqui nessa mesa com o Will. Ele queria ser o meu porto seguro. E eu me senti plena por conseguir me apoiar nesse alicerce. Respirei fundo mais uma vez, tomei um gole de vinho, repousei a taça sobre a mesa e abri a boca para falar... 

- Com licença, senhorita – o idiota do garçom me interrompeu. – Uma pessoa pediu para lhe entregar essa bebida. – o garçom depositou uma taça de Martini na mesa. 
- HEIN?! Quem foi o idiota? – Will exasperou-se enquanto olhava para os lados. 
- Desculpe, senhor, mas a pessoa pediu para ficar no anonimato. – o garçom esclareceu. 
- Ah, é mesmo? Me dê isso aqui, SeuApelido. – ele pegou a taça da minha mão e entornou na boca, deglutindo tudo rapidamente. – Diga para o sujeito atrevido que ela já é comprometida e que se ele continuar mandando bebidas, eu vou caçá-lo de mesa em mesa e quebrar as taças na cabeça dele. Obrigado. – Will falou rispidamente e bebeu um gole de seu vinho. – Aquele Martini estava com um gosto horrível de remédio. – ele resmungou e eu continuei estática sem saber exatamente o que fazer. 


Olhei de relance para Harry, mas ele mantinha uma expressão indecifrável. Ele teria mandado isso pra mim? Mas com qual intenção? Quem mais poderia ter me mandado isso? Eu não costumava ser cantada assim tão descaradamente num restaurante. Quem quer que tenha mandado, não tem um pingo de semancol. O garçom se retirou meio embasbacado e eu devaneei sobre como recomeçar o assunto. 


- O que você queria falar mesmo, SeuApelido? 
- Will, eu... O que você tem no olho?! – perguntei quando observei que ele me olhava e batia os cílios com uma frequência maior. 
- Não sei... Minha visão está meio turva... Acho que bebi demais... – ele falou meio grogue e afrouxou o nó da gravata. 
- Will? Você está passando mal? – levantei da cadeira e fui apalpar a sua testa. 
- Hum... Não sei, me deu uma vertigem... Um pouco de falta de ar talvez... – me assustei quando vi o seu rosto empalidecendo e sua testa suando bicas. 
- Vou te levar para o hospital! – falei horrorizada. 
- Não... Eu tô bem... Ai! – ele gemeu e sua mão foi automaticamente para o peito esquerdo. 
- O que você está sentindo? Olha pra mim, Will! 
- Aqui... Está doendo aqui... – ele bateu no peito e eu fiquei apavorada. Era como se ele tivesse tendo um ataque cardíaco! 
- Deus do céu! Venha, se apóie em mim. – ajudei-o a levantar. Abri minha bolsa e larguei notas suficientes sobre a mesa. 


Olhei para a mesa em que Harry estava e não o vi. Quando foi que ele saiu que eu não vi?! Andei aos tropeços com Will até o carro e o ajudei a sentar no banco do passageiro. Sentei no motorista e arranquei o carro em direção a um hospital. 


- Will? Me fala o que você está sentindo... 
- Eu não sei, SeuApelido... Palpitações, eu acho... 
- Ok, tente não dormir, tá? Me fale sempre que sentir algo... – pedi tentando parecer firme, quando na verdade, eu estava com o coração na boca. Era só o que me faltava o Will ter uma crise numa hora dessas. 
SeuApelido… O que você queria falar? Você não quer se casar comigo, é isso? – ele perguntou, arfante. 
- Claro que eu queria casar com você, Will, você sempre soube disso!! – falei sem pensar e me chutei quando lembrei que isso só iria piorar as coisas. 
SeuApelido… Você ainda me ama, né? Se… se eu morrer… 
- Pare já com isso, Will!! Você não vai morrer, ok? Eu... Eu amo você... É um mal estar, nada vai acontecer. – falei convicta e não deixei que ele continuasse a falar besteiras. 


Pisei no acelerador, atravessei alguns sinais vermelhos, passei do limite de velocidade, mas isso não era importante agora. Tentei me lembrar onde era o hospital mais próximo e rumei até ele. Parei na ala de emergência e me desesperei quando vi que o Will já estava inconsciente. 


- Socorro... – sibilei horrorizada. – SOCORRO!!!!! – gritei a todos pulmões e logo uma equipe médica correu em nossa direção. 


Nesse momento eu já não conseguia raciocinar direito. Várias pessoas de branco se movimentavam rapidamente, algumas me faziam perguntas, outras me mandando ficar longe. Senti uma avalanche de sentimentos me invadirem. Medo, pavor, pânico, desespero. Ele não poderia morrer... Ele não iria me deixar assim... Ele não faria isso comigo... Ele não faria isso com a sua família, com seus amigos... Era tão novo! Encontrei-me perambulando pelo hospital em busca de informações. Ninguém me falava nada! Eu queria gritar e pedir atenção... Sentia-me tão vulnerável... Depois de muito esperar, finalmente um médico apareceu e seus olhos já me diziam tudo o que eu não queria saber. 


- Nós tentamos tudo o que podíamos. Eu sinto muito. – o médico expressou suas condolências, mas eu já não me sentia mais em terra firme. Minha vista escureceu... 

Abri meus olhos, me sentindo meio grogue, e olhei para o teto. O teto do hospital. 
Foi quando eu me dei conta de que eu havia o perdido. 
- Will... WILLIAM!!!!! – uma onda de histeria me assolou quando imagens de nosso passado passavam como flashes em minha mente. 
- Acalme-se, senhorita! – alguém que eu imaginei ser uma enfermeira veio tentar segurar os meus ombros. 
- Diga-me que isso é um pesadelo! Diga-me que ele está vivo!! 
- Eu sinto muito, senhorita... 
- AHHH!!!! – gritei histericamente na tentativa de tirar um pouco do peso que eu sentia no meu coração. Parecia que eu estava sendo tragada para um buraco sem fim... 
Senti minha cabeça rodar, meu estômago revirar e um gosto característico de ácido estomacal regurgitar na minha garganta. Segundos depois, eu estava botando tudo para fora. E minutos depois eu havia apagado novamente. 

Abri os meus olhos e, mais uma vez, eu desejei que aquilo fosse um pesadelo. O que eu diria para seus pais? Seus amigos? Seus colegas de trabalho?

 
- Senhorita? – uma voz grossa ecoou em meus ouvidos. 
- Humm... – balbuciei ainda meio zonza. 
- Eu sei que está passando por um momento muito difícil e eu sinto muitíssimo à sua perda. Mas eu preciso te fazer umas perguntas... – não senti necessidade de responder e ele entendeu aquilo como um sim. – O seu amigo... 


- Namorado. – corrigi rispidamente. 
- Oh, ok. O seu namorado tinha problemas cardíacos? 
- Não que eu saiba. Ele sempre teve uma boa saúde. 
- Hum... – ele pareceu pensativo. – Então ele não fazia uso de medicamentos para o coração? 
- Não. Definitivamente não. 
- Você saberia me explicar o motivo de ele ter uma overdose de Digoxina? 
- O que diabos é isso? – perguntei confusa. 
- Um medicamento para tratar insuficiência cardíaca... 
- Eu não faço ideia... 
- Você acha que ele poderia estar escondendo alguma doença de você? 
- Não, ele nunca foi de mentir... Eu não estou entendendo aonde você quer chegar... 
- Veja bem, o senhor William Grey sofreu um processo de intoxicação por Digoxina. Se você diz que ele não fazia uso regular da droga, então presumo que ele tenha sido envenenado propositalmente. 
- O QUÊ?! Você está me dizendo que ele foi assassinado?! – berrei exasperada. 
- Exatamente. Devo lhe informar que a polícia será acionada. – ele me olhou significativamente, mas eu não entendi exatamente o que ele queria me dizer com aquele olhar. 
- Ok, se ele foi mesmo assassinado... – nesse momento um flash de memória me ocorreu. 
A taça de Martini... 
Harry… Seu sorrisão torto… Seu olhar inexpressivo… 
Ele não faria isso, faria? 

- O MARTINI!!! – gritei apavorada. 
- Desculpe, senhorita, mas o que isso tem a ver? 
- Alguém mandou uma taça de Martini pra minha mesa e pediu anonimato! O Will bebeu! – falei exasperada. 
- Hum... Isso ajuda bastante. Você poderia me informar o restaurante? Creio que a polícia recolherá informações do local. 
- Claro, sem problemas! 


O sujeito continuou fazendo algumas perguntas e eu já nem me lembrava que o Will havia partido. Eu estava empenhada em saber quem diabos o matou. Era uma puta sacanagem fazer isso com um cara tão jovem.


Eu já me sentia bem melhor, mesmo estando um pouco nauseada. Aproveitei minha melhora para ligar para os parentes e amigos dele. Logo estariam aqui para cuidar do velório. Coisa que eu não sabia e não queria fazer. Algumas horas se passaram desde a chegada de seus familiares e eu avistei uma silhueta conhecida. Victória. E pior do que isso, acompanhada por Harry. Travei meu maxilar e cerrei meus punhos numa vontade louca de puxar os cabelos daquela vadia, mas não era algo que eu pudesse fazer sem levantar suspeitas. 

- Hei, SeuApelido… Como você está? Eu sinto muito por sua perda… - a bandida falou falsamente. 
- Vou levando... – murmurei a contra gosto. 
- Você precisa de algo? Podemos fazer alguma coisa por você? - Harry perguntou, me olhando profundamente. Um olhar repleto de perguntas mudas e aquela preocupação característica dele. 
- Estou bem, mas obrigada mesmo assim. Se me dão licença, eu vou tomar um pouco de ar... – falei e o encarei sugestivamente. 
Caminhei para fora do hospital e parei num dos pilares, encostando as minhas costas nele. Minutos depois eu o vi andando em minha direção. 
- Hei... – ele se aproximou e afagou minha bochecha. – Como isso foi acontecer? Ele estava doente ou algo assim? – ele perguntou preocupado. 
- Por que você não acaba logo com essa farsa e me conta a verdade? – falei acidamente. 
- Hum?! Do que você está falando? 
- Do que eu estou falando? Diga-me você! Por que fez isso, Harry? – solucei abruptamente. 
- Do que diabos você está falando?!! Eu não sou adivinho!!! 
- Por que você mandou aquela taça envenenada pra ele? 
- O quê?! – ele berrou com uma expressão de espanto. 
- Não se faça de inocente, Harry! Você era o único ali que tinha motivos para querer matar o Will! 
- Você está me acusando de ter matado o Will?! É isso mesmo, SeuApelido? 
- Eu não sei!!! Eu não sei mais nada! Eu só... Eu não consigo acreditar que ele foi assassinado! – chorei copiosamente enquanto tentava raciocinar com clareza. 
- Você acha mesmo que eu sou um assassino? 
- Eu não sei... eu não sei... 
- Isso foi a coisa mais decepcionante que eu ouvi você falar, SeuApelido... Pensei que confiasse em mim... Eu nunca te julgaria sem provas, na verdade, eu não te julgaria nem com provas. Eu amo você e amaria mesmo que fosse a pior das assassinas. Só me deixe então clarear a sua mente. – ele deu uma pausa para respirar. – Você diz que ele foi envenenado por uma taça que lhe foi dada, certo? – ele perguntou e eu assenti com a cabeça. – Você acha que eu correria o risco de você tomar aquela bebida e ter o mesmo fim que ele? 
Parei pra pensar e realmente percebi que a minha teoria não tinha fundamento algum. Harry nunca faria nada pra me machucar. 
- Se... se não foi você que mandou aquela taça, quem foi? 
- E você acha que eu sei?! Eu nem sabia que o William tinha sido envenenado até você falar! Ou melhor, até você me acusar! 
- Me perdoe... Por Deus, me perdoe! Eu estou tão transtornada, Hazza... 
- Explica, mas não justifica, SeuApelido... 
- Oh, por favor, não me abandone agora... Eu me sinto tão só... – solucei alto. 
- Você deveria ter mais cuidado com as suas palavras... 
- Eu sei... Eu sou uma idiota! 
- É, você é uma idiota. Mas eu a amo mesmo assim... – ele sussurrou na sua voz rouca e me puxou para um abraço apertado. Era tudo o que eu precisava agora... Ficamos ali abraçados enquanto ele me falava palavras de consolo e me dizia que eu tinha que seguir em frente. Até que um homem de terno e engravatado caminhou até nós, e rapidamente eu desfiz o abraço de Harry. 


- Com licença. Senhorita Owen, certo? – ele se direcionou a mim. 
- Sim. 
- Muito prazer, eu sou o detetive Smith. A senhorita se importa de me acompanhar até a delegacia? Precisamos tomar o seu depoimento. 
- Isso é realmente necessário? Não vê que ela ainda está debilitada? - Harry interveio. 
- Vejo claramente, senhor...? 
- Styles. - Harry respondeu seco. 
- Senhor Styles. Isso é realmente necessário, afinal nós temos um nítido caso de um homicídio. – ele falou e eu senti todos os meus músculos tencionarem. 
- Tudo bem, não vejo problema em acompanhá-lo. 
- Você quer que eu...? - Harry perguntou. 
- Não precisa, Harry. Se eu precisar de algo, eu ligo, ok? 


Ele assentiu, mesmo estando claramente preocupado. Segui com o detetive Smith até o seu carro e ele rapidamente nos levou até a delegacia. Ele me fez assinar uns papéis, recitou os meus direitos e me encaminhou até uma saleta fechada, onde havia apenas uma mesa de madeira velha e duas cadeiras desconfortáveis. Ele posicionou o seu gravador e começou o interrogatório. Não pude evitar de me sentir intimidada. Senti medo... 


- Senhorita Owen, poderia me informar qual motivo os levou àquele restaurante? 
- Nada em especial. Apenas um jantar casual. 
- Vocês não estariam comemorando alguma noivado... Ou algo parecido? 
- Não! Como eu disse, foi apenas um jantar casual. 
- Nós encontramos um acessório singular de noivado com a vítima... 
- Isso é muito pessoal, é realmente necessário? – me chutei mentalmente por não ter ligado para um advogado. 
- Qualquer informação será de grande ajuda, senhorita. 
- Ok. Ele havia me pedido em casamento e namorávamos há quatro anos... Então ele achou que já era hora de formamos uma família, por isso ele comprou o anel... 
- Entendo. Mas me diga, vocês não estavam passando por algum tipo de crise, ou algo parecido? 
- Não. Estávamos bem. 
- Você me parecia bem entrosada com o Senhor Styles... 
- Eu e o Senhor Styles somos amigos de longa data. – menti. 
- Hum... E você acha que o Senhor Uley era um cara fiel? Você alguma vez suspeitou de algo? 
- Ele era confiável e não costumava mentir pra mim. 
- Você sabe dizer se ele tinha inimigos? No trabalho... Ou na vida pessoal? 
- Não. Will era um cara sociável. Não vejo motivos para alguém querer a sua morte. 
- Então você confirma a ausência de inimigos? 
- Eu não posso afirmar nada. Eu só não vejo motivos para alguém odiá-lo ou algo parecido. 
- Certo. Você recebeu uma taça de Martini no restaurante, não é mesmo? 
- Exato. 
- E o seu admirador preferiu o anonimato... 
- Correto. 
- Você não acha tudo isso estranho? Você sabe... Mandar drinks para uma mulher acompanhada... 
- Sim, isso nunca me aconteceu antes. Imagino que o sujeito deva ser muito cara de pau. 
- E provavelmente o sujeito odiava o seu companheiro a ponto de envenená-lo... 
- É o que parece. 
- Senhorita Owen, quando foi a última vez que foi a uma farmácia. 
- Dois dias atrás. 
- Pode me dizer o que exatamente você comprou? 
- Suplemento de ferro e ácido fólico, pra anemia. 
- Oh, interessante, foi apenas isso? 
- Apenas isso. 
- Alguém da sua família ou algum amigo seu sofre de problemas cardíacos? 
- Não. Ninguém que eu conheça. 
- Então você nunca teve contato com a Digoxina, certo? 
- Certo. 
- Você poderia me dizer porque o levou para um hospital tão longe do restaurante, sendo que havia um a apenas dois quarteirões de distância? 
- Tinha?! Eu não sabia, eu estava nervosa! Eu não lembrava nem o nome dos hospitais! 
- Entendo. Você está ciente de que poderia tê-lo salvo se chegasse minutos antes ao hospital? 
- Eu não... – nesse ponto eu já havia passado do limite do nervoso, para o de histeria. – eu não sabia... Eu não sabia!! – solucei alto. 
- Acalme-se, senhorita. 
- Não me peça pra me acalmar! Você não faz ideia do que eu estou sentido, então cale a porra da boca! – gritei irritada. 
- Uma última pergunta? 
- O quê?! 
- Você era feliz com o seu quase-marido? – ele perguntou casualmente, mas foi o suficiente pra me fazer hesitar. 
- S-sim... Muito feliz... – gaguejei nervosa. 
- Obrigado pela cooperação, senhorita Owen, isso é tudo, por hora. 

Finalmente eu fui liberada daquela tortura e eu pude voltar pra casa. Aproveitei para ligar para Harry. Decidi que deveríamos manter distância durante o período das investigações. Não queria dar margem para os policiais pensarem que Harry fora o assassino de Will. 


Fui direto para casa. Eu só queria ficar em paz sem pessoas me incomodando o tempo inteiro e me lembrado desse fato trágico. Meus olhos estavam alterados, e eu estava muito cansada. Eu havia passado a noite em claro, ainda mais pelas fortes náuseas que eu sentia e não me permitiam dormir na desconfortável poltrona do hospital. Eu sou queria dormir. Dormir e acordar daqui 20 anos. Esquecer tudo isso. Não era pedir demais. Era? 

Fechei os olhos e tentei me acalmar. 2 minutos depois, recebo um sms. Quem poderia ser? Eu poderia simplesmente ignorar, mas eu estou passando por um momento sulicamente difícil, até agora, qualquer coisa não me parece impossível. Olhei assustada para a caixa de correio. Havia mil mensagens ali. Eu realmente me desconectei do mundo. Fui direto nos remetentes mais importantes, ou seja, nos meus amigos. 

Mensagens - 1 semana atras. 

"SeuNome, você sumiu. Toda vez que vou em sua casa, sua mãe diz que não está. Eu sei que não está mas... onde você se mete todos os dias? Eu estou preocupado com você. Não é mais a mesma. Eu sinto sua falta. Se precisar, estarei aqui. Quando quiser. Eu te amo honey. -Niall"

"AMIGA! VOCÊ NÃO SABE O QUE ACONTECEU!!!! Primeiramente, você morreu darling? Evaporou no espaço? Não te vejo mais faz teeempo! Sempre nos encontramos na casa do Malik e nunca mais te vimos lá. Todo mundo achou estranho, mas decidimos não interferir. Sabe, eu queria te contar pessoalmente, mas, eu nunca te encontrei. Fui na sua casa 3 vezes essa semana e você nunca estava lá. Então. EU ENCONTREI A MINHA IRMÃ!!!! Aquela que foi separada quando pequenas!! Você não vai acreditar. Ela é a Emily. A amiga da Mandie, sua prima. Que elas se conheceram no avião. Você acredita? Eu ainda não. Mas estou aproveitando muito. Amiga, eu estou com saudades suas. Apareça jovem. Beijos. - Katarina (Kate)"

"SEUNOME, EU TE AMO, NÃO SE ESQUEÇA DE MIM OKAY?. -Niall"

"Hey anjinho, desaparecida mas ok. Nós estamos planejando um acampamento. Daqui a 2 dias estaremos indo para as Montanhas. É perto daqui, e tals. Queremos nos aventurar. O pessoal todo vai. Queremos você lá também. Responde Por favor. Saudades pequena. -Zayn"

"SEUAPELIDO!! Quanto tempo prima! Você nunca mais entrou nessa budega de internet não foi? Eu preciso falar com você. Que diabos aconteceu com você? HELP ME! Saudades gata do meu core. -Mandie"

"SeuNome, todo mundo está preocupado com o seu subto sumiço. Nós estamos indo para as colinas hoje mesmo. O Zayn te informou, mas você não respondeu. Passamos na sua casa hoje cedo e você não estava lá. Sua mãe disse que tudo estava bem. Se você esta indisposta, sofrendo, ou algo assim, fale comigo. Sou sua amiga, eu quero o seu bem, e farei o possível para te ajudar. Assim como todos. Nós vamos sentir falta de suas palhaçadas quando estivermos lá mas você não deu sinal de vida... Seu tio esta avisado do local, caso queira ir. Ele disse que te  levaria sem problemas. Fique bem amiga. Estamos saindo em 10 minutos. Esse é o tempo para você mudar de ideia. Beijos. -Eleanor"

Que tipo de amiga eu sou? Nossa. Realmente abandonei meus doces. Eu sinto a falta deles, mas estou realmente passando por uma grande crise. Mal sabem eles que eu tenho um caso com o primo do meu melhor amigo, e que o meu ex-namorado quase noivo morreu. É muita coisa para minha cabeça. Eu precisava de descanso, era apenas o que eu queria agora. 

Passaram-se dois dias desde a morte do Will. E agora estávamos reunidos no cemitério para a realização do velório. Eu pensei que já tinha superado a perda, mas percebi que estava enganada quando voltei a passar mal. Uma tontura... Uma náusea... Um desmaio. Felizmente fui acordada a tempo de vê-lo mais uma vez, antes de ser enterrado. Ele havia deixado um buraco no meu peito que ninguém poderia fechar. Ele havia sido um homem maravilhoso e havia me proporcionado momentos felizes e a segurança que qualquer mulher deseja. Quando saia do cemitério, acompanhada por Harry, fui interceptada pelo detetive Smith e dois policiais. 

- Senhorita Owen. – ele fez uma pequena reverência. – Tenho uma ordem de prisão para a senhorita. – ele falou e me entregou um papel. 
- O quê?! – perguntamos eu e Harry ao mesmo tempo. 
Como assim?! Eu estava sendo presa?! 


Heeeeeey amiguinhos. Demorei de novo para postar não é? Desculpem-me. Tô sem tempo, já voltei a estudar, e já tive até prova. haha Enfim, eu ACHO, que vou prolongar a fic um pouco, porque quero que ela termine no capitulo 30. É melhor, e tem umas ideias batucando na minha cabeça, então acho que vou coloca-las em prática. Acho que vocês vão gostar. Haha Enfim, espero que estejam gostando da fic! Até logoo!
 Já sabem né? COMENTEEEEM! Pode dar sua opinião ok? Críticas são bem vindas. Aloha!
 

8 comentários:

  1. Aposto que é a ex do harry, u.u perfeito more

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  2. WAT?? Como é?? Ela(ou eu, ne? rç) tá sendo presa mesmo ou é só piadinha? (É claro que não é pegadinha --')
    E como assim o Will morreu? Gent, coitadinho! :'c Aposto 10 pilas que foi a ex-esposa do Harry que fez isso!! -n
    E sobre o seu dom de deixar os outros curiosos.. ISSO É FEIO! COISAS FEIAS NÃO SE FAZEM!! -qq haushaush
    Beijos.

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    1. No próximo você vai ter a resposta de todas as suas perguntas haha :D
      Beijos

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  3. Opa prolongar a fic, adorei esse papo, eu super apoio kkkk To amando vc tem q continuar
    xoxoxo Duda

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    1. Pois é né haha Que bom anjo. Continuarei sim!

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  4. Muito perfeita essa fic...
    continua.

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  5. Cara que maldade,sua má(estou falando serio).
    Mais cê não for assim não tem graça.

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